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IMBRÓGLIO

Lojistas pedem reabertura de escolas particulares e atacam Ministério Público

CDL alega que cidades do interior retomaram aulas e que a Capital recebe grande volume de pacientes de outros municípios; secretário nega
01/09/2020 09:16 - Adriel Mattos


A Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDL-CG) pediu a reabertura das escolas particulares e criticou o Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Em nota divulgada na tarde de ontem, segunda-feira (31.08), a entidade alegou que promotores fazem “vista grossa” ao não questionar a volta às aulas em cidades do interior.

“Com o aval do MP, as aulas retornaram em cidades como Amambai, Bela Vista, Chapadão do Sul, Ribas do Rio Pardo, Maracaju e São Gabriel do Oeste, enquanto na Capital ainda não, mesmo seguindo todos os protocolos e exigências”, diz trecho do texto.

A CDL cita ainda que cidades como Várzea Grande (MT), Manaus (AM) e Brasília já autorizaram a reabertura. A nota prossegue dizendo que a rede de saúde da Capital está sendo sobrecarregada por pacientes vindos do interior.

“O diálogo com o MP mais parece ‘uma conversa de mudo com surdo’, tamanha insegurança nas afirmações dos próprios representantes, que um dia acordam uma data e no outro já mudam de posição e determinações a serem cumpridas. Determinações que chegam de quem não foi eleito para administrar a capital, mas que se coloca como gestor decidindo quem pode, ou não abrir suas portas”, prossegue em nota.

A entidade conclui o texto alegando que pais e alunos estão sofrendo com os efeitos do isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19.

“Os pais que não se sentirem seguros não precisam mandar os filhos para a escola, mas aqueles que precisarem e entenderem que na escola é seguro para seus filhos devem ter o direito de ter essa opção”.

 
 

DISCUSSÃO

O MPMS marcou para quinta-feira (03.09) uma reunião para definir se as aulas podem voltar no dia 10 de setembro. Como noticiou o Correio do Estado em agosto, a retomada ocorrerá de forma escalonada, para evitar aglomerações.

“Nós fixamos alguns objetivos para esse retorno e o que nós constatamos é que, em Mato Grosso do Sul e no Centro-Oeste de uma forma geral, estamos em um momento de eclosão da Covid-19, com várias vidas perdidas, com a ocupação do Hospital Regional, por exemplo, que chegou a 101%”, declarou a promotora da Infância e Juventude Vera Cardoso Vieira, que é coordenadora do Grupo Especial de Atenção à Educação (Geduc).

Para Maria da Glória, com o aumento expressivo do número de casos e de mortes na Capital, que já passam de 200, os pais estão mais apreensivos para um retorno. “Hoje é outra realidade: o número de pais que querem voltar não é o mesmo da primeira vez”.

PAUSA

Enquanto o Poder Público e o sindicato discutem a reabertura, a rede pública de ensino entrou em recesso. Escolas das redes estadual de Mato Grosso do Sul e municipal, de Campo Grande, pararam por uma semana.

Conforme divulgado pelas secretarias de Educação, o objetivo é proporcionar período de descanso para profissionais e alunos, que tiveram as férias de meio do ano antecipadas para maio neste ano, devido à pandemia.

EPICENTRO

Campo Grande segue como principal epicentro da Covid-19 e ao contrário do que alega a CDL, a maioria dos internados na Capital não vêm do interior.

Na semana passada, o secretário de estado de Saúde, Geraldo Resende, disse que essa informação é mentirosa, sem citar nomes ou a fonte.

“É falsa a informação que 40% dos pacientes internados na Capital venham do interior. São apenas 15%, que vem de cidades não têm leitos. E dos 350 pacientes internados, 50 são do interior, dos quais 34 estão em hospitais privados”, afirmou.

 

Felpuda


As eleições do segundo turno, encerradas no domingo (29), descortinaram panorama de como será a briga eleitoral em 2022.

Os partidos das chamadas extremas direita e esquerda, no cômputo geral, tiveram o repúdio das pessoas nas urnas, que contrariaram, nos dias das votações, o dito popular de que na briga entre o rochedo e o mar quem apanha são os mariscos. Desta feita, decidiram escolher ficar em águas mais tranquilas pelos próximos quatro anos, evitando extremistas.