Cidades

Comandante da PM

Leia o artigo 'Até quando', sobre maioridade penal

Leia o artigo 'Até quando', sobre maioridade penal

Carlos Alberto David dos Santos, comandante da PM em MS

11/05/2013 - 10h55
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Até quando vamos assistir a crimes serem cometidos por menores de idade e fingir que está tudo bem?

São Paulo, num espaço de poucos dias, foi palco de dois crimes que têm um componente em comum. Um, não. Dois. Foram cometidos por menores de idade e os dois crimes demonstram que as vidas dessas duas pessoas não tinham valor algum aos “menores de idade” (?).

Por muito pouco, mas pouco mesmo, a dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza e Victor Hugo Deppaman perderam suas vidas. A primeira foi queimada viva porque só tinha R$ 30,00 em sua conta corrente e o segundo por conta de um celular.

Na solenidade da PM, em homenagem a Tiradentes, na Ordem do Dia, eu citei um caso de menor de idade que já foi preso 49 vezes por furto e roubo, em Coxim. Quarenta e nove vezes preso pela polícia! Mas, acreditem, sempre, logo depois, já estava nas ruas novamente, ávido para cometer crimes contra inocentes cidadãos.

Como dirigente de uma instituição que existe para proteger a sociedade dos marginais, maiores e menores de idade, sinto dizer que, se nada for feito, fatalmente as polícias trabalharão muito – e como as polícias têm trabalho -, mas continuarão a enxugar gelo. Temos empunhado a bandeira de combate à impunidade, pois vemos que, cada vez mais, são aprovadas leis penais e processuais neste país tratando o criminoso como resultado de uma sociedade competitiva e o cidadão... bom, os cidadãos, deixa pra lá.

Temos que parar de achar que menores não têm consciência do que fazem. “O que não pode é tentar mudar a lei quando acontecem crimes como esses feitos por menores e que causam repercussão”, dirão alguns. A estes eu digo: estes crimes estão acontecendo quase todos os dias. A quase todo momento.

Permanecendo a legislação como está, este menor que incendiou a dentista, estará livre em três anos, e com certeza, voltará às ruas. Infelizmente, é isso mesmo, caso seja aplicada a ele uma medida socioeducativa, e que limite a sua liberdade de ir e vir, o menor deverá permanecer internado por até três anos, somente. Depois deste tempo ele sairá sem nenhum registro penal, ou seja, como se nada tivesse acontecido. Nem o seu nome a sociedade saberá porque ele será identificado apenas pelas suas iniciais.

Dirão alguns: “diminuir a maioridade penal não adiantará nada”. A estes eu também respondo: adiantará certamente, ao não termos homicidas à solta nas ruas e impunes, o que é pior. Adiantará a outras famílias ao não terem seus filhos, mães, pais, sobrinhos, parentes ou amigos mortos, por estes “bandidos juvenis”.

“É cláusula pétrea constitucional”, dirão os juristas. Para o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, a maioridade penal não é cláusula pétrea. Zavascki ressaltou que essa é sua posição pessoal, favorável a uma interpretação restritiva das cláusulas pétreas. Essa interpretação favorece a adaptação da Constituição à dinâmica das mudanças sociais e valoriza o próprio trabalho do Congresso Nacional, segundo declarou o ministro ao portal de notícias do Senado Federal.

Assim sendo, há espaço para mudanças! A sociedade precisa ser ouvida. Se preferirem, convoquem um plebiscito! Quem não concordar, tudo bem. Graças a Deus vivemos em um País democrático, onde cada um de nós, suspirando o ar da liberdade dos nossos pensamentos e ideias, pode tirar sua própria conclusão.

Diante de tudo o que vejo e sabendo que a sociedade não pode esperar - porque o capítulo de amanhã poderá ser pior que o de hoje -, convido os defensores da maioridade penal em 18 anos a procurarem os pais da dentista – cuja mãe disse, com voz dilacerada pela dor, que, com a morte de sua filha, tudo lhe foi tirado – e expliquem que aquele menor ficará limitado a uma internação de apenas três anos e depois sairá, numa vida normal e sem dever nada à sociedade. Por isso sou pela responsabilização penal aos 16 anos.

Internacional

Terremoto de magnitude 7,8 atinge sul das Filipinas

Relatos são de pelo menos 32 mortos e dezenas de feridos

08/06/2026 21h00

EDWIN ESPEJO/AFP

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O número de mortos em um forte terremoto de magnitude 7,8 ao largo da ilha de Mindanao, no sul das Filipinas, nesta segunda-feira (8), subiu para pelo menos 32.

Dezenas de pessoas ficaram feridas, informaram as autoridades da área de desastres, enquanto Manila intensifica as operações de busca e resgate.

O terremoto, que provocou alertas de tsunami em vários países, atingiu a província de Sarangani no início da manhã, a cerca de 20 km da costa.

O tremores foram sentidos fortemente em Mindanao e a 420 km de distância, na cidade de Manado, na ilha indonésia de Sulawesi.

As Filipinas mobilizaram equipes militares e de resposta a desastres, e as autoridades estão verificando relatos preliminares de 32 pessoas mortas e 134 feridas em Mindanao, a maioria devido à queda de escombros e deslizamentos de terra, de acordo com representantes da Defesa Civil.

Os alertas de tsunami foram cancelados depois de mais de seis horas no sul das Filipinas, no norte da Indonésia e no estado malaio de Sabah, na ilha de Bornéu, onde os moradores das áreas costeiras foram orientados a sair imediatamente para terrenos mais altos.

O desastre ocorreu oito meses depois que as Filipinas sofreram seu tremor mais mortal em 12 anos, quando um terremoto superficial de magnitude 6,9 atingiu a ilha central de Cebu, matando 79 pessoas. Dois fortes terremotos atingiram Mindanao duas semanas depois, sendo o mais forte de magnitude 7,4.

O presidente Ferdinand Marcos Jr. ordenou uma resposta imediata ao desastre em Mindanao, uma ilha do tamanho da Coreia do Sul. Agências foram orientadas a preparar suprimentos de socorro e centros de retirada e a estar prontas para possíveis operações de resgate.

"O governo nacional está se movimentando e não deixaremos Mindanao para trás", disse Marcos em comunicado.

As Filipinas e a Indonésia sofrem centenas de terremotos todos os anos e estão situadas em partes tectonicamente complexas do "Anel de Fogo do Pacífico", um cinturão sismicamente ativo que se estende da América do Sul até o Extremo Oriente russo.

troca de comando

Adriane oficializa nova secretária municipal de Juventude em Campo Grande

Antigo titular da Pasta foi exonerado após denúncia de assédio sexual e

08/06/2026 18h44

Foto: Divulgação / PMCG

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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP) nomeou Maithe Medina Fernandes Lira de Mesquita como secretária executiva da Juventude, em edição extra do Diário Oficial do Município, nesta segunda-feira (8).

Ela já havia assumido o comando da Pasta desde março, quando foi nomeada para exercer a função durante o período de 60 dias, devido ao afastamento do então titular Paulo César Lands Filho, após ser denunciado por assédio sexual.

Na semana passada, dia 2 de junho, Lands Filho foi exonerado do cargo de secretário, a pedido.

Desta forma, Maithe foi nomeada para o cargo. Na Sejuv, ela ocupava o cargo de gestora de projetos, do qual foi exonerada para assumir a nova função.

Denúncia de assédio

Em 27 de fevereiro deste ano, um ex-servidor municipal, que trabalhava no setor de Infraestrutura e Inovação, registrou boletim de ocorrência contra o então secretário na 3ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, o denunciando por assédio sexual e estupro de vulnerável.

Conforme a denúncia, a vítima sofria abusos desde julho de 2025, quando o secretário começou a oferecer caronas após o expediente. 

Em um dos trajetos, o chefe teria tocado as partes íntimas da vítima, que não reagiu por medo, já que havia relação de subordinação no trabalho. 

Após uma confraternização no fim do ano, houve consumo de álcool, deixando a vítima em estado de fragilidade.

Segundo o relato, Lands ofereceu carona novamente, mas seguiu em direção à própria casa com a vítima, onde houve ato sexual não consentido. Dias após o ocorrido, o servidor foi demitido. 

No dia 3 de março, Paulo Lands foi ele foi afastado do cargo, a pedido, para prestar esclarecimentos.

Pouco tempo depois, em 11 de março, a prefeita Adriane Lopes (PP) convocou reunião, onde anunciou que decidiu adotar tolerância zero para acusações envolvendo integrantes dos primeiros escalações da administração municipal, principalmente envolvendo violência contra as mulheres.

Antes de assumir a Sejuv, Paulo Lands foi empossado vereador de Campo Grande em 2022, em cerimônia realizada no plenário da Câmara Municipal.

Ele assumiu a cadeira deixada por Sandro Benites em dezembro daquele ano, que na época passou a comandar a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).

Neste ano, Sandro Benites, que ocupava o cargo de diretor-presidente da Fundação Municipal de Esportes (Funesp), também foi exonerado após denúncia de uma mulher de 43 anos que afirmava ser companheira dele há seis anos e que a relação foi marcada por humilhações, ameaças, repressões e controle emocional. 

O caso veio a tona após Benites viajar com a esposa para Dubai, enquanto disse para a suposta amante que iria com amigos para um encontro do grupo Legendários. Na volta, ele teria ido até a casa da mulher e feito ameaças.

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