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CIDADE DE DEUS

Invasão continua e quatro pessoas vão para delegacia

Pessoas que tiverem boletim de ocorrência registrado ficarão por 4 anos sem conseguir moradia
29/07/2020 10:01 - Gabrielle Tavares


Quatro moradores da região do Dom Aquino Barbosa, que participaram da invasão de um terreno da prefeitura, foram encaminhados para o Centro de Policiamento Especializado (Cepol), do bairro Tiradentes.  

As manifestações começaram na segunda-feira (27) e continuam até a manhã desta quarta-feira (29). Guardas Civis derrubaram os barracos erguidos e dispersaram a multidão nos dois primeiros dias.  

Segundo o Diretor-Presidente da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários de Campo Grande, (Amhasf), Eneas José de Carvalho, as duas primeiras abordagens da polícia foram pacíficas, mas na manhã de hoje deram voz de prisão.

“Não adiantou o diálogo, estamos indo lá desde o início, pedindo, orientando, e não obedeceram. Durante a madrugada [de hoje] nossas equipes voltaram até o local onde eles já haviam reerguido os barracos, geraram tumulto e agora quatro pessoas estão sendo levadas”, afirmou Eneas. 

 
 

Os moradores não desistiram e voltaram a erguer os barracos feitos de pau e lona depois que a polícia havia deixado o local na terça-feira. 

A reivindicação de quem está no local é moradia, eles alegam que a maioria perdeu o emprego por causa da pandemia e não estão conseguindo pagar o aluguel.  

O representante da Amhasf disse que seria registrado boletim de ocorrência contra os manifestantes, e que “demais decisões vão ficar a cargo das autoridades competentes”.

Os cidadãos que tiverem boletim de ocorrência registrado não conseguirão as moradias doadas pela prefeitura. “Vou adotar providência imediata para que haja a restrição por quatro anos”, ressaltou Eneas.  

“Eles falaram que vão ocupar a região por 30 dias, então por 30 dias a gente vai mandar as equipes para o local. Vamos continuar encaminhando as pessoas para a delegacia”, completou o diretor-presidente.  

“Tem gente dormindo em cabana de índio”

Os moradores fizeram uma Barricada na Avenida Evelina Figueiredo Selingardi, um dos principais acessos ao atual lixão. Moram cerca de 150 famílias na região.  

Eliane Souza, 40 anos, é catadora e é uma das pessoas que participou da invasão. Ela relatou que muitos ali não têm para onde ir, “tem gente dormindo em cabana de índio, muitas famílias despejadas, muitas pessoas não conseguiram pegar casa do governo, que ficaram na favela antiga e não conseguiram ganhar casa”.

Rogério Sebastião Buso, Chefe de setor de Fiscalização da Secretaria de Habitação (SEHAB), argumenta que “Eles [o grupo] têm que seguir a regra. A regra hoje é sorteio. Todo mundo tem que participar. Nós temos hoje um deficit de 42 mil famílias na fila”.

 
 

Felpuda


Candidato a prefeito de cidade do interior foi buscar “inspiração” para elaborar seu programa de governo.

Assim, não se fez de rogado em beber da fonte de prefeito que tenta a reeleição em município da Bahia.

O dito-cujo cá dessas bandas copiou as propostas e vinha as apresentando como sendo de sua autoria.

A população já descobriu o plágio e ainda aguarda uma explicação.

Se não houver, as urnas certamente a darão.