Clique aqui e acompanhe o resultado das Eleições 2020

JUDICIALIZADO

Prefeito diz que para ser efetivo lockdown teria que ser de dois meses

Trad disse que 14 dias não diminui casos, mas que grupo técnico analisa questões levantadas pela Defensoria
05/08/2020 13:00 - Adriel Mattos, Glaucea Vaccari


Prefeito de Campo Grande, Marcos Trad, voltou a afirmar, nesta quarta-feira (5), que o pedido de lockdown feito pela Defensoria Pública na Justiça não teria efeito sobre os casos de coronavírus.

A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, por meio do defensor-público-geral, Fábio Rogério Rombi da Silva, ingressou com uma ação civil pública pedindo a restrição total de todas as atividades não essenciais por pelo menos 14 dias.    

Ao Correio do Estado, o prefeito disse que a questão foi encaminhada para um grupo técnico, que analisará os questionamentos, mas ressaltou que um lockdown de duas semanas, como o solicitado, não adianta.

“Especialistas falam que precisa de pelo menos 60 dias. Pelo que já foi visto no mundo, 14 dias não resolve, teria que ser 60 dias para achatar a curva, mas aí quebraria todo mundo”, comentou.

Administração municipal tem 72 horas para apresentar defesa na ação, antes do juiz José Henrique Neiva Carvalho e Silva, titular da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, decidir sobre o pedido de liminar.

Na ação, Rombi cita o crescimento de casos de coronavírus em Campo Grande e as altas taxas de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para justificar a medida.

Além do fechamento das atividades não essenciais, Defensoria quer restringir circulação de veículos particulares e limitação do funcionamento do transporte coletivo para apenas funcionários dos serviços essenciais ou pessoas que precisarem de médicos.  

Na terça-feira (4), prefeito afirmou que a interpretação da Defensoria dos dados do boletim do programa estadual Prosseguir divergem do entendimento do município.

“Se baseando na mesma planilha, nós entendemos que estamos achatando a curva, inclusive com diminuição do número de óbitos, o que nos leva a entender que não é necessário o lockdown”, disse Trad.    

 
 

Felpuda


Comentários ouvidos pela “rádio peão”, em ondas curtas, são de que figurinha só ganharia apoio dos colegas caso pessoa agregada fosse “curtir a aposentadoria” de uma vez por todas. Como seu acordo político acabou naufragando nesta campanha, agora dito-cujo estaria querendo recuar e não ceder o lugar. 

Isso até poderia acontecer, se não fosse a sua, digamos, eminência parda. Afe!