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Lula investiu mais de R$ 8 bilhões em MS

Lula investiu mais de R$ 8 bilhões em MS

Redação

03/05/2010 - 08h01
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adilson trindade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir hoje, em Ponta Porã, com o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, para tratar da compensação pelo excedente de energia produzido pela Hidrelétrica Binacional de Itaipu, que é vendido ao Brasil por força de um acordo. Antes de chegar a Mato Grosso do Sul, Lula concedeu entrevista exclusiva ao Correio do Estado. Ele revelou ter investido, em seu segundo mandato, mais de R$ 8 bilhões em Mato Grosso do Sul. Só Campo Grande recebeu, a partir de 2007, quase R$ 1,4 bilhão de investimentos da União.

Lula falou ainda do Trem do Pantanal. Ele não vai cumprir a promessa de concluir o trecho de Miranda a Corumbá antes do fim do seu segundo mandato. Lula apontou o problema no acordo da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) com a concessionária, a América Latina Logística (ALL), que inviabilizou o término da obra. Segundo o presidente, os termos desse acordo “não asseguravam a modernização efetiva do trecho da ferrovia do Trem do Pantanal, de modo a possibilitar o transporte de passageiros com conforto e segurança”.

Para solucionar o problema, a ANTT, comentou Lula, vai refazer o acordo com a concessionária com o objetivo de assegurar novos investimentos, que devem chegar a R$ 226 milhões em toda a extensão da ferrovia, de Campo Grande a Corumbá.

O presidente Lula assegurou ainda a sua participação na campanha de Dilma Rousseff em Mato Grosso do Sul se houver o confronto do governador André Puccinelli (PMDB) com o ex-governador José Orcírio dos Santos (PT) na sucessão estadual. “Quando as duas candidaturas forem inevitáveis, isso não me impedirá de fazer campanha pela Dilma no Estado e de me empenhar para que os candidatos da base aliada estejam unidos pela candidata escolhida para disputar a minha sucessão”, afirmou.

Confira abaixo a entrevista do presidente Lula na íntegra:
Correio do Estado — Em sua visita em 8 de maio de 2009 para a inauguração do Trem do Pantanal, o senhor prometeu que o trecho entre Miranda e Corumbá seria concluído até o final de seu mandato e que o senhor viria ao Estado inaugurar a viagem. O compromisso será cumprido, considerando que, até agora, nada foi investido desde então?

Presidente Lula — Naquela ocasião, nós estávamos convencidos de que era perfeitamente possível concluir o trecho Miranda-Corumbá ainda este ano, beneficiando o turismo e todo o Estado. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) havia feito um acordo com a concessionária, a ALL. Mas nós verificamos que seus termos não asseguravam a modernização efetiva do trecho da ferrovia do Trem do Pantanal, de modo a possibilitar o transporte de passageiros com conforto e segurança. O próprio trecho que inauguramos no ano passado, de Campo Grande a Miranda, permite que a velocidade chegue só a 30 km/h, que é muito baixa. Por essas razões, a ANTT vai refazer o acordo com a concessionária com o objetivo de assegurar que o trem circule com velocidade mínima de 50 km/h. Para isso, a empresa terá de investir R$ 226 milhões em toda a extensão da ferrovia, de Campo Grande a Corumbá. O novo acordo deve ser assinado nos próximos dois meses e só então terão início as obras, como trocas de dormentes e de trilhos e a recuperação da estrutura de pontes metálicas. Se a concessionária não aceitar os novos termos ou não cumprir o que ficar acertado, a ANTT iniciará o processo para retomar a concessão para a União, que será transferida a outros grupos que se comprometam a concluir o projeto.

CE — Qual o montante investido com recursos federais em Mato Grosso do Sul em seu segundo mandato? Quanto foi investido em Campo Grande, em Corumbá, em Dourados e em Três Lagoas?

Presidente Lula — Os investimentos, transferências e outras despesas da União direcionados para o Estado de Mato Grosso do Sul, no meu segundo mandato, totalizam R$ 3,17 bilhões. Os valores gastos pela União com todos os municípios do Estado, somam R$ 4,97 bilhões. Isso significa que a União gastou com o governo e as prefeituras de Mato Grosso do Sul o total de R$ 8,14 bilhões. Em relação aos municípios citados, temos os seguintes números: para Campo Grande, a transferência de recursos, a partir de 2007, somou R$ 1,39 bilhão; Dourados, R$ 484,81 milhões; Corumbá, R$ 210,25 milhões; e Três Lagoas, R$ 146,81 milhões. Nunca o governo federal investiu e repassou tantos recursos para Mato Grosso do Sul como nesse período.

CE — A fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai é marcada pelo tráfico de drogas e de armas, devido, entre outros fatores, à pobreza que assola a região. Um possível aumento no repasse de verbas do Brasil ao Paraguai, por meio da Hidrelétrica de Itaipu, pode amenizar essa situação? Além disso, que outras medidas o governo federal pretende tomar para acabar com o caos que impera na fronteira?

Presidente Lula — Hoje em dia, do ponto de vista econômico, nenhum país é uma ilha. Por isso, é importante que nossos vizinhos estejam trilhando o caminho do progresso, o que estimula o desenvolvimento das nossas relações comerciais e fortalece os blocos regionais, beneficiando a todos. Nós temos empreendido esforços para combater o desequilíbrio entre os países e para atenuar as desigualdades regionais. No caso do Paraguai, um de nossos principais parceiros e membro do Mercosul, temos negociado o pagamento de preços mais vantajosos, e justos, pela cessão da energia de Itaipu não usada pelo país e também a construção de uma linha de transmissão que permitirá transportar energia elétrica até Assunção, acabando com as interrupções do fornecimento na capital e estimulando a industrialização do país. Creio que essas iniciativas concretas vão contribuir para irradiar a riqueza e fomentar o progresso do Paraguai, mesmo nas regiões mais pobres e isoladas de seu território, como a fronteira com Mato Grosso do Sul. Quanto ao tráfico, este será um dos temas do meu encontro com o presidente Fernando Lugo. Nós defendemos uma política de co-rresponsabilidade entre países produtores, de trânsito e consumidores de drogas ilegais. Há dez dias, a nossa Polícia Federal renovou os termos de cooperação policial com a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad) por mais dois anos. O Brasil tem prestado apoio logístico à Senad na erradicação de plantações de maconha. No ano passado, foram destruídos 1 mil hectares de plantações em território paraguaio e com isso foram evitados que cerca de 2 mil toneladas da droga chegassem ao Brasil. No ano passado, demos início à Operação Sentinela, mobilizando a Receita e polícias federais e estaduais para intensificar a fiscalização de pessoas, veículos, embarcações e mercadorias que circulam nas fronteiras dos estados de Mato Grosso do Sul, Paraná e Amazonas. Por fim, o governo tem investido na aquisição de aviões não tripulados e com equipamentos de alta tecnologia, como câmeras de alta definição com visão noturna, para a vigilância de fronteiras. Os dados vão permitir que as forças de segurança brasileiras possam identificar movimentações suspeitas de pessoas, veículos, barcos e aviões e fazer a abordagem instantaneamente.

CE — O PT e PMDB são rivais em Mato Grosso do Sul. O governador André Puccinelli declarou, mais de uma vez, que não vai montar palanque para Dilma Rousseff, se Zeca do PT (José Orcírio dos Santos) insistir em concorrer às eleições. E Zeca já reafirmou sua determinação de disputar o Governo do Estado. Diante deste cenário, o senhor virá a Mato Grosso do Sul fazer campanha para Zeca do PT?

Presidente Lula — Vocês sabem que eu nunca fui de desistir diante da primeira dificuldade e que tenho trabalhado para termos candidaturas únicas da nossa base aliada nos estados. Não sei se as coisas já estão sacramentadas. Eu sei muito bem que circunstâncias locais podem dificultar essa unidade. Em 2006, tive de lidar com palanques duplos. Fiz comícios, participei de encontros e gravei programas de tevê para os aliados que disputavam os governos estaduais, mas me apoiavam nacionalmente. Em 2010, vou priorizar os lugares onde a base já chegou a um acordo pela unidade. Quando as duas candidaturas forem inevitáveis, isso não me impedirá de fazer campanha pela Dilma no Estado e de me empenhar para que os candidatos da base aliada estejam unidos pela candidata escolhida para disputar a minha sucessão.

CE — Por que o senhor acha a ex-ministra Dilma Rousseff a melhor pessoa para presidir o Brasil? No primeiro turno das eleições de 2006, o senhor obteve 35% dos votos no Estado. A última pesquisa publicada no Correio do Estado (em 19/04/2010) mostra que, hoje, 74% dos sul-mato-grossenses aprovam seu governo. O senhor acredita que pode transferir essa popularidade a Dilma?

Presidente Lula — Como você mostrou muito bem, o índice de aprovação do nosso governo vem crescendo consideravelmente. O que precisa ficar claro é que eu não sou o responsável único por essa popularidade. Há uma equipe excelente trabalhando comigo para implementar as políticas que, pela primeira vez nos últimos cinquenta anos, estão combinando crescimento econômico com distribuição de renda e democracia política. E a pessoa que mais contribuiu para a implementação das nossas políticas foi exatamente a ex-ministra Dilma Rousseff. O seu desempenho foi uma coisa excepcional. Ela foi meu braço direito no governo. Portanto, não é uma questão de transferência de popularidade, já que ela ajudou, e muito, a construir essa popularidade, pela sua dedicação, pelo seu trabalho e pelo seu compromisso com esse projeto que está transformando o Brasil. Trata-se, isto sim, de fazer chegar essa informação a todos os eleitores, uma vez ela sempre procurou agir e fazer a máquina andar e nunca se preocupou com os holofotes, em mostrar o quanto era importante o seu trabalho.

PRISÃO

Polícia prende filho que matou o pai em Campo Grande

O crime ocorreu no domingo (18), após o o filho do criminoso chutar uma bola na casa do avô e o mesmo não devolvê-la

21/01/2026 17h00

Crime foi cometido na frente de crianças

Crime foi cometido na frente de crianças Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Polícia Civil prendeu, na tarde desta quarta-feira (21), Adriano do Couto Marques, de 40 anos, acusado de matar o próprio pai, Romário Paes Cardoso, com cinco tiros na cabeça, no bairro Jardim Colúmbia, no último domingo (18), após uma discussão familiar.

Embora pai e filho morassem em imóveis vizinhos, a relação entre eles era conturbada. No domingo, a discussão começou após uma bola, chutada pelo filho do criminoso, cair no terreno do avô, o que desencadeou o desentendimento que culminou no homicídio.

Após o crime, o Adriano fugiu levando a arma de fogo utilizada. Na tarde de ontem (20), ele compareceu à delegacia, porém não foi preso naquele momento, pois a Polícia Civil aguardava a decisão judicial do pedido de prisão preventiva, formulado por Bárbara Alves, delegada responsável pela investigação.

No decorrer das apurações, familiares da vítima passaram a rondar a residência de parentes da esposa do investigado, o que gerou preocupação das autoridades quanto à possibilidade de novos episódios de violência.

O homem foi indiciado por homicídio qualificado pelo motivo fútil e por posse ilegal de arma de fogo de uso permitido.

Crime

Um homem, identificado como Romário Paes Cardoso, foi morto a tiros na cabeça, disparados pelo próprio filho, na tarde deste domingo (18), na Rua Guia Miçu, no Jardim Columbia, em Campo Grande.

De acordo com o delegado de Polícia Civil, Felipe Rossato, informações preliminares, apuradas no local com testemunhas, apontam que a discussão que culminou no assassinato começou por conta de uma bola.

Pai e filho eram vizinhos, e moravam em terrenos e casas separadas, mas uma ao lado da outra.

No fim da manhã, o filho do suspeito, que é neto da vítima, estava brincando de bola no quintal, quando em determinado momento a bola acabou indo parar na casa do avô, que se recusou a devolver.

O pai da criança, filho da vítima, foi então até a casa do pai tirar satisfações, quando se iniciou a discussão.

"Parece que o avô já tinha uma rixa com o filho e parece que eles se negaram a devolver essa bola. Se iniciou uma discussão e, a partir dessa discussão, o autor foi em casa, pegou a arma de fogo e efetuou alguns disparos contra a vítima", disse o delegado.

Ainda conforme o delegado, a perícia irá dizer quantos disparos foram efetuados, mas que teriam sido "vários".

"A informação que eu tenho é que ele deu o primeiro disparo, quando percebeu que não estava morto, estava agonizando, ele deu mais disparos", acrescentou Rossato.

O crime aconteceu na frente de várias crianças e os tiros foram disparados na cabeça da vítima. 

O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, mas quando chegou ao local o homem já estava morto.

Após o homicídio, o filho fugiu em uma moto e, até a publicação desta reportagem, não foi localizado. Equipes do Grupo de Operações e Investigações (GOI) da Polícia Civil fazem buscas pelo suspeito.

De acordo com o delegado Felipe Rossato, informações preliminares de testemunhas, que ainda serão apuradas, é de que o pai era um homem violento e já teria passagem por homicídio, enquanto o filho também foi apontado como uma pessoa violenta, mas sem registro policial. 

"São informações preliminares, a gente não fez checagem, eu não fiz nenhuma consulta ao sistema e não posso confirmar nenhuma passagem que ele tem", ressaltou Rossato.

O caso será registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), mas deverá ser redistribuído posteriormente para investigação da delegacia da área.

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Cidades

Famílias têm 30 dias para evitar exumação no Cemitério Santo Amaro

Familiares devem procurar a administração do local para tratar de pessoas enterradas em sepulturas temporárias cujo prazo venceu

21/01/2026 16h44

Crédito: Bruno Henrique / Arquivo / Correio do Estado

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A Prefeitura Municipal de Campo Grande publicou, no Diogrande desta quarta-feira (21), um aviso para que familiares que possuem entes sepultados em jazigos temporários se apresentem no Cemitério Santo Amaro.

A notificação foi feita pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), que informou que essas sepulturas possuem prazo de concessão de cinco anos.

Como o período venceu, os familiares de pessoas enterradas nos lotes que constam na publicação têm prazo de até 30 dias úteis, contados a partir da data da publicação, para procurar a administração do cemitério.

Cabe aos familiares informar o que desejam que seja feito após a exumação dos restos mortais.

Caso ninguém compareça dentro do prazo, a pasta irá prosseguir com a exumação, e os restos mortais serão encaminhados ao ossuário coletivo, sem necessidade de nova comunicação à família.

Os restos mortais serão devidamente embalados, lacrados e identificados, respeitando a dignidade e a memória dos falecidos.

Na edição do Diogrande desta terça-feira (20), também houve outra lista de convocações relacionadas a pessoas enterradas nos cemitérios Santo Amaro e São Sebastião, popularmente conhecido como Cemitério Cruzeiro.

Nesse caso, a convocação refere-se à regularização cadastral e à correção de irregularidades operacionais identificadas.

A publicação divulgou o nome dos titulares dos terrenos, sendo cerca de 52 convocados a comparecer ao Cemitério Cruzeiro e mais de 100 ao Cemitério Santo Amaro para regularizar pendências.

Para conferir as edições do Diogrande, basta clicar aqui e selecionar a data correspondente para verificar se o ente consta na lista divulgada.

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