Cidades

CAMPO GRANDE

Mais de 100 toneladas de lixo reciclável foram recolhidas

Mais de 100 toneladas de lixo reciclável foram recolhidas

da redação

12/08/2011 - 19h00
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Campo Grande já colhe bons indicadores em relação ao Programa de Coleta Seletiva, executado na capital desde 1º de julho deste ano. Para apresentar os resultados deste primeiro mês, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) preparou uma coletiva de imprensa, concedida pela diretora do Departamento de Licenciamento e Monitoramento Ambiental (DLMA) da Semadur, Denise Name. Os dados trazem valores que revelam, de forma geral, o bom envolvimento do campo-grandense com o programa.

De acordo com os números analisados pela Semadur, ao todo, foram recolhidas quase 120 toneladas de lixo reciclável, sendo 65 oriundas do recolhimento domiciliar, 45 entregues nos dois ecopontos em funcionamento e 9,2 depositadas nos Locais de Entrega Voluntária (Lev). Para Denise Name, os dados superaram as expectativas para o período. “Os primeiros meses do programa são focados no monitoramento e avaliação. Logo, é comum que nesta fase o resultado seja bastante tímido, mas o saldo que conseguimos foi excelente. Boa parte destes números dependeu do envolvimento da população e os dados revelam que há bastante interesse por parte do campo-grandense de utilizar o serviço de coleta seletiva”, conta.

O empenho da população também fica evidente quando são apresentadas as porcentagens semanais da coleta domiciliar (porta a porta) neste primeiro mês. O lixo recolhido na primeira semana corresponde a 12,28% do total, enquanto nas semanas seguintes foram observados os valores de 24,97%, 27,88% e 34,88% na segunda, terceira e quarta semanas, respectivamente. Entretanto, também foram contabilizadas 5,7 toneladas de lixo não-reciclável dentre os resíduos coletados pelo programa, resultado que inspira medidas especiais por parte da Semadur. “A orientação sobre qual tipo de lixo devemos por para a reciclagem precisa ser contínua, pois o numero de descartes poderia ser menor. Sabemos que as gerações mais antigas não tiveram esse tipo de orientação nas escolas, como as crianças atualmente têm. Portanto, o trabalho educativo precisa seguir com mais força, principalmente em alguns segmentos populacionais”, diz.

Outros números

A Coleta Seletiva está atuando inicialmente em 120 bairros da capital, divididos em seis grupos. Cada grupo conta com um dia de recolhimento na semana, de segunda a sábado. Desta forma, por meio da quantidade de lixo recolhido de casa em casa, foi possível monitorar o comportamento da população em cada uma das seis regiões. Por exemplo, a equipe que atende os bairros TV Morena, Carlota e Vilas boas (aos sábados) contabilizou 14,4 toneladas de lixo recolhidos num universo de 5983 residências. Já a equipe que atende trechos dos bairros Tiradentes, Chácara Cachoeira e São Lourenço (às quintas-feiras) somou apenas 6,6 toneladas de lixo reciclável recolhido, num universo de 5621 casas. “A disparidade nas proporções de lixo recolhido pelo número de casas aponta que podem haver comportamentos diferentes nas diferentes regiões, seja em relação ao comprometimento da população, seja na quantidade de lixo reciclável produzido ali. O monitoramento contínuo vai permitir entender como cada grupo se comporta e vai nos dar o poder de saber quais as melhores estratégias a serem executadas em cada segmento”, explica Denise.

De forma geral, o Programa de Coleta Seletiva está sendo um sucesso, mas continua sendo um desafio para a Prefeitura de Campo Grande. Segundo Denise Name, somente com o passar dos meses será possível perceber qual método logístico será mais adequado para a realidade campo-grandense. Mas o trabalho executado já dá pistas de que a cidade está no rumo certo: “tivemos até que providenciar um novo caminhão gaiola para fazer a coleta, pois o volume de lixo recolhido tem superado nossa projeção inicial”, conclui.

Mais Coleta Seletiva

Nesta primeira etapa da coleta, serão percorridos 120 bairros das regiões do Carandá Bosque, Autonomista, Chácara Cachoeira, Vilas Boas, TV Morena, Santa Fé, São Lourenço, Vila Carlota e Bela Vista. Para maior eficiência do programa, foram firmadas parcerias com redes de supermercados, Correios, Sindicato dos Postos de Combustíveis e a rede de farmácias São Bento. Ao todo, são 164 pontos de depósito de lixo (Locais de Entrega Voluntária – Lev).

Também estão à disposição do campo-grandense os dois Ecopontos em funcionamento, localizados nos bairros Jardim Bálsamo (Rua Araraquara, esquina com Rua do Topógrafo, Região Urbana do Anhanduizinho) e São Conrado (Rua Furquim com Rua Campo Maior, Região Urbana do Lagoa).

Para outras informações sobre o Programa de Coleta Seletiva de Campo Grande e conferir os locais onde estão instalados os Lev, basta acessar o site www.campogranderecicla.com.br.
 

POLÍTICA

Carlão propõe o fim da reeleição para presidência da Câmara de Campo Grande

Vereador afirma que pretende discutir mudança no regimento interno para impedir reconduções consecutivas ao comando do Legislativo a partir da próxima legislatura

09/06/2026 11h15

Vereador Carlão defende retomada de regra que impede reeleições consecutivas para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande.

Vereador Carlão defende retomada de regra que impede reeleições consecutivas para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande. Marcelo Victor

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O vereador Carlão afirmou que pretende defender o fim da reeleição para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande a partir da próxima legislatura. A declaração foi dada na manhã desta terça-feira (9), durante coletiva de imprensa. 

Segundo o parlamentar, a proposta ainda será discutida com os demais vereadores e partidos.

"Estou com a ideia de colocar em mesa a apreciação dos novos partidos para não ter mais a reeleição. Vou tentar convencer o Papy também, porque daí vai alternar”, afirmou.

Carlão destacou que a eventual mudança nã afetaria o atual presidente da Câmara, vereador Papy, que continua apto a disputar a recondução ao cargo. 

“Na próxima legislatura, o presidente pode ser uma vez, aí outra vez já tem que ser outra pessoa”, declarou.

O vereador lembrou ainda que já presidiu a Câmara por dois mandatos consecutivos e defendeu a alternância de poder como forma de ampliar a participação na condução do Legislativo Municipal 

Durante a coletiva de imprensa, Carlão afirmou que a proposta busca resgatar uma regra existente quando ingressou na Câmara, em 2009. "Eram 21 vereadores e o presidente não poderia ser reeleito", recordou. 

Apesar da defesa da mudança, o parlamentar avaliou que a antecipação da eleição da Mesa Diretora para outubro não deve alterar o cenário atual. Segundo ele, a gestão de Papy tem aprovação entre os vereadores e a tendência é de manutenção da composição que hoje comanda a Casa.

A eleição para definir a Mesa Diretora da Câmara Municipal para o próximo biênio deve ocorrer entre outubro e dezembro deste ano, conforme determinação judicial que anulou a escolha realizada antecipadamente em julho do ano passado.

 

Pesquisa

MS atinge menor taxa de desmatamento nos últimos sete anos

Em 2026 o Estado registrou foram desmatadas apenas 2.218 hectares de área não permitida

09/06/2026 11h00

Mato Grosso do Sul atinge menor área de desmatamento sem licença ambiental nos últimos sete anos

Mato Grosso do Sul atinge menor área de desmatamento sem licença ambiental nos últimos sete anos Arquivo

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De acordo com dados revelados pelo Relatório Anual de Desmatamento do MapBiombas 2026, Mato Grosso do Sul registrou o menor índice de desmatamento de áreas sem licença ambiental nos últimos sete anos. 

A pesquisa é feita por uma rede colaborativa que reúne organizações não governamentais, universidades e empresas de tecnologia que analisam dados sobre os biomas e temas transversais, que juntos formam o MapBiomas. 

Durante os anos de 2019 à 2025, foi desmatado um total de 368.931 hectares de vegetação nativa, porém mais de 90 mil hectares foram desmatados de forma irregular. 

Em contrapartida, 277.357 hectares estavam legalmente aptos e autorizados para serem desmatados e conforme dados cruzados com as licenças do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul, o Imasul, essa área representa 75,2% do total desmatado, maior percentual do país. 

Para manter o controle da situação, o Estado tem ficado atento nos últimos anos e combatido o desmate ilegal durante os anos. De acordo com o Mapbiomas, em 2019 apenas 31,6% das áreas desmatadas tinham autorização ambiental, os outros 78,4% foram suprimidos de forma ilegal. 

Em comparativo, no ano de 2025 o percentual que representa o desmatamento de áreas autorizadas, saltou para 94,3%, fazendo com o Mato Grosso do Sul obtivesse o maior percentual do País. 

Em relação ao Bioma do Pantanal, que possui mais de 84% de sua área de vegetação nativa preservada, apresentou o segundo menor número de alertas de desmatamento dentre todos os biomas brasileiros, registrando no ano passado 163 focos. 

Apresentando um desmate de apenas 12.260 hectares, sendo que desse total 10.042 tiveram licença ambiental emitida, conforme o MapBiomas.

Para o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Artur Falcette, a criação da Lei do Pantanal, colaborou para que diminuísse os indices de desmatamento sem autorização legal, de acordo com ele, “a Lei do Pantanal trouxe mais segurança jurídica, mais clareza com relação a alguns aspectos e também reduziu a possibilidade de conversão de novas áreas”.

Com a criação da Lei do Pantanal, que está em vigor desde fevereiro de 2024, as normas de conservação, proteção, restauração e exploração ecologicamente sustentável sofreram alterações significativas. 

Inovou ao definir áreas de proteção permanente (APP), expandindo a proteção para lugares como landis, as salinas, as veredas e os meandros abandonados, além de locais como capões e cordilheiras também receberam proteção. 

A lei ainda tornou proíbido o cultivo de soja, cana-de-açúcar, eucalipto e quaisquer outras culturas exóticas ao meio. 
 

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