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ISOLAMENTO SOCIAL

“O presente que ela queria era um abraço”: Filhos desabafam sobre a quarentena no Dia das Mães

Isolamento social é necessário para conter o avanço da pandemia, mas pode ser cruel para quem mora longe
09/05/2020 11:30 - Gabrielle Tavares


 

O Dia das Mães é comemorado todos os anos, mas 2020 não é um ano igual aos outros. A pandemia da Covid-19 também vai atrapalhar a comemoração da data de diversas famílias campo-grandenses. A saudade é ainda maior para mulheres que vão passar longe das mães e das filhas.

É o caso da supervisora de franchising, Edileusa Lima, que adiou as passagens que havia comprado para São Paulo (SP), onde mora sua mãe, de 65 anos, e a filha, de 20, e vai passar pela primeira vez o Dia das Mães longe da família. “A cidade lá está um caos, tudo fechado e tudo parado. Meus pais são só grupo de risco então não posso contar com a sorte. É preciso ter prudência”, lamentou.

Ela garantiu um jeito de estar presente mesmo longe: comprou pela internet presentes para as mulheres que são mães em sua família, e mandou entregar nas casas delas. “Fico mais tranquila e elas sabem que as amo. Lógico que queria estar perto e passar esse dia com minha mãe, minha filha, irmã e sobrinha. Mas é melhor sentir saudade e depois poder vê-las, do que me arriscar e nunca mais ver ninguém. O que me conforta é que sempre estive presente por meio de ligações e mensagens”, contou ela.

A recepcionista Sumayra Ferreira Alves além de não ver a mãe, de 54, há mais de um mês, também vai passar a data comemorativa longe da filha. Avó e neta estão em isolamento social juntas, em Campo Grande mesmo, no bairro Itamaracá, desde que a quarentena começou. Sumayra não visita às duas porque trabalha diariamente em contato com pessoas desconhecidas e tem medo de infectar a família. “Sinto muito a falta dela, vai ser por uma boa causa, mas vai ser doloroso. Porque é dia das mães né, todo ano eu passo com ela. É um aperto, mas fazer o que?!”, disse.

Mas a saudade também é sentida pelos filhos. “É ruim demais, vai ser o primeiro dia das mães que vou passar longe, vamos ficar só na chamada de vídeo. Ela me ligou ontem cobrando presente, mas o presente que ela queria era um abraço, queria que eu estivesse lá”, conta o vendedor Rodolfo Rodrigues Malta, que se emociona ao falar da mãe, de 53 anos, que mora em Ipatinga (MG). “Infelizmente esse ano não vai dar, mas ano que vem, se Deus quiser, vou estar presente”, conclui.

O vendedor Rodrigo Silva não comemorou com a mãe, de 47, ano passado, já que por dificuldades financeiras não conseguiu visitá-la em Ponta Porã. Esse ano vai passar mais uma data longe por conta do coronavírus. “Faz 2 anos que não vejo ela, ano passado tentei ir ver ela e não deu, porque eu tenho um filho e dá muitos gastos né. E esse ano não vai dar de novo, a quarentena só dificultou as coisas”, contou.

 
 

Ele diz que por causa do seu filho, de 2 anos, imagina como deve ser difícil para a mãe dele passar sozinha essa data especial. “É uma emoção quando chego em casa e vejo ele. Aí eu sinto que é a mesma coisa com a minha mãe. É um aperto passar longe dela, a gente sente falta, é nossa mãe né. Minhas irmãs também não vão ir, apesar de a cidade estar próxima vamos passar longe”, disse ele. 

 
 

Em transmissão ao vivo de hoje (9) o Secretário Estadual de Saúde, Geraldo Resende, fez um apelo para que a quarentena seja respeitada mesmo no Dia das Mães. “Neste ano, certamente nós vamos ter que ser criativos. Fazer um abraço, fazer um carinho a nossas mães de forma diferente do que fizemos nos últimos 10, 20, 30, 40 anos. Porque a aglomeração de pessoas, mesmo em um evento significativo como esse, de reconhecimento da figura materna, faz com o crescimento do coronavírus aconteça aqui em Mato Grosso do Sul”, comentou.

Resende concluiu o pedido dizendo para as famílias comemorarem de formas diferentes. “Nos ajude nesse momento, o gesto de amor às nossas mães, seguramente, será ficar em casa e arrumar uma forma criativa de parabenizar nossas queridas mãezinhas no dia delas. Feliz Dia das Mães!", desejou o secretário. 

 

Felpuda


Como era de se esperar, as pesquisas mexeram nos ânimos de candidatos, principalmente daqueles que apareceram com índices pífios.

E assim, muitos deles certamente darão novo rumo às suas campanhas eleitorais.

A maioria, é claro, tenta mostrar otimismo, e o que mais se ouve por aí é que “agora o momento será de virada”.

Como disse atento e irônico observador: “Tem gente por aí que poderá virar, sim. Mas virar gozação!”. Ui...