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LOTAÇÃO

Só na UTI, mais de 500 doentes encontram-se internados neste sábado

São 538 pacientes em UTI hoje (17), sendo 151 em hospitais privados e 387 na rede pública
17/04/2021 12:40 - Naiara Camargo


Há 1.196 pessoas hospitalizadas em Mato Grosso do Sul neste sábado (17), sendo 538 doentes em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (387 público; 151 privado). Em leitos clínicos encontram-se 658 enfermos (433 público; 225 privado). 

A ocupação global de leitos de UTI do Sistema Único de Saúde (SUS) na macrorregião de Campo Grande está em 101%, Dourados em 95%, Três Lagoas 96% e Corumbá 83%.

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Leitos estão sendo improvisados e doentes estão em locais inadequados. “Pessoas estão em prontos socorros, ala vermelha, ala azul e centros cirúrgicos já que não estão fazendo cirurgias eletivas. Isso nos preocupa”, informou o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende.

Resende afirmou que as vagas de leitos que surgem são de óbitos que ocorrem. “Mesmo para quem tem o melhor plano de saúde, não vai ter acesso nem à leitos de UTI e nem clínicos. O melhor plano de saúde é ficar em casa”.

“Não há mais leitos. Nem se você tiver condição financeira de ir para outro Estado. Pessoas muitas vezes vão à óbito porque faltam leitos”, complementou a secretária adjunta de Saúde, Christinne Maymone.

O governador do estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), assegura que para o sistema de saúde não colapsar, é necessário o isolamento. “Sabemos da contrariedade de alguns segmentos da economia, mas agora não tem outra alternativa”, declara.

Capital

Ao Correio do Estado, a Santa Casa informa que opera com mais de 100% de sua capacidade e que não há possibilidade de abertura de novos leitos pois chegaram ao limite de espaço físico e recursos humanos.

Além disso, o hospital diz que não há risco de desabastecimento de oxigênio, porém, há escassez de insumos necessários ao paciente. 

O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), teve de suspender novos atendimentos por 24 horas, por falta de kits intubação, na última quarta-feira (14). 

Para manter pacientes já intubados, realizou empréstimos de kits de outros hospitais, como Cassems, Unimed, Hospital Universitário, Pênfigo e Santa Casa. Esse estoque durará 24 horas. 

Ao Correio do Estado, o Hospital Unimed Campo Grande informa que embora a demanda por oxigênio tenha aumentado significativamente neste pico de pandemia, por ora, não há risco de desabastecimento, de acordo com a empresa fornecedora.

Além disso, a cooperação afirma que há uso expressivo de insumos e medicamentos, os quais encontram-se em escassez no mercado atualmente. Portanto, não se pode contar com o mesmo estoque que havia antes da pandemia. 

O Hospital Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Maria Aparecida Pedrossian (HUMAP-UFMS) disse ao Correio do Estado que possui estoque de oxigênio. "Nosso tanque de oxigênio líquido está hoje [15 de abril] com 15.700m³, de um total de 19.200m³ de capacidade, mais backup de cilindros de oxigênio (32 cilindros de 10m³). Ou seja, estamos com o tanque quase cheio".

Além disso, o hospital reitera que há insumos disponíveis e que recursos humanos, como médicos e enfermeiros, foram transferidos das cirurgias eletivas suspensas e realocados para atender a demanda por Covid-19.

O Hospital Cassems divulga ao Correio do Estado que continua operando em sua capacidade máxima de atendimento, com ocupação de 96% dos leitos críticos disponíveis. Além disso, avisa que não há profissionais da área da saúde suficientes por falta de especialização em determinadas áreas.

A instituição hospitalar comunica que o abastecimento de gases medicinais, em especial de oxigênio, está normal. Porém, bloqueadores neuromusculares utilizados para intubação de pacientes seguem com estoques críticos.