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VIOLÊNCIA

Jornalistas estrangeiros são presos e atacados em série no Egito

Jornalistas estrangeiros são presos e atacados em série no Egito

BBC BRASIL

04/02/2011 - 11h27
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Jornalistas estrangeiros que participam da cobertura da crise no Cairo foram atacados ou presos esta semana. Muitos disseram ter sido detidos por forças de segurança do Egito - Exército ou polícia - para interrogatório. Alguns foram alvo de ataques por multidões em ruas ou hotéis.

Os ataques geraram críticas de EUA, Suécia, Brasil e Grã-Bretanha, entre outros países, que afirmam que o governo do Egito está violando seus compromissos internacionais em relação ao respeito à liberdade de imprensa.

Organizações internacionais como o Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ), a Human Rights Watch, a Transparência Internacional e a Anistia Internacional também criticaram o governo egípcio. Até o momento as autoridades egípcias não responderam às críticas.

O CPJ acusou o presidente Mubarak de ser "pessoalmente responsável" pelos ataques. Entre quarta e quinta-feira, o comitê reportou 30 prisões, 26 ataques e oito apreensões de equipamento de jornalistas.

O repórter do serviço árabe da BBC Assad Sawey foi sido preso e espancado por policiais à paisana no Cairo.

"Eles levaram minha câmera, e, quando me prenderam, começaram a me bater com barras de ferro como as usadas para abater animais", disse ele.

A BBC condenou o ataque, afirmando que foi uma ação deliberada da polícia.

Jornalistas do canal russo de TV Zvezda (Star) também foram presos na capital egípcia. Após a libertação, já em Moscou, o correspondente Aligirdas Mikoulskis e o câmera Arkady Nazarenko disseram que foram detidos quando estavam prestes a transmitir material filmado na Praça Tahrir.

"Fomos parados em um posto de controle, retiraram nossos documentos, equipamento, celulares e fomos levados a um prédio. Inicalmente, eles não nos ameaçaram", disse Mikoulskis ao serviço russo da BBC.

"Mas depois eles amarraram nossos pulsos atrás das costas com algemas plásticas, e nos puseram vendas. Nos puseram em um carro e nos levaram a algum lugar. Enquanto estávamos no carro fomos obrigados a manter a cabeça baixa, entre os joelhos, o tempo todo. Ouviamos repetidamente a frase: 'vamos atirar quando quisermos!'. Não sei o quão real a ameaça era, mas a frase foi dita repetidamente.", contou Mikoulskis.

A BBC Brasil relatou que os jornalistas Corban Costa e Gilvan Rocha, da Rádio Nacional e da TV Brasil, foram presos na terça-feira em uma delegacia de polícia, e mantidos em uma sala sem janelas. Eles passaram a noite sem água, e foram libertados na manhã seguinte. O governo brasileiro emitiu nota condenando a ação.

O jornalista brasileiro Luiz Antonio de Araújo, do jornal Zero Hora, disse á BBC Brasil que foi atacado por um grupo de cerca de 50 pessoas em uma área onde se reuniam partidários de Mubarak. Araújo disse que apesar da presença do Exército, ele não recebeu ajuda. Ele teve a câmera e a carteira roubadas.

Ferido a facadas

CBB-IBN, um dos maiores canais de língua inglesa da Índia, afirmou que o jornalista Rajesh Bhardwaj foi preso duas vezes. Na segunda vez, ele foi detido por mais de quatro horas para interrogatório pelo Exército egípcio. Ele disse que exigiu falar com o embaixador indiano, mas teve o pedido negado. Ele contou ainda que suas fitas e carteira de identidade foram queimadas.

O repórter da BBC Rubert Wingfield-Hayes foi preso enquanto visitava um bairro rico do Cairo. Ele acredita ter sido preso por membros da polícia secreta, que o libertaram depois.

A Al-Jazeera, por sua vez, contou que três de seus repórteres que foram presos já foram libertados. Um repórter da TV Al-Arabyia, baseada em Dubai, disse ter sido atacada por partidários de Mubarak, que levaram o equipamento de seu cinegrafista, e tentaram agredi-la.

A mídia holandesa afirmou que a embaixada do país retirou cinco jornalistas holandeses de um hotel do Cairo. De acordo com o governo da Holanda, jornalistas das agências GPD e Eeen Vandaag e do programa de TV Brandpunt foram ameaçados em seu hotel por partidários de Mubarak.

A rede de TV sueca SVT afirmou que um de seus repórteres foi hospitalizado com várias facadas. O jornal sueco Aftonbladet disse que dois de seus repórteres foram presos pelo Exército egípcio, acusados de espionar para o serviço secreto de Israel.

Sete jornalistas franceses foram detidos por poucas horas na quarta-feira. Todos já foram libertados. Três jornalistas da televisão TF1 tiveram os olhos vendados e foram levados a um local desconhecido para um interrogatório que durou 15 horas, no Cairo.

Outros quatro jornalistas - três do canal de TV France 24 e um do jornal Le Figaro - passaram um dia presos.

Dois jornalistas do canal americano Fox News disseram ter sido espancados por uma multidão perto da Praça Tahrir na quarta-feira. O repórter da CNN Anderson Cooper disse que sua equipe também foi atacada por uma multidão. Na quinta-feira, dois jornalistas do jornal americano Washington Post foram detidos.

Até agora as autoridades egípcias não responderam às denúncias, mas a TV estatal do egito vem exibindo reportagens afirmando que jornalistas estrangeiros seriam "agentes de Israel".

MATO GROSSO DO SUL

Assembleia busca Justiça para barrar aumento de pedágio na BR-163

Estratégia dos deputados de Mato Grosso do Sul é tentar suspender o encarecimento enquanto a repactuação da concessão não for concluída

20/06/2024 11h01

Parlamentar diz que BR está em estado

Parlamentar diz que BR está em estado "precário", com trechos inclusive sem o devido funcionamento de radares de velocidade e pede suspensão do aumento Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Enquanto repactuação da concessão do trecho sul-mato-grossense da BR-163 não for concluída, os deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, que acompanham a situação em comissão específica, decidiram buscar a Justiça para tentar barrar os aumentos nas tarifas de pedágios nas praças da CCR MSVia. 

Formada pelos deputados Pedrossian Neto, Júnior Mochi (MDB), Roberto Hashioka (União) e Mara Caseiro (PSDB), a chamada Comissão de Representação de Acompanhamento da Repactuação da Concessão da BR-163 decidiu ingressar com ação judicial. 

A comissão se reuniu ainda nesta quinta-feira (20), quando foi tomada a deliberação e encaminhado o via ofício o pedido para a presidência da Casa de Leis, para que a Assembleia Legislativa possa intervir como 'amicus curiae' - termo derivado do Latim que em tradução livre significa amigo da corte ou amigo do Tribunal - no processo. 

Conforme esclareceu Mochi durante leitura hoje (20), há cerca de sete meses o processo está paralisado no Tribunal de Contas da União (TCU), sendo que mais recente o pedágio subiu mais de 3%

"Solicitamos que a AL tome as providências. Acreditamos que essa intervenção é crucial para representar os interesses da população sul-mato-grossense e garantir correta fiscalização e execução do contrato de concessão da BR-163", disse Mochi. 

Segundo o parlamentar, para além do aumento, a rodovia encontra-se em um estado "precário" de conservação, com trechos inclusive da BR-163 sem o devido funcionamento de radares de velocidade. 

Para Júnior Mochi, justamente esse fator é o que contribui para acidentes "alguns fatais", e que motivou o grupo a adotar medidas judiciais para coibir qualquer tipo de aumento no pedágio, incluindo o ajuste recente.

Cabe lembrar que, no início de setembro de 2023, o deputado estadual Pedro Pedrossian Neto chegou a apelar ao Ministério Público Federal (MPF) - após a CCR conseguiu reajuste de 16,82% - que o preço da tarifa fosse reduzido. 

Entenda

Na rodovia 163 em Mato Grosso do Sul há um total de nove praças de pedágio e, mais recente, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou - ainda na semana passada - a correção da inflação entre abril de 2023 e abril de 2024.

Ou seja, se consideradas as tarifas básicas para veículos de passeio, os valores de pedágio passaram a variar entre R$ 6,20 a R$ 9,40, enquanto no caso de caminhão com reboque e caminhão-trator com semirreboque, o preço vai de R$ 37,20 a R$ 56,40.

Segundo tabela da CCR MSVia, os novos valores válidos a partir de 14 de junho seriam: 

Ainda em 2014 a rodovia que passa por 21 municípios sul-mato-grossenses foi privatizada, com a promessa de uma duplicação total, sendo que apenas 150 quilômetros haviam sido duplicados até então. 

Administradas pela CCR MSVia, as praças de pedágio da BR-163 em Mato Grosso do sul ficam nos seguintes municípios: 

  • Campo Grande,
  • Mundo Novo,
  • Itaquiraí,
  • Caarapó,
  • Rio Brilhante,
  • Jaraguari,
  • São Gabriel do Oeste,
  • Rio Verde de Mato Grosso,
  • Pedro Gomes.

Como esclarece a ALMS, relicitação da concessão da BR-163/MS foi desmembrada em dois trechos distintos, rotas batizadas como "do Pantanal" e "do Tuiuiu". 

A Rota do Pantanal seria o trecho que compreende de Campo Grande à divisa com Mato Grosso, enquanto a do Tuiuiu, de Campo Grande à divisa do Paraná e do entroncamento da BR-267 até a divisa com São Paulo, frisa nota publicada pela Casa de Leis.  

**(Colaborou Glaucea Vaccari)

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DEMORA

Para retomar revitalização da Ernesto Geisel, projeto é reajustado em 13,7%

Aviso de licitação foi publicado nesta quinta-feira (20) e prevê desembolso de até R$ 22,4 milhões, ante os R$ 19,7 milhões do edital que restu deserto em agosto do ano passado

20/06/2024 10h33

Com a obra inacabada e parada há cerca de três anos, margens do córrego Anhanduizinho viraram sinônimo de trânstornos para moradores da região e usuários da avenida

Com a obra inacabada e parada há cerca de três anos, margens do córrego Anhanduizinho viraram sinônimo de trânstornos para moradores da região e usuários da avenida Marcelo Victor

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A revitalização das margens do córrego Anhanduizinho, um projeto que se arrasta há 13 anos em Campo Grande e que está parado faz três anos, pode finalmente ser retomado. Aviso de licitação publicado nesta quinta-feira (20) prevê investimento de R$ 22,4 milhões para conclusão do trecho entre as ruas Bom Sucesso e Abolição, na região do bairro Marcos Roberto, próximo ao shopping Norte Sul Plaza.

Conforme este aviso, as propostas das empreiteiras interessadas, se houver, serão abertas no dia 9 de julho. Licitação para retomar os trabalhos no mesmo trecho chegou a ser anunciada em agosto do ano passado, mas nenhuma empreiteira se interessou por causa do baixo valor que a prefeitura estava disposta a pagar.

O valor máximo daquela tentativa havia sido de R$ 19.716.493,54. Este valor sofreu reajuste de 13,7% e agora o edital prevê desembolso de até R$ 22.450.994,08. Mas, a obra somente será retomada se houver repasses federais. E, o fato de a prefeita Adriane Lopes estar  fazendo questão de colar sua imagem à do ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, pode atrasar a liberação.

Esta revitalização já está prevista no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), anunciado em agosto do ano passado. Para repaginar toda a Ernesto Geisel,  serão necessários em torno  R$ 150 milhões dos cofres do Governo Federal , conforme estimou a prefeita Adriane Lopes à época do anúncio do PAC.

A licitação anunciada nesta quinta-feira prevê a conclusão do trecho cujas obras chegaram a começam em 2018, mas não foram concluídas. Ao longo dos últimos três anos boa parte sofreu depredação de vândalos e por conta da ação do tempo e das chuvas. 

Por conta do abandono da obra, o tráfego no sentido bairro-centro está parcialmente interditado faz mais de três anos. Além disso, parte do local virou ponto de descarte de lixo e entulhos.

Para a revitalização do restante da Avenida não existe nenhuma previsão, conforme informou nesta quinta-feira a assessoria da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (SISEP).

Com os recursos previstos no PAC seria possível fazer a repaginação da Avenida Bom Sucesso até a Avenida Campestre, na região do bairro Aero Racho, onde acaba a Avenida Ernesto Geisel.

Mas, para conseguir dinheiro federal, a prefeitura da Capital precisa de uma contrapartida. Alegando não ter recursos em caixa, a saída foi buscar socorro com a administração estadual, que já destinou R$ 9,1 milhões para que a relicitação seja feita.

Do projeto inicial, que previa 7,5 quilômetros de revitalização nas duas margens, foram concluídos apenas 2,6 quilômetros. 

Histórico

As primeiras tentativas para revitalizar a Ernesto Geisel ocorreram ainda em 2011, quando o prefeito era Nelsinho Trad, quando foram lançadas as primeiras licitações e firmado o convênio com o Governo Federal. No ano seguinte, evento festivo chegou a ser realizado no shopping  Norte Sul para anunciar prováveis datas para início dos trabalhos. 

Porém, a gestão de Alcides Bernal e Gilmar Olarte (2012 a 2016) acabou e nada saiu do papel. Em 2018, já na administração de Marquinhos Trad, os trabalhos começaram e somente um trecho foi concluído, entre as ruas Santa Adélia e Abolição. 

O segundo trecho, que agora pode ser retomado, tinha orçamento inicial previsto de R$ 25,6 milhões. Cerca de 58% a obra chegou a ser executada, mas mesmo assim será necessário investimento da ordem de R$ 22 milhões agora para concluir o restante. 

Para o trecho entre a Bom Sucesso e Rua do Aquário haviam sido previstos inicialmente R$ 15,8 milhões. Metade desta parte chegou a ser executada e por enquanto não existe previsão para que seja concluído. 

Mas, mesmo que os trabalhos sejam retomados ainda sob a atual administração, a conclusão somente vai ocorrer na próxima gestão. E, se a atual prefeita não se reeleger, a revitazação passará pelas mãos de seis prefeitos (Nelsino Trad, Alcides Bernal, Gilmar Olarte, Marguinhos Trad, Adriane Lopes e o próximo)
 

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