Cidades

MPE solicitou

Juiz da 2ª Vara do Tribunal nega pedido para prisão de Giroto e João Amorim

Força-tarefa do Ministério Público também pedia sigilo na ação, que foi negado

RODOLFO CÉSAR

18/12/2015 - 19h51
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O juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Aluízio Pereira dos Santos, negou novo pedido de prisão preventiva (tempo indeterminado) do ex-deputado federal Edson Giroto, do empresário João Alberto Krampe Amorim dos Santos e outros sete réus. As solicitações foram feitas pela força-tarefa do Ministério Público.

A sentença foi dada nesta sexta-feira (18) à tarde. Os demais que foram beneficiados com a decisão foram Donizeti Rodrigues da Silveira, Elza Cristina Araújo dos Santos, Eolo Genovês Ferrari, João Afif Jorge, Maria Wilma Casanova Rosa, Rômulo Tadeu Menossi e Wilson Roberto Mariano de Oliveira.

"Não há elementos suficientes para ensejar a prisão, portanto, nada há que esclarecer neste ponto", informou o juiz em sua decisão.

O magistrado também indeferiu o pedido do MPE que solicitava sigilo sobre a ação que investiga os acusados de desvio de recursos públicos em obras de rodovias estaduais, entre elas a MS-228 e MS-171.

"Tratam-se de investigações que assumiram notório caráter geral, com ampla divulgação, razão pela qual não tem sentido a manutenção do sigilo desta investigação. Até porque possui conteúdo assemelhados às demais, inclusive relacionadas pelo ponto comum da alegada organização criminosa", descreveu o juiz em sua sentença.

A medida cautelar impetrada pelo promotor Thalys Franklin de Souza, que coordena a força-tarefa na 29ª Promotoria de Justiça, deu entrada na Justiça Estadual na quinta-feira (17). 

O embargo de declaração requisitou que decisão anterior que negou a prisão dos noves réus fosse reconsiderada. Sobre o segredo de justiça, os promotores alegaram que fizeram o pedido para "resguardar a intimidade dos investigados", além de garantir a regularidade das investigações e respeitar o teor da decisão da Justiça Federal, que mantém o acesso ao processo negado.

Os pedidos foram feitos pelos promotores Thalys Franklyn de Souza, Tiago Di Giulio Freire e Cristiane Mourão Leal Santos.

SAÚDE PÚBLICA

No ritmo atual, fila para cirurgia bariátrica só acaba em 25 anos

Estado tem 837 pacientes à espera da cirurgia e a média de procedimentos é de apenas 33 intervenções anuais no serviço público de saúde MS

20/06/2024 10h30

Mais de 750 pessoas aguardam na fila de espera por consultas e exames

Mais de 750 pessoas aguardam na fila de espera por consultas e exames Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Mato Grosso do Sul enfrenta uma longa fila de espera para a realização de cirurgias bariátricas. Atualmente, 837 pacientes aguardam pelo procedimento e, com apenas 101 cirurgias realizadas entre 2019 e 2022, o ritmo atual indica que a fila de espera só acabará em 25 anos. 

Atualmente, a fila de espera para a cirurgia bariátrica conta com 60 pacientes prontos para a realização do procedimento, enquanto outros 777 aguardam uma consulta para poderem realizar exames e serem encaminhados para a intervenção cirúrgica.

O procedimento é vital para pessoas com obesidade severa, pois pode melhorar significativamente a qualidade de vida e reduzir o risco de doenças associadas. No entanto, nem todos os pacientes conseguem aguardar tanto tempo para a realização da cirurgia: com cerca de 2,7 mil casos de morte em decorrência de doenças diretamente ligadas à obesidade por ano, o Estado lidera o ranking nacional das mortes por obesidade no país. 

No último ano, de acordo com dados do Sisvan (Sistema de Vigilância Alimentar Nutricional), foi constatado que cerca de 70% da população sul-mato-grossense está com algum grau de excesso de peso. E, além disso, em todo o estado, cerca de 24% dos adultos apresentam diagnóstico de obesidade.

Saúde Pública

No ano passado, o Programa Nacional de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas destinou R$ 600 milhões para reduzir as filas de espera em todo o Brasil. Mato Grosso do Sul foi um dos estados que recebeu recursos significativos, para eliminar 100% da fila de espera para cirurgias bariátricas e outras cirurgias prioritárias. 

Mesmo assim, o Governo Estadual ainda tem tentado controlar os grandes índices de obesidade no Estado. Nesta semana, o governo foi responsável por lançar uma iniciativa para reorganizar e melhorar a rede de atendimento aos pacientes com sobrepeso e obesidade, programa intitulado Linha de Cuidado do Sobrepeso e Obesidade (LCSO). 

A LSCO, conforme explicou Anderson Holsbach, gerente de Atenção à Saúde das Pessoas com Sobrepeso e Obesidade da Coordenadoria das Doenças Crônicas da SES,  “é um documento que descreve o itinerário da pessoa com obesidade dentro da APS até a Atenção Hospitalar” para tentar melhorar o fluxo de organização dentro da rede saúde. 

Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa deve viabilizar a comunicação entre as equipes, serviços e usuários de uma Rede de Atenção à Saúde, criando padronização de ações e organizando um fluxo contínuo assistencial.

Obesidade 

A obesidade é um fator de risco para diversas doenças crônicas, incluindo diabete tipo 2, hipertensão, e problemas cardiovasculares. Quando medidas convencionais como dieta, exercícios físicos e medicamentos não são suficientes para reduzir o peso e melhorar a saúde geral, a cirurgia bariátrica pode ser indicada. Este procedimento é considerado uma das soluções mais eficazes para perda de peso significativa e duradoura em pessoas com obesidade grave.

Segundo diretrizes do Ministério da Saúde, a cirurgia é recomendada para indivíduos com índice de massa corporal (IMC) acima de 40, ou acima de 35 com comorbidades associadas, como diabete ou apneia do sono. A decisão pela cirurgia deve ser tomada após uma avaliação médica completa e deve incluir suporte psicológico e nutricional.    

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Cidades

Criança de 2 anos é resgatada pela PRF andando sozinha às margens da BR-060

Pai procurava pelo filho nos arredores da fazenda da família; criança foi entregue em segurança

20/06/2024 10h15

Bruno Henrique/Arquivo Correio do Estado

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) resgatou uma criança de 2 anos que andava sozinha na BR-060, em Sidrolândia, município 70 km distante de Campo Grande.

Segundo a PRF, um homem se apresentou na Unidade Operacional relatando ter visto a criança sozinha, caminhando às margens da rodovia. Os agentes saíram então em busca da criança, que foi prontamente resgatada.

Todos os cuidados foram tomados, e o Conselho Tutelar e a Polícia Civil de Sidrolândia informados.

A equipe decidiu retornar então ao local onde a criança foi encontrada, levando-a na viatura. Durante a ronda na região, em uma estrada vicinal, um homem avistou a viatura e foi correndo ao encontro dela para informar os policiais sobre o desaparecimento do filho.

"Ao descobrir que a criança estava na viatura, o pai ficou emocionado e abraçou o filho", diz nota da PRF.

Os policiais acompanharam o homem, com o filho, até a fazenda onde ele morava com a esposa. No local, uma equipe do Corpo de Bombeiros aguardava. Mãe e filho foram encaminhados para a realização de exames.

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