Cidades

Operação Coffee Break

Justiça proíbe aproximação de Olarte e Mario, apreende celulares e Gaeco ouve 13

Decisão é do desembargador Luiz Claudio Bonassini que relaciona caso à Lava Jato

ALINY MARY DIAS E KLEBER CLAJUS

25/08/2015 - 10h26
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A decisão que afastou do cargo o prefeito Gilmar Olarte (PP) e o presidente da Câmara Municipal, Mario Cesar (PMDB), foi expedida na última quinta-feira (20) pelo desembargador Luiz Claudio Bonassini da Silva. Além dos afastamentos, a Justiça também proibiu a aproximação dos dois nas dependências da prefeitura e da Câmara e ainda apreendeu celulares dos 13 investigados, entre eles 9 vereadores.

A ação tramita na Justiça em razão de ação impetrada pelo Ministério Público Estadual (MPE), que solicitava prisão de Olarte e Mario Cesar por envolvimento em compra de votos que culminou na cassação de Alcides Bernal (PP), em março do ano passado.

Segundo o desembargador, “sobram indícios de prática de vários ilícitos, possivelmente praticados pelas pessoas relacionadas pela inicial, tais como corrupção ativa e passiva”.

Bonassini ainda relacionou a situação que vive Campo Grande com o escândalo da Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal no país. “As investigações iniciadas em nosso Estado, ainda que de menor proporção, já indicam que os atos de corrupção aqui praticados podem atingir dimensões comparáveis à extensão do Pantanal”.

Além do afastamento de Olarte e Mario Cesar, o desembargador decidiu pela proibição de aproximação das dependências administrativas da prefeitura por parte de Gilmar Olarte e da Câmara, no caso de Mario Cesar.

Também houve determinação da apreensão dos celulares de Olarte, Mario Cesar, Edil Albuquerque (PMDB), Airton Saraiva (DEM), Waldecy Batista (PP), Gilmar da Cruz (PRB), Carlão (PSB), Edson Shimabukuro (PTB), Paulo Siufi (PMDB), Jamal Salém (vereador que hoje ocupa cargo de secretário de saúde), Alceu Bueno (ex-vereador), Eduardo Romero (PT do B), Flavio Cesar (PT do B), Otávio Trad (PMDB) e dos empresários João Amorim, João Baird e Fabio Portela Machinsky.

DEPOIMENTO

Ao todo, 13 pessoas foram levadas pelo Grupo de Atuação e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) para prestar depoimento. A operação foi batizada de Coffee Break e deflagrada na manhã de hoje.

Foram levados para o Gaeco os veredores Mario Cesar, Edil, Airton Saraiva, Waldecy Batista, Gilmar da Cruz, Carlão, Edson Shimabukuro, Paulo Siufi, Jamal Salém e o ex-vereador Alceu Bueno. Também prestam depoimento os empresários João Amorim, João Baird e Fabio Portela Machinsky.

Cidades

Diretoria eleita da OAB-MS será empossada na próxima terça, 28 de janeiro

Atual presidente da Diretoria Seccional, Bitto Pereira, foi reeleito com 56,8% dos votos em novembro de 2024

22/01/2025 17h15

O advogado Bitto Pereira fez 5.005 votos e vai contiinuar à frente da OAB-MS por mais três anos

O advogado Bitto Pereira fez 5.005 votos e vai contiinuar à frente da OAB-MS por mais três anos Foto: Gerson Oliveira, Correio do Estado

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A nova diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS) será empossada na próxima terça-feira, dia 28 de janeiro.

A solenidade será realizada no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, no Parque dos Poderes em Campo Grande, a partir das 18h.

Quem assumirá o posto de presidente da OAB-MS, será novamente Bitto Pereira, reeleito com 56,8% dos votos em 22 de novembro de 2024, para o triênio 2025-2027.

Além de Bitto Pereira, a diretoria seccional "Pelo Futuro da OAB" é composta por Marta Taques, como vice-presidente; Luiz Renê Gonçalves do Amaral, como secretário-geral; Letícia Arrais Miranda Guimarães, como secretária-geral adjunta; e Fábio Nogueira Costa, como diretor-tesoureiro.

Mais de 5 mil votos

Ao todo, 8.867 advogados compareceram para votar. O advogado Bitto Pereira venceu Lucas Rosa após receber 5.041 votos, contra 3.429 de Rosa. Outros 177 votaram em branco e 220 anularam o voto. 

O ex-presidente da OAB-MS, Mansour Elias Karmouche, ressaltou a vitória expressiva de Bitto, que inclusive - em suas próprias palavras - obteve mais votos do que ele na campanha. 

Ao comentar a vitória, o presidente reeleito da OAB-MS ressaltou que teve uma vitória "maiúscula". Para o próximo triênio a promessa foi de empreendedorismo na advocacia. 

"Esse é o momento de externar a nossa gratidão a uma festa democrática que escolheu optar por um trabalho que nós fizemos não só na Capital, mas em todas as subseções. Foi uma vitória histórica que nos deixa com muita alegria e com muito mais vontade de trabalhar, então aproveito para agradecer a advocacia sul-mato-grossense", ressaltou Bitto. 

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Meio Ambiente

Churrasco improvisado pode ter causado incêndio no Pantanal em 2024

Polícia Federal e perícia têm indícios de que incêndio em morraria nos municípios de Corumbá e Ladário foi causado por ação humana, ao lado de torre de internet

22/01/2025 17h05

Incêndio começou em churrasqueira improvisada

Incêndio começou em churrasqueira improvisada Reprodução

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Um churrasco improvisado pode ter sido a causa de um incêndio de grandes proporções no ano passado, no Pantanal Sul-Mato-Grossense, em 18 de julho de 2024. É o que indica um laudo da Coordenadoria-Geral de Perícias de Mato Grosso do Sul, anexado ao inquérito conduzido pela Polícia Federal.

Na época, uma área de 5,42 hectares, na divisa dos municípios de Ladário e Corumbá, no topo de uma morraria, foi destruída pelas chamas. Era um período de longa estiagem, de ar muito seco e de incêndios se espalhando por todo o Pantanal.

O incêndio começou ao lado de uma torre de telefonia, próximo ao alto da morraria. A área é cercada por matas e, inclusive, está ao lado da Área de Preservação Permanente de uma das fazendas atingidas pelas chamas.

“Ao chegarmos no local, nos deparamos com uma grande área queimada e, como dito anteriormente, os três focos de incêndio estavam muito próximos um do outro, o que indica que o fogo pode ter iniciado a partir de um só local”, afirmou a Polícia Federal no relatório inicial do inquérito.

“Um dos pontos estava localizado em uma antena de telefone e/ou internet (...) E próximo à antena, havia algumas churrasqueiras improvisadas, além de alguns recipientes de óleo”, relatou a Polícia Federal.

Na primeira parte do inquérito, a Polícia Federal ouviu pessoas das fazendas vizinhas ao local: Fazenda Vale do Paraíso e Fazenda Santa Luzia. Obteve a informação de que uma equipe da empresa dona da antena, a ACM Comunicações, teria ido ao local para realizar manutenção.

Incêndio começou em churrasqueira improvisada Incêndio destruiu aproximadamente 5 hectares/Reprodução

De posse do caderno de entradas e saídas, confirmou-se que duas pessoas da empresa estiveram no local. No entanto, o primeiro relatório não permitiu aos policiais concluírem que os integrantes da companhia de internet teriam sido os autores do incêndio.

Incêndio começou em churrasqueira improvisada Churrasqueira improvisada

Agora, a Coordenadoria de Perícias concluiu o laudo, e a conclusão é de que a causa do incêndio foi humana, e que a ignição ocorreu justamente ao lado da antena, onde havia os tambores e a churrasqueira improvisada.

“Conclui-se que o referido sinistro teve como agente causador a ação antrópica de terceiros no local, sendo que todos os elementos técnicos apresentados (...) sustentam o parecer técnico aqui expedido”, alega Bruno Oliveira Gonçalves, perito oficial forense que assina o laudo.

Agora, o próximo passo do inquérito será a Polícia Federal decidir se indicia ou não os autores deste incêndio, um entre os milhares de focos que devastaram parte do Pantanal Sul-Mato-Grossense no ano passado.
 

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