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Investigadas por corrupção mantêm R$ 75 milhões em contratos com a Capital

No mês passado, contratos de iluminação pública de Campo Grande foram alvo da Operação Apagar das Luzes, do MPMS

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As duas empresas que foram alvo de operação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) no fim do ano passado, que investigou corrupção na iluminação pública de Campo Grande, seguem com contratos ativos com a administração municipal, que somam mais de R$ 75 milhões.

Em dezembro, as construtoras campo-grandenses B&C e JLC estiveram no centro da Operação Apagar das Luzes. “As investigações indicam a ocorrência de reiteradas fraudes nos processos licitatórios, tendo sido identificado superfaturamento superior a R$ 62 milhões”, disse o MPMS em nota na época.

Conforme consta no portal da transparência da Prefeitura de Campo Grande, a empresa JLC é a que mais acumula contratos ativos com o Executivo municipal entre as duas investigadas, com sete acordos firmados, avaliados em R$ 36.126.264,37.

Além de ser responsável pela manutenção, implantação e ampliação do sistema de iluminação pública das regiões Bandeira, Anhanduizinho e Centro até junho deste ano, a JLC também gere dois contratos de “locação de máquinas pesadas, caminhões e veículos leves e equipamentos para execução de serviços públicos”, que somam R$ 12.863.364,82 e têm previsão de término para este ano.

Também, há outro contrato, avaliado em R$ 3.668.831,36, para “manutenção de vias não pavimentadas nas regiões Anhanduizinho, Bandeira, Imbirussu, Lagoa, Prosa e Segredo”, que prevê término em 30 dias. 

Por fim, a empresa também foi responsável pela iluminação decorativa de Natal da cidade na última festividade, sob orçamento de R$ 1.756.999,98.

Já a Construtora B&C acumula seis contratos considerados ativos e orçados em R$ 39.010.104,71. Assim como a JLC, a B&C também é responsável pela iluminação pública de três regiões da Capital: Imbirussu, Lagoa e Segredo.

Além disso, a empresa também mantém três acordos com a administração municipal para “implantação de luminária pública led solar com fornecimento de materiais”, cada um para trechos diferentes de Campo Grande, que somam mais de R$ 24,1 milhões.

Porém, mesmo que apareçam como ativos, esses três contratos terminaram em agosto do ano passado.

Quando a Operação Apagar das Luzes veio à tona, Marcelo Miglioli, titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), disse ao Correio do Estado que os contratos atuais não são alvo da investigação, mas sim aqueles firmados em 2018, na licitação antiga de iluminação pública.

“O que foi passado para mim é que a investigação foi em cima da B&C e da JLC. Foi o que foi passado para mim pela promotoria e eram as duas que constavam nas licitações lá de trás, de 2018”, explicou o secretário.

Vale destacar que há outra empresa que gere a iluminação pública de uma parte da cidade, que responde pelo nome de M. R. Construtora e é responsável pela região Prosa.

Porém, como disse Miglioli à época, ela não deve ser investigada, já que os alvos são os contratos antigos, dos quais apenas a B&C e JLC tinham acordo.

I:\Fotos\06-01-26\02-1225-0426 Iluminaçao-GO.jpgContratos investigados são relacionados com a iluminação pública de Campo Grande e teriam sido firmados com a gestão anterior - Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

AÇÃO

A Operação Apagar das Luzes foi realizada na Capital e na cidade de Balneário Piçarras, em Santa Catarina, com cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão, a maioria no município sul-mato-grossense.

Além das empresas, dois servidores públicos também foram alvo do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), mas não tiveram seus nomes divulgados.

De acordo com o titular da Sisep, um dos envolvidos já está aposentado, mas ainda estava ativo quando os novos contratos foram firmados, no ano passado, enquanto o outro ainda segue em atividade na secretaria.

Em 2025, foram 11 operações deflagradas pelo MPMS em 13 municípios do Estado. O órgão já identificou corrupção em contratos de publicidade, engenharia, pavimentação asfáltica, informática, tecnologia, saúde, educação e obras, todas em cidades do interior, com exceção da ação de sexta-feira.

IMPOSTO

Entre as grandes cidades brasileiras com mais de 200 mil habitantes, Campo Grande é o lugar onde os moradores mais gastam com a contribuição social para o custeio da iluminação pública (Cosip), como mostrou matéria do Correio do Estado.

Proporcionalmente, a capital de Mato Grosso do Sul está entre as que mais arrecadam no Brasil e tem uma receita anual – cobrada de maneira casada com a conta de luz – maior que a do município de Curitiba (PR), que tem o dobro da sua população.

Levantamento da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) indica que, em 2024, a capital de Mato Grosso do Sul teve uma receita bruta de R$ 196,8 milhões com a Cosip. O custo per capita para os moradores da cidade é de R$ 206,24, o maior do Brasil.

Na capital paranaense, que tem 1,83 milhão de habitantes, praticamente o dobro dos 960 mil habitantes de Campo Grande, foram arrecadados R$ 154,1 milhões em 2024, resultando em uma Cosip per capita de R$ 84,27.

Inclusive, os contratos de iluminação pública das empresas investigadas são bancados com a própria arrecadação da Cosip, segundo a transparência da prefeitura.

O montante recolhido a título da Cosip deve ser repassado ao tesouro municipal pela empresa distribuidora. Essa quantia é vinculada à prestação do serviço de iluminação pública e não pode ser utilizada para outros fins.

Na previsão de receita da prefeitura para 2025, divulgada em dezembro de 2024, o Município disse ter a expectativa de arrecadar R$ 104 milhões por meio da Cosip. O balanço do ano passado ainda não foi divulgado, o que deve acontecer daqui a alguns meses.

*Saiba

A iluminação pública de Campo Grande é dividida em sete contratos independentes para cada uma das regiões da cidade: Anhanduizinho (lote 1); Bandeira (lote 2); Centro (lote 3); Imbirussu (lote 4); Lagoa (lote 5); Prosa (lote 6); e Segredo (lote 7).

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Carnaval com respeito

Campanha "Não é Não" conscientiza foliões em Campo Grande

O primeiro dia do bloco Farofolia reuniu 20 mil foliões, segundo estimativa da GCM

15/02/2026 10h00

Divulgação Prefeitura Municipal de Campo Grande

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A Secretaria Executiva da Mulher (SEMU), que está participando ativamente dos blocos do Carnaval de rua em Campo Grande, orienta os foliões sobre a campanha “Não é Não”, iniciativa para evitar o assédio.

A ação, que ocorre há vários anos, tem como objetivo conscientizar a população contra o assédio e qualquer tipo de violência, tendo como foco a mulher e reforçando que o consentimento é indispensável.

Entre sábado (14) e terça-feira (17), as equipes estarão em mutirão nos blocos de rua e no desfile das escolas de samba, que ocorre no Memorial do Papa.

Serão realizadas abordagens de caráter educativo e informativo, com a proposta de promover uma festa saudável e responsável, visando fortalecer a rede de proteção às mulheres existente no município.

Participam da campanha, em ação integrada, a Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS), a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), que disponibilizará um ponto fixo de atendimento nos locais dos eventos, a Fundação Municipal de Cultura e a equipe da Patrulha Maria da Penha, vinculada à Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social (Sesdes).

A secretária executiva da Mulher, Angélica Fontanari, reforçou que o objetivo é assegurar que a alegria da festa esteja sempre acompanhada de respeito.

“Todos querem curtir o Carnaval com tranquilidade, e a campanha busca justamente orientar sobre o respeito e garantir apoio a quem se sentir em situação de violência.”

Ela ainda explicou que as equipes e os canais de denúncia estarão sempre disponíveis quando necessário, destacando que ninguém precisa enfrentar qualquer situação de violência ou assédio sozinho.

Folia

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) divulgou que o primeiro dia de Carnaval, na sexta-feira (13), com o bloco Farofolia e a apresentação da funkeira Valesca Popozuda, em Campo Grande, contou com cerca de 20 mil pessoas.

Segundo nota da prefeitura, o público variado reuniu famílias, amigos e foliões no espaço, que aproveitaram a festa sem maiores intercorrências.

O primeiro dia de folia foi marcado por um clima de tranquilidade e organização. Com atuação integrada das equipes da Guarda Civil Metropolitana, órgãos de trânsito e demais forças de apoio do município, a festa transcorreu de forma segura, garantindo conforto e proteção ao público presente.

Além do esquema de segurança, os foliões contaram com estrutura de apoio e atendimento no local, incluindo uma base de primeiros socorros instalada pela Secretaria Municipal de Saúde, assegurando que todos pudessem aproveitar a programação com tranquilidade.

A festa seguiu até as 23h, reunindo diferentes públicos e consolidando a Esplanada Ferroviária como um dos principais pontos de celebração do Carnaval de rua na Capital.

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Trânsito

Motorista morre após passar mal e bater em árvore em Campo Grande

Testemunhas relataram que o motorista sofreu um mal súbito e perdeu o controle do veículo

15/02/2026 09h30

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Um homem, que não teve a identificação divulgada, morreu na manhã deste sábado (14), após bater o veículo contra uma árvore, na Rua Ipameri, no bairro Vila Morumbi, em Campo Grande.

Segundo informações de testemunhas que estavam no local no momento do ocorrido, a vítima teria sofrido um mal súbito, momento em que perdeu o controle do veículo e acabou colidindo contra a árvore, no canteiro da via.

Os socorristas chegaram a ser acionados, mas a vítima não resistiu e morreu no local.

A Polícia Civil esteve no local com a perícia, que trabalhou para levantar as circunstâncias do acidente.

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