Clique aqui e acompanhe o resultado das Eleições 2020

PANDEMIA

Mato Grosso do Sul quer ser o primeiro em número de testagem de coronavírus

Maquinário comprado pelo governo do Estado, somado ao equipamento vindo do Ministério da Saúde, ajudará nesse objetivo
11/09/2020 11:00 - Daiany Albuquerque


Terceiro estado que mais testa para a Covid-19 no Brasil até o início de agosto, Mato Grosso do Sul agora quer ser o primeiro desse ranking.

Para isso, segundo o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, os municípios terão de aumentar a disponibilização de exames RT-PCR, considerados o “padrão ouro” para a identificação do vírus nos primeiros dias de infecção.

Segundo Resende, os dois extratores moleculares que foram entregues ao Laboratório Central de Mato Grosso do Sul (Lacen-MS) – um comprado pelo governo e o segundo vindo do Ministério da Saúde – devem ajudar para que esse objetivo seja alcançado.

“Quero chamar os secretários e as secretárias para que possam aumentar a testagem nos seus municípios. Na próxima semana, vamos colocar as máquinas em atividade. Podemos fazer até 1.800 [exames] por dia, e nós, que estamos na terceira posição em testagem no quadro geral entre as unidades da federação, queremos ser o Estado que mais testa no País”, declarou.

Conforme levantamento do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), com dados de fevereiro até o dia 26 de julho, Mato Grosso do Sul era a terceira unidade federativa que mais testava, proporcionalmente, a sua população para o vírus com o teste de biologia molecular (RT-PCR).

Na época, 2,4% da população do Estado havia sido testada para a Covid-19 com esse método. Nesse levantamento, o primeiro em testagem era Sergipe, com 2,74% da população.

 
 

Atualmente, para dar conta dos exames, além do Lacen-MS, as análises são feitas também pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Butantan e Laboratório Dasa, uma parceria com o governo do Estado.

Porém, quando esses maquinários estiverem em pleno funcionamento, o Estado terá “autossuficiência” nesses exames. 

“Nós vamos dar o resultado em até 72 horas, e com esse resultado nós teremos condições de fazer melhor o monitoramento dos casos e também o rastreamento dos contatos, evitando essa alta taxa de contágio, que, apesar de declinado de ontem para hoje, ainda nos preocupa”, enfatizou o secretário. 

Funcionamento

De acordo com o diretor do Lacen-MS, Luiz Henrique Ferraz Demarchi, a partir da próxima semana a máquina comprada pelo governo do Estado e entregue no fim de agosto já deverá começar a funcionar.

“Nós estamos aguardando a entrega dos kits para a extração, que devem ser entregues na segunda. Com isso, na terça a gente já começa a capacitação dos servidores para usar o equipamento”, contou Demarchi.  

O equipamento vindo do governo federal ainda deve demorar um pouco mais para ser utilizado no trabalho, pois a União ainda não encaminhou os mesmos kits. Porém, quando as duas estiverem em funcionamento, o diretor declara que será possível analisar até 1,8 mil amostras.

“Nós fazemos em torno de 700 a 800 análises por dia, mas já teve dias de recebermos 1.400 amostras, então algumas temos mandado para fora e ainda estamos mandando, mas agora em menor quantidade. Já chegou a ser 3 mil por semana, agora está em torno de 1,2 mil”, explicou o diretor do laboratório. 

Com esse maquinário novo, ele garante que o Lacen-MS estará “preparado para a demanda que receber”. “A tendência é aumentar os exames mesmo e esperamos entregar em tempo menor, aumentar a capacidade analítica”.

Contágio

Segundo o secretário, com a maior testagem, maior será o alcance do monitoramento em Mato Grosso do Sul, o que pode ajudar a reduzir para menos de um a taxa de contágio da Covid-19.

“Nosso objetivo nessa nova etapa é baixar essa taxa de contágio da doença em Mato Grosso do Sul e para isso vamos precisar de todos os secretários e secretárias de saúde e de prefeitos e prefeitas nessa caminhada, para que nós tenhamos um setembro melhor que o mês de agosto”, declarou Resende.

Conforme o boletim epidemiológico divulgado ontem, Mato Grosso do Sul chegou à taxa de reprodução do vírus de 1,08. 

Atualmente o Estado estabilizou o número de casos e mortes pela doença, entretanto, para que haja redução é necessário que esse dado seja menor que 1.

 

Felpuda


Comentários ouvidos pela “rádio peão”, em ondas curtas, são de que figurinha só ganharia apoio dos colegas caso pessoa agregada fosse “curtir a aposentadoria” de uma vez por todas. Como seu acordo político acabou naufragando nesta campanha, agora dito-cujo estaria querendo recuar e não ceder o lugar. 

Isso até poderia acontecer, se não fosse a sua, digamos, eminência parda. Afe!