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CRIME ORGANIZADO

Justiça bloqueia R$ 1,57 milhão em bens e prende 5 PRF’s

Cinco policiais foram presos, quatro deles durante o trabalho nos postos da Polícia Rodoviária Federal
05/03/2020 11:41 - Eduardo Miranda, Natalia Yahn


 

Contrabandistas de cigarros e policiais rodoviários federais tiveram R$ 1,57 milhão em bens sequestrados pela Justiça Federal como parte de duas operações - deflagradas hoje pela Polícia Federal (PF) - que combatem o contrabando de cigarros e a corrupção de servidores públicos federais em Mato Grosso do Sul.  

Cinco policiais foram presos, quatro deles durante o trabalho nos postos da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Nova Alvorada do Sul, Mundo Novo, Rio Brihante e Naviraí. Outros dois foram afastados. Todos fazem parte do esquema criminoso.

As operações da PF - Managers e Cem por Cento - foram realizadas ao mesmo tempo e tiveram o apoio da PRF. O objetivo principal era desarticular uma rede de agentes públicos que dava suporte ao contrabando de cigarro no Estado.

A ação é uma continuidade de outros trabalhos investigativos. Com autorização da Justiça Federal, foram usadas provas emprestadas obtidas em operações policiais de repressão ao contrabando anteriores.

Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão e dez mandados de prisão, com a participação de aproximadamente 80 policiais federais e 30 policiais rodoviários federais. As medidas são cumpridas também em Campo Grande e nas cidades de Jutí, Eldorado, Japorã, Dourados, e Umuarama (PR).

O processo investigativo demonstrou que as organizações criminosas desarticuladas movimentavam centenas de carretas de cigarros introduzidos ilicitamente no País para diversos estados. Os integrantes do esquema criminoso cooptaram servidores públicos, em especial policiais rodoviários federais, para facilitar o tráfego dos objetos ilícitos com a omissão do dever funcional de repressão ao crime.  

O esquema delituoso contava com indivíduos que ocupavam a função de gerentes, comandando as redes de transportadores, batedores, olheiros e fazendo contato com os “garantidores”. Estes eram agentes públicos cooptados e que permitiam as ações delitivas e, em certos casos, agiam de forma a dificultar a atuação dos policiais que estavam cumprindo com seus deveres.  

Os nomes das Operações são Managers (gerentes, em inglês) e Cem por Cento, em alusão às funções dos integrantes das organizações Criminosas e à forma como estes se comunicavam quando agentes públicos cooptados pelo esquema estavam nos postos de fiscalização, sendo totalmente segura a passagem.

POLICIAIS MILITARES

Em maio de 2018, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual e a Corregedoria da Polícia Militar cumpriram 20 mandados de prisão preventiva, um mandado de prisão temporária e 45 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Juízo da Auditoria Militar. Na época, participaram da operação batizada por Oiketicus, cerca 125 policiais militares e 9 Promotores de Justiça.

Os mandados tiveram como alvo as residências e locais de trabalhos de todos os investigados, distribuídos nos municípios de Campo Grande, Dourados, Jardim, Bela Vista, Bonito, Naviraí, Maracaju, Três Lagoas, Brasilândia, Mundo Novo, Nova Andradina, Boqueirão, Japorã, Guia Lopes, Ponta Porã e Corumbá. Ainda em 2018, nove policiais militares envolvidos no esquema foram julgados e condenados.

 

Felpuda


Alguns pré-candidatos que estão de olho em uma cadeira de vereador vêm apostando apenas nas redes sociais, esperançosos na conquistados votos suficientes para se elegerem. A maioria pede apoio financeiro para continuar mantendo suas respectivas páginas, frisando que não aceita dinheiro público ou de político, fazendo com que alguns se lembrem daquela famosa marchinha de carnaval: “Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...”. Como diria vovó: “Essa gente perdeu o rumo e o prumo”.