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Lula e Dilma podem fazer campanha para Orcírio

Lula e Dilma podem fazer campanha para Orcírio

Redação

26/04/2010 - 22h08
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FERNANDA BRIGATTI

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu defendeu, ontem, em Campo Grande, a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da pré-candidata a presidente, Dilma Rousseff, na campanha de José Orcírio dos Santos (PT) ao Governo de Mato Grosso do Sul. Isto se o governador André Puccinelli (PMDB) confirmar apoio à pré-candidatura do ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) à sucessão presidencial. “Aqui faremos de tudo para eleger o Zeca (José Orcírio)”, afirmou.

Zé Dirceu, como é chamado pelos petistas, deixou claro a posição de ter André como adversário de todo o PT nas eleições, se realmente ele ficar com Serra. Mas não escondeu o desejo de contar com André no palanque de Dilma Rousseff.
“Quem vai tomar a decisão é o governador André Puccinelli. Ele é soberano. Evidentemente, que se ele apoiasse a Dilma, ele seria bem-vindo. Agora, se a decisão dele é apoiar José Serra, vamos para o debate político civilizado”, disse. Zé Dirceu vai apostar no potencial eleitoral dos petistas para ajudar a Dilma em Mato Grosso do Sul.

Dirceu destacou também que Lula e Dilma apoiarão todos os candidatos do PT nos estados, independente das alianças. Ele acredita se o apoio de Puccinelli se confirmar a José Serra, o presidente e a pré-candidata petista virão a Mato Grosso do Sul. “Se o André Puccinelli apoiar o José Serra, seguramente a Dilma virá e o presidente também”.

No confronto direto com André, o ex-ministro vê grandes chances de vitória de José Orcírio. “Começar com 36% está muito bom e não é para qualquer um”, avaliou Dirceu ao falar, no discurso para a juventude do PT, do potencial da candidatura de José Orcírio na sucessão estadual. A pesquisa a qual o ex-ministro se referiu foi realizada pelo  Ibrape e publicada sexta-feira (23) no Correio do Estado.

O ex-ministro destacou ainda a força eleitoral dos dois pré-candidatos a senador da aliança petista, Delcídio do Amaral (PT) e o deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT), que lideram a preferência do eleitorado sul-mato-grossense. Delcídio é o preferido por 61% dos eleitores, seguido de Dagoberto com 30%.
Ao comentar a composição da chapa da aliança do PT, Zé Dirceu avalia como competitiva. Ele não tem dúvida das condições de José Orcírio virar o jogo eleitoral na disputa com André Puccinelli. “É uma candidatura muito forte, um governador (referindo-se a Orcírio) que faz por merecer”, declarou. “É só fazer um balanço dos oito anos do Zeca do PT (José Orcírio), que o povo de Mato Grosso do Sul vai chegar a essa conclusão”, acrescentou.
E voltou a destacar o peso eleitoral dos pré-candidatos da aliança PT e PDT. “É uma chapa forte, fortíssima com Dagoberto e Delcídio”, afirmou. Falando para a juventude, Zé Dirceu assinalou: “Você vê a preocupação da juventude, de que o Estado precisa ser repensado”.

Ainda no discurso para a juventude, o ex-ministro disse do novo momento do Brasil. “Vamos dar um salto tecnológico, se agregar valor à agroindústria, continuar avançando como o Zeca fez na infraestrutura, olhar o Mercosul, olhar o Paraguai, olhar a Bolívia e olhar o Brasil”, afirmou.

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BNDES financia R$ 1,98 bi para Bram construir 6 navios de apoio fretados pela Petrobras

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bi

21/01/2026 19h00

Sede da Petrobrás

Sede da Petrobrás Imagem: Agência Petrobras

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,981 bilhão para a Bram Offshore Transportes Marítimos construir seis embarcações híbridas de apoio marítimo à produção offshore de petróleo e gás, que serão afretadas pela Petrobras, informou o banco nesta quarta-feira, 21.

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bilhões.

Já as embarcações de apoio financiadas pelo BNDES decorrem de contratos da Petrobras para afretamento por 12 anos, e serão utilizadas para o transporte de suprimentos entre as plataformas de perfuração ou produção em alto mar e as bases em terra. A construção será no Estaleiro Navship, em Navegantes, Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, em Santa Catarina.

A propulsão dos navios será híbrida, do tipo diesel-elétrica, com bancos de baterias que fornecerão energia suficiente para que, sem outra fonte, sejam capazes de manter a embarcação em posição por um tempo preestabelecido. Também serão dotadas de conector elétrico capaz de receber energia diretamente do porto, quando atracadas.

"O apoio do BNDES contribui para desenvolver e capacitar com emprego de tecnologias mais avançadas o parque nacional de estaleiros, a partir da produção de embarcações com banco de baterias e motores elétricos, que reduzem as emissões de gases de efeito estufa", afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

Segundo o BNDES, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A Bram vai adquirir, até julho de 2028, 6 embarcações da classe PSV 5000. Com o projeto, a expectativa é de criação de 620 empregos diretos no estaleiro durante a construção das embarcações e de 190 empregos diretos na Bram na fase operacional delas.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 21, no Estaleiro Navship, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em cerimônia com a presença da diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.

"Esse tipo de investimento só acontece em um País que voltou a ter estabilidade econômica e confiança para investir. O resultado não poderia ser melhor: estaleiros cheios, mais de 50 mil empregos gerados no setor em 2025 e o fortalecimento da nossa economia", disse na ocasião o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda é uma empresa do grupo americano Edison Chouest, de capital fechado, com presença no Brasil desde 1991. Atualmente, é a maior companhia de apoio offshore do país, operando uma frota de 77 embarcações.

Ponta Porã

Fronteira: PF deflagra operação contra uso irregular de substâncias químicas

Investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque

21/01/2026 18h20

Foto: Divulgação

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A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (21), uma operação contra empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias química, ação realizada em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

A investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque, que transportavam líquido transparente identificado como NAFTA, comumente empregada na adulteração de combustíveis. 

A ação contou com o apoio de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cumpriu mandados de busca e apreensão e a suspensão de atividades ilegais.

Operação visa prevenir práticas ilícitas, proteger o consumidor e fortalecer a coleta de provas para o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento, sob sigilo.

A substância apreendida estava em desacordo com as notas fiscais. Há indícios de que o líquido era carregado e armazenado clandestinamente em imóveis ligados às empresas investigadas.

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