Cidades

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Leite humano

Leite humano

Redação

13/04/2010 - 20h48
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Em trinta anos, embora já houvesse pensado na importância da amamentação, eu nunca havia pensado na importância da doação do leite humano para mães e bebês necessitados.

Esse meu nunca havia pensado talvez tenha se dado por dois motivos: o primeiro mais simples: eu nunca precisei de leite humano; o segundo mais sério e relevante: nunca ninguém chamou minha atenção para essa necessidade.
Minha vida deu uma reviravolta no ano de 2010 e uma gravidez gemelar, aparentemente tranquila, transformou-se em uma grande aventura, com momentos e sentimentos tristes e outros de vitória.

Meus bebês nasceram com vinte e sete semanas em decorrência de uma infecção. Susto! Tristeza! Desespero! Medo! Sentimentos que invadiram a minha vida, a vida dos meus familiares, a vida dos nossos amigos.

Ver meus filhos, tão frágeis, ainda não formados, tão pequeninos dentro de uma incubadora; não poder colocá-los no colo, não poder beijá-los, não poder sequer afagar seu corpinho depois do longo choro por motivo de uma picadinha de injeção; chegar em casa, ver os bercinhos, roupinhas, touquinhas, sapatinhos, todos à espera dos bebês e não tê-los em casa... Dói! Dói muito, tanto que é difícil para quem não passou por isso, ou está passando por isso, dimensionar o tamanho da angústia e da dor que nós mães sentimos.

Os primeiros dias são os piores, o tempo parece que não vai passar, o medo de chegar ao hospital e ter uma notícia não muito boa, aliás, acostumar-se com notícias não muito boas, o vem e vai do hospital, o entra e sai de máquinas, os apitos e luzes piscando de toda a abençoada tecnologia, tudo isso torna-se uma nova realidade difícil de aceitar.
Até que a aventura passa a ter bons momentos como descobrir que seu marido é mais admirável do que você imaginou, que ele põe maçã na sua bolsa, insiste para que tome água, te acalma dizendo que os porquês de tudo saberemos um dia, descobrir quem realmente é seu amigo, descobrir com quem você realmente pode contar, ver que seus familiares são mais que simples familiares, são extremamente humanos, amáveis, queridos, preocupados. Descobrir que um abraço amigo vale mais do que um milhão de palavras. Descobrir que o médico é humano. Descobrir que uma equipe médica pode se tornar uma equipe de anjos guardiões. Descobrir que fisioterapeutas, fonoaudiólogas, enfermeiras não dão apenas injeções, mas que chamam o seu filho de filho, que sempre tem uma palavra de força e de carinho e que estão prontas para qualquer queda, seja dos nossos filhinhos ou nossa mesmo.

Além de tudo isso, faz parte da aventura, e é esse o motivo de passar a minha história, a dificuldade de retirar do próprio seio a fonte da vida leite humano e também a dificuldade de conseguir nos bancos de leite humano esse néctar tão precioso para bebês que, de tão pequenos, não podem aceitar nenhum outro tipo de leite de fórmula.
Dizem que para você poder amamentar, deve estar bem tranquila e também que o estímulo do sugar do bebê ajuda muito. Essas são duas coisas que a mamãe de UTI não tem. Tantos sentimentos reunidos não tornam a vida tranquila e o bebê muito pequeno não sabe sugar.

Quando vou buscar leite humano de banco, deparo com uma dificuldade que não fazia parte da minha rotina às vezes falta o estoque de leite materno, pois as doações ainda não são suficientes para atender à demanda de bebês necessitados, sejam os de UTI, que ainda mamam através de sonda, sejam os que já podem sugar a mamadeira.
É difícil a mamãe conseguir tranquilizar-se se não sabe se amanhã dará conta de produzir o leite necessário e, em não conseguindo produzir, poderá contar com o banco de leite.

É por todos esses motivos que escrevo, para sensibilizar mamães que podem doar, para sensibilizar parentes de mamães que podem explicar a elas que elas também podem doar.

Não é difícil, não dá sequer grandes trabalhos. Normalmente os hospitais disponibilizam carro e funcionário para buscar o leite congelado na casa da doadora. Não há grandes segredos, basta uma boa higienização da mama, das mãos, do vidro e uma força enorme e carinho em caridade para que esse ato possa ser feito.

O primeiro passo eu posso até soprar: os hospitais que aceitam doação são: Santa Casa (com o telefone do banco  3322-4174) o Hospital Universitário (3345-3027) e a Maternidade Cândido Mariano (3042-9994). Em todos esses hospitais você encontra panfletos que vão te dizer quem pode doar, quais as técnicas para a retirada do leite e como conservar esse leite e, muito mais que panfletos, você encontra seres humanos, humanos de verdade, que vão lhe ensinar o caridoso ato de ordenhar e doar.

Viviane Amendola da Motta Krawiec, no momento mãe. ([email protected])

obra autorizada

Pantanal ganhará um novo cartão postal em Mato Grosso do Sul

Projeto tem investimento de R$ 7,250 milhões em recursos do Governo Federal e prazo para conclusão da Orla Fluvial é de um ano

11/03/2026 18h00

Orla Fluvial passará por obras de revitalização em Corumbá

Orla Fluvial passará por obras de revitalização em Corumbá Foto: Reprodução

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O Pantanal sul-mato-grossense ganhará um novo cartão postal, em Corumbá. A Superintendência do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul (SPU-MS) oficializou a autorização para as obras do Projeto de Revitalização e Urbanização da Orla Fluvial no município.

O projeto tem investimento de R$ 7,250 milhões em recursos do Governo Federal, por meio da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco).

A portaria que autoriza a obra de projeto de revitalização e urbanização da Orla Fluvial do Rio Paraguai foi assinada pelo superintendente Tiago Botelho no dia 30 de janeiro deste ano.

  A medida estabelece prazo de 12 meses para a execução das obras, que serão realizadas pelo município em uma área considerada um dos cenários mais emblemáticos do Pantanal sul-mato-grossense.

De acordo com a SPU, a revitalização busca unir a preservação histórica do Porto Geral com a modernização necessária para atrair visitantes e oferecer melhores espaços de lazer à população.

“Queremos transformar a orla de Corumbá em um grande cartão-postal turístico. A SPU tem trabalhado de forma muito próxima ao prefeito Gabriel e sua equipe para viabilizar investimentos que fortaleçam o município”, afirmou Botelho.

O prefeito de Corumbá, Gabriel Alves de Oliveira, destacou a importância da parceria institucional para tirar o projeto do papel.

“Essa autorização permite dar andamento à revitalização da nossa orla, um espaço simbólico da cidade e com grande potencial turístico”, comentou.

A autorização não exime o Município de obter as demais licenças pertinentes às obras que serão executadas na área, inclusive em relação aos órgãos ambientais, garantindo que as intervenções ocorram em harmonia com o ecossistema pantaneiro.

A portaria também não implica na constituição de direito ou domínio, ou a qualquer tipo de indenização

“Agora avançamos para as próximas etapas, incluindo a licitação da obra. A revitalização da orla é um sonho antigo da população e estamos trabalhando com planejamento e parcerias para torná-lo realidade”, concluiu o prefeito.

Com a conclusão das obras, a expectativa é fortalecer a identidade cultural de Corumbá e impulsionar a geração de emprego e renda por meio do turismo fluvial.

 

CAMPO GRANDE

Instituto de Previdência recupera mais de R$ 1 milhão investidos no Banco Master

Segundo o diretor-presidente do IMPCG, Marcos Tabosa, além do valor aplicado, também serão restituídos o rendimento de R$ 227 mil

11/03/2026 17h50

Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) aplicou dinheiro no Banco Master

Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) aplicou dinheiro no Banco Master Gerson Oliveira

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O Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) assegurou a devolução do valor de R$ 1,2 milhão aplicados em Letras Financeiras no Banco Master, liquidado em novembro do ano passado pelo Banco Central. O valor, que inicialmente teria prazo de três anos para retorno, será restituído aos cofres com correção monetária.

Após a intervenção ser anunciada, a equipe técnica do IMPCG, através de um estudo que apontou insegurança jurídica, apresentou uma ação de compensação de créditos com pedido de urgência para assegurar o retorno do investimento feito no Banco Master.

“Esse é o dinheiro dos servidores de Campo Grande, e o IMPCG sempre busca atuar com prudência. Assim que fomos informados sobre a liquidação da instituição, a equipe se mobilizou para garantir que esse valor retornasse a quem é de direito”, afirma a prefeita Adriane Lopes.

O diretor-presidente do IMPCG, Marcos Tabosa, garantiu que o montante já está protegido pela justiça. “O valor aplicado, de R$ 1,2 milhão, já está totalmente assegurado, assim como o rendimento obtido no período, que soma mais de R$ 227 mil”, comenta.

O sequestro judicial foi feito através do valor que seria repassado pela Prefeitura de Campo Grande em decorrência dos empréstimos feitos pelos servidores do município à instituição.

“Mensalmente são repassados ao banco R$ 1,431 mi que foram retidos em folha em decorrência de consignados e, a decisão favorável ao município sequestrou parte desse valor, que não chegou a ser depositado na instituição e sim em uma conta jurídica”, conclui Marcos Tabosa.

Segundo ele, o IMPCG mantém uma política de investimentos baseada em critérios conservadores, com acompanhamento de um comitê especializado que analisa as aplicações e prioriza instituições com maior grau de segurança.

O Município aguarda a conclusão dos trâmites legais para a liberação definitiva dos recursos, resguardando que o investimento seja integralmente restituído ao instituto previdenciário.

Campo Grande

Em dezembro de 2025, a Prefeitura de Campo Grande e o Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) ingressaram na Justiça com uma ação de compensação de créditos contra o Banco Master S.A.

O objetivo era reter valores de consignados por meio do programa Credcesta, que seriam repassados ao banco e compensá-los com créditos que a autarquia previdenciária possui junto à instituição financeira.

Segundo a petição protocolada na Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos da Comarca de Campo Grande, o IMPCG aplicou em abril de 2024 o valor de R$ 1,2 milhão em uma Letra Financeira emitida pelo Banco Master, com vencimento previsto para 2029.

Em meados de dezembro, o juiz da 3ª Vara de Fazenda e Registros Públicos de Campo Grande, Marcelo Andrade Campos Silva, autorizou a Prefeitura e o instituto a reter os descontos na folha de servidores ativos e inativos que seriam repassados ao Banco Master.

O magistrado ainda mandou o banco se abster de cobrar, negativar ou adotar medidas constritivas contra os servidores.

A medida visava compensar a dívida do Banco Master com o IMPCG, que em 2023 investiu R$ 1,2 milhão e tem um crédito de pelo menos R$ 1,4 milhão com a instituição financeira.

Em 2025, mais de 270 pessoas, a maioria composta de servidores do município de Campo Grande, entraram com processo na Justiça contra o Banco Master, alegando dívidas impagáveis e a condição denominada “superendividamento”, resultado dos juros abusivos cobrados pela instituição.

Esta era uma armadilha que levava o servidor a pensar que estava entrando em um crédito consignado, mas, na verdade, estava sacando dinheiro do cartão de crédito, pagando apenas o valor mínimo descontado em seu salário e vendo essa dívida explodir pelo uso do crédito rotativo do Banco Master.

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