Cidades

CAMPO GRANDE

Manifestação deixa 112 escolas sem aula na Capital

Professores protestam contra cortes na educação

RAFAEL RIBEIRO

13/08/2019 - 10h37
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Campo Grande amanheceu nesta terça-feira (13) com 76 escolas municipais e 36 unidades de educação infantil com as atividades paralisadas por conta da greve promovida por professores em todo o Brasil como forma de protesto contra o que chamam de cortes na educação promovidos pelo Ministério da Educação, sob responsabilidade do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

No total, apenas 85 unidades municipais de ensino funcionam sem nenhum tipo de problema.

De acordo com o presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), Jaime Teixeira, a paralisação que acontece em duas vertentes. "Essa paralisação em nível nacional tem dois pontos de luta, nós não desistimos de lutar contra a Reforma da Previdência também no Senado, nós entendemos que alguns pontos podem ser mudados no Senado então a classe trabalhadora vai continuar pressionando os senadores para que não aceite integral o que foi aprovado e aceite os pontos apresentados da oposição. O outro ponto que intensificou em nível nacional foi o R$ 7,5 bilhões que o Bolsonaro cortou desde a educação básica a universidade. Os trabalhadores vão continuar lutando por um país mais democrático e justo", disse o presidente da federação. 

Professora há 20 anos na Reme, Dulcinéia Malta, de 42 anos, acredita que a luta é para não tirar o que a categoria já consquistou. "Sou a favor da paralisação, a gente precisa lutar, estão querendo tirar da gente o que já consquistamos, dizem que está na lei, mas eles conseguem burlar a lei, a gente não paralisou porque não gosta de trabalhar, paralisamos em busca de qualidade no ensino", disse a professora. 

Por meio de nota ao Correio do Estado, a Pasta, sob responsabilidade do prefeito Marcos Trad (PSD), informou que "as unidades que suspenderam as aulas já comunicaram o dia em que a reposição será feita. Cada unidade estabeleceu seu próprio dia."

Não foi revelado o número de alunos atingidos com a paralisação. No total, a rede municipal atende 101 mil crianças e jovens.

Questionada, a Secretaria de Estado da Educação não respondeu a reportagem até a publicação desta reportagem.

A manifestação dos professores acontece desde a manhã. Um grupo de cerca de 1.000 pessoas, segundo informações da Polícia Militar, se reuniu em frente ao Paço Municipal e seguiu a pé pela Avenida Afonso Pena até a Praça Ary Coelho, onde se concentram.

O trânsito ficou prejudicado no Centro da capital. É recomendado ao motorista que evite a Afonso Pena e dê preferência às vias paralelas para completar o trajeto até seu destino.

Não foi informado pela Prefeitura se haverá interdição na região central por conta da manifestação. 

PM e agentes da Agetran acompanham o protesto, que não teve nenhuma ocorrência de destaque registrada até o momento.

Segundo a Guarda Municipal Metropolitana, o único fato registrado foi a prisão de Marcos Tabosa, presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Campo Grande, por desobedecer ordem para reduzir o barulho em frente à Prefeitura.

PROTESTO

Para Teixeira, além dos chamados cortes na edução, o protesto é contra a Reforma na Previdência.

Segundo ele, pelo menos 200 unidades de ensino foram afetadas com a paralisação, que acontece em  outras 12 cidades: Nova Alvorada do Sul, Dourados, Ponta Porã, Três Lagoas, Corumbá, Nova Andradina, Coxim, Paraíso das Águas, Amambai, Jardim, Naviraí, Paranaíba e Aquidauana.

Em Dourados, a greve atinge toda a rede municipal, visto que os professores protestam também contra o atraso nos salários.

A expectativa dos sindicalistas é que 20 mil professores aderem à greve em todo o Estado até o final do dia. 

A gestão Bolsonaro anunciou na última semana bloqueio de R$ 348 milhões no orçamento do MEC destinado à compra e distribuição de livros didáticos para alunos da rede pública do ensino fundamental.

**Colaboraram Bruna Aquino e Bruno Henrique

*Matéria editada às 11h50 para acréscimo de informações

Fim

Despedida: Anatel vai dar fim aos últimos 106 orelhões de MS

Ao todo, 56 aparelhos ainda estão ativos e 50 já estão inativos

20/01/2026 18h45

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai "aposentar" os últimos 106 telefones telefones de uso público (TUP), popularmente conhecidos como"orelhões" existentes em Mato Grosso do Sul.

A retirada faz parte do processo de extinção gradual do serviço de telefonia fixa no país e deve ser concluída até o fim de 2028, prazo final definido nos novos contratos do setor.

De acordo com dados da Anatel, dos 106 orelhões instalados no Estado, 56 ainda estão ativos e 50 já estão inativos.

Os aparelhos estão distribuídos pelas 79 cidades sul-mato-grossenses e são operados por três concessionárias: Algar, com 10 orelhões (7 ativos e 3 inativos); Claro, com 33 (21 ativos e 12 inativos); e Oi, responsável por 63 equipamentos (32 ativos e 31 inativos).

A retirada dos aparelhos ocorre após o fim das concessões da telefonia fixa, que vigoravam desde 1998 e se encerraram em dezembro de 2025. Com a mudança do modelo de concessão para autorizações de serviço, em regime privado, ficou definida a descontinuidade dos telefones públicos dentro do plano de universalização do acesso à telefonia no Brasil.

Segundo a Anatel, a extinção não será imediata em todo o país. Desde janeiro, já começou a remoção em massa de carcaças e aparelhos desativados. Os orelhões remanescentes serão mantidos apenas em localidades sem cobertura de telefonia móvel, mesmo assim, somente até 31 de dezembro de 2028.

Lembrança 

Natural de Naviraí, Elza da Silva, de 64 anos, disse ao Correio do Estado que em "tempos áureos", o charme do equipamento consistia em enfrentar as longas filas de espera por um telefonema. Vivendo em Campo Grande desde 1984, ela ligava um dia antes para uma vizinha da família, com a missão de mandar notícias à falecida mãe.

Elza da Silva, vendedora ambulante / Foto: Alison Silva

"Ligava muito para minha família, não existiam muitos orelhões naquela época. Era uma dificuldade, porque minha mãe não tinha telefone em casa, então eu ligava para a casa da vizinha no dia anterior e avisava ela a hora que ligaria, e só no dia seguinte falávamos", destacou a vendedora de pipocas da Praça Ary Coelho. 

A mística daquele tempo, segundo ela, era se apegar as fichas, que se assemelhavam a pequenas moedas, período em que uma ligação intermunicipal custava cerca de seis créditos. "A gente tinha que ficar atento, era falar o essencial e sempre reabastecer o orelhão, caso contrário a ligação caía", disse a ambulante. Foto: Anatel 

Término

Criados em 1972, os orelhões marcaram época no Brasil. O design conhecido dos brasileiros é assinado pela arquiteta Chu Ming Silveira, chinesa radicada no país. No auge, a rede chegou a contar com mais de 1,5 milhão de terminais espalhados pelo território nacional, mantidos pelas concessionárias como contrapartida obrigatória do serviço de telefonia fixa.

Atualmente, o Brasil ainda possui cerca de 38 mil orelhões. A redução acelerada se intensificou com o encerramento das concessões das cinco empresas responsáveis pela operação dos aparelhos. Um dos fatores que aumentaram a complexidade da transição foi a crise financeira da OI, que enfrenta dificuldades desde 2016 e tem processo de falência em andamento.

Em nota, a Anatel informou que as empresas assumiram o compromisso de manter a oferta de serviço de telecomunicações com funcionalidade de voz, inclusive por meio de novas tecnologias, em localidades onde forem as únicas prestadoras pelos próximos dois anos.

Além disso, as operadoras se comprometeram a investir em infraestrutura, como implantação de fibra óptica, ampliação da telefonia móvel com tecnologia mínima 4G, instalação de antenas em áreas sem cobertura, conectividade em escolas públicas e construção de data centers.

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APREENSÃO

Após uma semana, Polícia Militar volta a apreender carreta carregada de pneus na MS-164

Os materiais apreendidos, avaliados em aproximadamente R$ 1 milhão, foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Dourados

20/01/2026 18h10

 Os caminhoneiros afirmaram que pegaram a carga na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai

Os caminhoneiros afirmaram que pegaram a carga na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai Divulgação: Departamento de Operações de Fronteira

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Uma semana após o Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreender uma carreta Ivo, com 165 pneus, na MS-164, os policiais militares voltaram a confiscar uma carga em outro veículo, na tarde desta segunda-feira (19), no município de Maracaju. 

Desta vez, foram confiscados 207 pneus para caminhão, que eram transportados em uma carreta bitrem Scania. Na ação, dois homens, de 47 e 51 anos de idade, foram presos. Os materiais apreendidos, avaliados em aproximadamente R$ 1 milhão, foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Dourados.

 Os caminhoneiros afirmaram que pegaram a carga na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai

Os militares realizavam bloqueio na MS-164, zona rural de Maracaju, quando deram ordem de parada ao condutor do veículo. Durante entrevista, o motorista e o passageiro, que são irmãos, apresentaram versões desencontradas sobre o motivo da viagem.

Em vistoria nos dois semirreboques atrelados à carreta, os policiais localizaram os pneus de origem estrangeira. Questionados, os homens afirmaram que pegaram a carga na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, e a levariam até o município de Alto Taquari, no Estado de Mato Grosso.

A ação ocorreu no âmbito do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, uma parceria da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Vista Alegre

No dia 12 de janeiro, policiais militares do DOF apreenderam 165 pneus em uma carreta Ivo, também na MS-164, altura do distrito de Vista Alegre, em Maracaju, a 159 quilômetros de Campo Grande.

Os pneus são de diferentes tamanhos e de origem estrangeira, sem documentos fiscais ou alfandegários. A carga foi avaliada em R$ 230 mil.

Conforme apurado pela reportagem, os militares realizavam patrulhamento na MS-164, zona rural de Maracaju, quando receberam uma denúncia de que uma carreta de cor branca estaria transportando materiais ilícitos.

Os policiais iniciaram diligências e localizou a carreta abandonada “abarrotada” de pneus. Nenhum suspeito foi localizado. O material foi apreendido e encaminhado a Receita Federal de Ponta Porã.

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