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TRATAMENTO

Kits para entubação de pacientes estão em falta em hospitais de Campo Grande

Com estoque reduzido de relaxantes musculares e anestésicos, a Santa Casa restringiu atendimentos no pronto-socorro
29/08/2020 08:00 - Daiany Albuquerque


A Santa Casa de Campo Grande suspendeu as cirurgias e restringiu do atendimento no pronto-socorro aos casos de urgência e emergência devido à falta de medicamentos utilizados no chamado kit entubação. A situação preocupante também acontece em outras unidades que estão adquirindo esses remédios semanalmente.

No início deste mês, o Correio do Estado noticiou que poderia faltar esses medicamentos na Capital, tanto da rede pública quanto privada da cidade.

De acordo com o hospital, a entidade está tendo dificuldades em manter os estoques adequados de materiais e medicamentos, “estando esses em níveis críticos”, informou por meio de nota.

“Hoje 66 tipos de medicamentos estão praticamente zerados no almoxarifado do hospital, alguns deles com estoque para, no máximo, sete dias. A Santa Casa compra a maior parte dos medicamentos. Durante esse período de pandemia, recebemos algumas doações da SES [Secretaria de Estado de Saúde] que não são suficientes para aliviar a pressão em nossos estoques”, diz trecho da nota.

Ainda conforme o hospital, o consumo dos estoques aumentou nos últimos meses, desde que a instituição passou a atuar como hospital retaguarda para pacientes com suspeita ou diagnosticados com a Covid-19, diante da necessidade de atendimento aos pacientes graves provenientes dos outros hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), principalmente do Hospital Regional, que restringiu a assistência aos casos da doença causada pelo novo coronavírus.

A diretoria técnica da unidade já informou aos órgãos competentes de Saúde sobre as restrições de atendimento e se comprometeu a assistir os pacientes com necessidades emergenciais. “No entanto, assim que os quadros clínicos estiverem estabilizados, os pacientes deverão necessariamente ser transferidos para outros locais de atendimento para a continuidade do tratamento, conforme normativas vigentes”.

 
 

REGIONAL

No caso do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, a diretora-geral, Rosana Leite, informou que a entrega desses medicamentos tem sido feita quase que semanalmente, porque a empresa com a qual o contrato foi fechado não consegue entregar todos os remédios de uma vez só.

“Continuamos fazendo nossas compras. Temos estoque, mas limitados; hoje temos para 10 dias com medicação. A empresa a qual fizemos essa compra toda semana nos entrega um quantitativo porque a demanda é muito grande. Então é sempre uma angústia”, relatou Leite.

Ainda segundo a diretora, apesar de os estoques do kit entubação do hospital estarem em ordem, outros tipos de medicamento tem faltado na unidade. “A glicose 50%, por exemplo, que usamos para pacientes com hiperglicemia, não tem matéria-prima, então está em falta no hospital. Já esses do kit estamos bem, não está usando apenas um tipo de relaxante; temos de três, então fazemos a gestão deles”.

ACIMA DA MÉDIA

De acordo com a diretora do Regional, dois fatores explicam a falta desses medicamentos, além do número maior de pessoas em unidades de terapia intensiva (UTIs).

“Nós percebemos que o paciente de Covid-19 utiliza muito mais essa medicação por ser mais difícil de fazer a entubação. Pacientes que não são de Covid-19 usam menos. E eles também ficam mais tempo internados em leitos de UTI. A média de pacientes graves de casos que não são Covid-19 é de 7 a 10 dias, mas os de Covid são de 10 a 15 dias”, explicou.

Além da rede pública, os hospitais particulares também enfrentaram o mesmo problema. No El Kadri, que atende tanto pacientes pelo Sistema Único de Saúde quanto por convênio, os estoques conseguiram se regularizar recentemente.

“Os fabricantes não estavam aceitando pedidos; quando aceitavam o pedido a gente tinha que pagar adiantado, pagar mais caro. Mas, graças a Deus, criamos uma estratégia e demos conta”, relatou o diretor administrativo Rudiney Leal.

*(Colaborou Adriel Mattos)

 

Felpuda


Entre sussurros, nos bastidores políticos mais fechados, os comentários são que história apregoada por aí teria sido construída para encobrir o que realmente foi engendrado em conversa que resultou em negociata. 

O script foi na base do “você finge que é assim, e nós fingimos que acreditamos”. 

Batido o martelo, a encenação prosseguiu e, conforme o combinado, deverão ser apresentados novos episódios.

Ah, o poder!