Cidades

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Juiz decreta a prisão de acusado de matar em briga de trânsito

Juiz decreta a prisão de acusado de matar em briga de trânsito

Redação

01/06/2010 - 06h38
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NADYENKA CASTRO

O juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri da comarca de Campo Grande, decretou a prisão preventiva do dono de jornal Agnaldo Ferreira Gonçalves, acusado de matar Rogério Mendonça Pedra, o Rogerinho, durante uma briga de trânsito, no ano passado, na Capital. A ordem de captura foi dada na sexta-feira, mas o réu não se encontra na cidade. Ontem, durante audiência, a defesa de Agnaldo pediu a revogação da prisão e o Ministério Público Estadual (MPE), a manutenção. O magistrado manteve o decreto, decisão que foi anunciada logo ao término da audiência.

Carlos Alberto Garcete decretou a prisão a pedido da acusação, por suspeitas de fraude na separação do réu e da esposa. A família de Rogerinho entrou com pedido de indenização no valor de R$ 1,3 milhão. Familiares do menino e a acusação verificaram que o dono de jornal havia se separado da esposa enquanto ainda estava preso (em decorrência de flagrante no dia do crime) e suspeitou que isso possa ter ocorrido por conta da ação indenizatória, para frustrar um possível pagamento, já que não haveria bens suficientes em seu nome. Diante dos indícios de fraude foi decretada a prisão.

A defesa de Agnaldo alegou que o motivo do fim do casamento foi a descoberta de um filho de Agnaldo, de 27 anos, fora da união. Declarou, ainda, que ele já não vivia com a mulher desde agosto e que a separação só foi oficializada no fim do ano, após o crime, registrado em novembro. Falou também que o funcionário de um cartório foi até o presídio para documentar a situação e que, com a divisão de bens, o réu ficou com um imóvel que está avaliado pelo mercado em R$ 1,5 milhão, valor suficiente para quitar eventual débito indenizatório.

Mesmo assim, o MPE requereu a manutenção da prisão, por conta da suspeita de fraude. A assistência de acusação pediu que fosse acrescido ao pedido de prisão mais um motivo para tirar a liberdade de Agnaldo Ferreira: a garantia da instrução processual, tendo em vista que ele não participou de nenhuma audiência. O magistrado não acatou as alegações da defesa nem atendeu o pedido do assistente de acusação, Ricardo Trad, mas manteve o decreto da prisão.

Carlos Alberto Garcete declarou que “de acordo com as normas da Corregedoria Geral de Justiça, é vedado ao tabelionato permitir a saída do livro de escrituras do serviço do qual é titular”. Citou, ainda, que o acusado não é obrigado a comparecer às audiências de interrogatórios de testemunhas.
Diante da manutenção do decreto, o advogado do réu, Valdir Custódio, irá ajuizar nos próximos dias pedido de habeas-corpus.

Segundo consta, Agnaldo Ferreira está morando, desde 24 de maio, no município de Praia Grande, litoral do Estado de São Paulo. A mudança de endereço foi comunicada previamente à Justiça. O magistrado determinou encaminhamento do mandado de prisão à Delegacia de Capturas (Polinter) daquele estado e também à delegacia de polícia do município.

Cidades

Radialista Sidney Assis morre aos 57 anos

O comunicador que viralizou com um vídeo ao lado da sucuri em 2009, morreu nesta terça-feira (13), em Coxim

13/01/2026 17h24

Reprodução Redes Sociais

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O radialista e ex-vereador Sidney Assis morreu na manhã desta terça-feira (13), em Coxim, município que fica a 253 quilômetros de Campo Grande.

Os socorristas chegaram a ser acionados; no entanto, Sidney não resistiu.

Ele ficou conhecido do público em todo o Estado como repórter correspondente em Coxim no programa apresentado por Maurício Picarelli, na TV Guanandi, afiliada da Rede Bandeirantes.

Nesse período, em 2009, Sidney ganhou projeção com um vídeo feito na nascente do Rio Coxim, em São Gabriel do Oeste, no qual chega a deitar ao lado de uma sucuri que havia acabado de se alimentar.

O vídeo é reproduzido em vários locais da internet, como na página do Facebook Mídia Ninja, o que mantém viva a memória de seu trabalho e o registro da curiosidade sobre a vida selvagem em Mato Grosso do Sul.

 

 

 

O tamanho da sucuri chamou atenção também fora do país, projetando o flagrante e a forma de atuação de Sidney internacionalmente.

Natural de Três Lagoas, o repórter policial, que atualmente atuava como radialista no programa de rádio “Coxim Precisa Saber”, estava em tratamento de uma doença no fígado.

Com sua morte, Coxim parou e prestou homenagem em um grande cortejo de veículos.

“O nome que se confunde com a notícia do rádio” e a ligação estabelecida com o ouvinte, levou a prefeitura a decretar três dias de luto.

“A Prefeitura Municipal de Coxim decretou luto oficial pelo falecimento do radialista e ex-vereador Sidney Assis, ocorrido na manhã desta data. A medida é uma forma de reconhecimento à trajetória e aos serviços prestados por ele ao município.

Sidney Assis teve atuação marcante na comunicação local. Paralelamente, construiu uma trajetória política relevante, tendo exercido dois mandatos como vereador, ambos pelo PSDB, período em que participou ativamente das discussões e decisões do Legislativo Municipal.

Nas últimas eleições, Sidney Assis obteve expressiva votação, sendo o quarto mais votado, resultado que o colocou na condição de primeiro suplente, demonstrando o reconhecimento da população ao seu trabalho e à sua história pública.

A Prefeitura de Coxim manifesta solidariedade aos familiares, amigos e a todos que acompanharam sua trajetória, reafirmando respeito e reconhecimento à contribuição deixada por Sidney Assis para a comunicação e a vida pública do município.”

No município, foi o vereador mais votado em 2008 e reeleito em 2012 pelo PSDB. No pleito de 2024, voltou a disputar uma cadeira na Casa de Leis e foi o quarto mais votado.

Por meio das redes sociais, o governador Eduardo Riedel (PP) manifestou pesar pela partida do comunicador.

“Recebi com tristeza a notícia do falecimento de Sidney Assis, uma das vozes mais relevantes da comunicação de Mato Grosso do Sul, com décadas de atuação no jornalismo e na política da região norte. Deixo minha solidariedade à família, amigos e a toda a população coxinense neste momento de luto.”

A Federação de Bandas e Fanfarras do Estado de Mato Grosso do Sul também expressou pesar com o falecimento do maestro Sidney Assis.

“Sidney Assis foi um nome de grande relevância para a música instrumental de fanfarras sul-mato-grossense. Nas décadas de 1990 e 2000, desenvolveu trabalhos musicais à frente das fanfarras dos municípios de Água Clara, Rio Negro, Corguinho e Coxim, contribuindo de forma decisiva para a formação musical, disciplinar e cidadã de inúmeros jovens.

Seu talento, dedicação e compromisso com a arte elevaram o nível das fanfarras na época, fortalecendo o movimento e levando o nome dessas cidades a importantes apresentações e competições.

Além de maestro, Sidney Assis também se destacou no jornalismo, atuando como repórter policial com ética, coragem e responsabilidade, sempre a serviço da informação e da sociedade. Sua atuação firme e respeitada deixou marcas na história da comunicação regional, assim como seu trabalho incansável em prol da cultura musical.

Neste momento de dor, a Federação de Bandas e Fanfarras do Estado de Mato Grosso do Sul se solidariza com os familiares, amigos, ex-alunos, músicos e toda a comunidade de Coxim e região, rogando a Deus que conforte os corações e conceda descanso eterno a este grande maestro e servidor da cultura.

Sidney Assis deixa um legado que jamais será esquecido pela música instrumental de fanfarras, pelo jornalismo e pela história das fanfarras sul-mato-grossenses”, lamentou a entidade.
 

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POLÍCIA

PM apreende três carros que contrabandeavam mais de R$ 400 mil em mercadorias

Os veículos estavam carregados com cigarros, pneus, perfumes e aparelhos eletrônicos

13/01/2026 17h20

Os policiais localizaram os três veículos abandonados e nenhum suspeito foi preso

Os policiais localizaram os três veículos abandonados e nenhum suspeito foi preso Divulgação

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Policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreenderam, nesta segunda-feira (12), no município de Ponta Porã, três carros que contrabandeavam cigarros, pneus, perfumes e aparelhos eletrônicos.

Os militares receberam a informação de que os veículos estariam transportando ilícitos pela região do Passo Kau, em Laguna Carapã, município que fica a 280 quilômetros de distância de Campo Grande. As equipes localizaram os três veículos abandonados e nenhum suspeito foi preso.

No interior do Volkswagen Gol foram encontrados 1.250 pacotes de cigarros, mesma quantidade transportada no Fiat Siena. Já o Space Fox estava carregado com cigarros eletrônicos, perfumes e pneus. 

Os materiais apreendidos, avaliados em aproximadamente R$ 410 mil, foram encaminhados à Delegacia da Receita Federal em Ponta Porã.

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