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CORONAVÍRUS

Isolamento é ignorado por mais da metade da população e infectologista alerta para aumento de contágio

Monitoramento aponta que 53% dos sul-mato-grossenses continuam saindo nas ruas
02/04/2020 17:01 - Eduardo Miranda, Glaucea Vaccari


 

Apesar das recomendações do Ministério da Saúde e Secretarias municipal e estadual de Saúde, sobre a necessidade de se manter o isolamento social para conter o avanço do novo coronavírus e dessa forma evitar um colapso no sistema de saúde, mais da metada da população de Mato Grosso do Sul não tem cumprido o distanciamento social necessário e continuam saindo nas ruas. Segundo monitoramento diário realizado no Estado, nesta quarta-feira (1º), apenas 47% da população se manteve em casa.  

Com a liberação do comércio, anunciada pelo prefeito Marcos Trad (PSD) para a próxima semana, deve fazer com a movimentação de pessoas aumente ainda mais, segundo avaliação do infectologista da Secretaria Estadual de Saúde, Júlio Croda.  

“O vírus está duas semanas na nossa frente. O número de casos atuais, é do contágio de 15 dias atrás. Temos um monitoramento diário e, com a liberação do comércio, a movimentação de pessoas vai aumentar. Quando aumenta a movimentação, aumenta o contágio. O resultado  desse aumento nas movimentações, nós só vamos perceber daqui 15 dias”, disse.

Além do período de duas semanas para aparecerem os casos, o infectologista alerta que em três semanas começam a haver óbitos.

Mapeamento é realizado através de parceria entre o Governo do Estado e a empresa In Loco, empresa do setor de tecnologias de geolocalização, que integrada a aplicativos, formata dados criptografados a partir de dispositivos móveis. Dados são coletados diariamente e a ferramenta fornece dados referentes ao dia anterior de publicação, ou seja, o divulgado hoje tem os dados de ontem.

Conforme o mapeamento, nessa quarta-feira (1º), os municípios que mais cumpriram o isolamento no Estado foram Jateí, com 74,5% da população em casa; Bela Vista (73,7%) e Corumbá (69,2%).

Já as cidades de Japorã e São Gabriel do Oeste tiveram a maior movimentação de pessoas nas ruas, com 35,3% e 36,1% de pessoas cumprindo a restrição, respectivamente.  

Em Campo Grande, mais da metade da população foi às ruas, com apenas 48,6% em isolamento. Na Capital, volta do funcionamento dos ônibus, bancos e restaurantes colaboraram para que os cidadãos voltassem a circular. A partir da próxima semana, o movimento pode ser ainda maior, com o retorno gradativo do comércio.

 
 

Croda afirma que mesmo com relaxamento de algumas restrições, a principal orientação e recomendação para conter o avanço do coronovavírus continua sendo o isolamento social.  

“Se você pode se manter em isolamento social, faça isso. Quem não tem a escolha de se manter em isolamento social, tome todas as precauções de higiene, escolha horários alternativos para deslocar-se, evite contato e proximidade com as pessoas”, orienta.

Pela manhã, o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, fez o mesmo apelo, durante divulgação diária do boletim de casos do coronavírus. Na avaliação dele, o que tem segurado a curva de contágio no Estado são as medidas implantadas por várias cidades de isolamento social.

“O pico da semana anterior era bastante expressivo por conta do isolamento social, mais de 50% estavam ficando em casa e agora teve um decréscimo. A população deverá ter cuidado. Queria fazer um apelo para que a população siga as orientações da Organização Mundial de Saúde e das secretarias de Saúde do Estado e dos municípios. Se nós temos hoje 53 casos foi por causa desse apoio que nós tivemos da população e de diversos setores, inclusive econômicos aqui do Estado”, salientou.  

COVID-19

Conforme último boletim epidemiológico, divulgado nesta quinta-feira (2), Mato Grosso do Sul tem 607 notificações da Covid-19, sendo que 53 casos foram confirmados para a doença. Outros 28 estão sob investigação e 515 foram descartados, além de 11 excluídos. Uma pessoa morreu no Estado até agora pela doença.  

Campo Grande continua sendo a cidade com o maior número de casos confirmados, 38 dos 53.

 

Felpuda


Lideranças de alguns partidos estão fazendo esforço da-que-les para fechar chapa com o número exigido por lei de 30% do total de vagas para as mulheres. Uma dessas legendas, por exemplo, tenta mostrar a “felicidade” das suas pré-candidatas, mas teme o fracasso, tendo em vista que o “chefe maior” é aquele que já mandou mulheres calarem a boca e disse também que a importância da sua então esposa na campanha eleitoral era porque apenas “dormia com ele”. Ô louco!