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AÇÃO CONJUNTA

MBL e família fundadora enfrentam acusações de crimes financeiros

Ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro são as principais acusações da apreensão feita na manhã de hoje
10/07/2020 09:44 - Da Redação


 

Dois empresários ligados ao Movimento Brasil Livre (MBL) foram presos na manhã desta sexta-feira (10) em ação conjunta do Ministério Público, Polícia Civil de São Paulo e Receita Federal. “Eles estão sendo indiciados por crimes financeiros”, explica o Grupo Especial de Repressão a Delitos Econômicos (Gedec).  

Alessander Mônaco Ferreira e Carlos Augusto de Moraes Afonso foram presos temporariamente por 5 dias por lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Eles foram ligados a criação de empresas de fachada. A família fundadora do MBL é investigada por dever mais de 400 milhões de reais.  

Carlos Augusto conhecido nas redes como Luciano Ayan ameaça quem questiona as contas do MBL e é investigado por propagar Fake News. Em entrevista dada para a CNN, o deputado Federal Kim Kataguiri (DEM-SP) diz que nenhum dos empresários são membros do movimento.  

Em nota, o MP revela investigar a “instituição e utilização de diversas empresas em incontáveis outras irregularidades. A família Ferreira dos Santos adquiriu/criou duas dezenas de empresas - que hoje se encontram todas inoperantes e, somente em relação ao Fisco Federal, devem tributos, já inscritos em dívida ativa da União”.  

Os crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio envolvem um emaranhado de repasses de dinheiro por meio de diversas contas para dificultar a origem dos recursos. O MP divulgou que foi “constatado um número significativo de pessoas jurídicas, tornando o fluxo de recursos extremamente difícil de ser rastreado, inclusive utilizando-se de criptoativos e interpostas pessoas”.  

O MBL é investigado por uma confusão jurídica com o Movimento Renovação Liberal (MRL), além de doações suspeitas feitas por meio da plataforma Google Pagamentos. Denominada uma organização sem fins lucrativos pelos próprios membros, o MBL ganhou notoriedade depois dos protestos de 2013 e atuação no processo de impeachment de Dilma Roussef (PT).  

 

Felpuda


Alguns pré-candidatos que estão de olho em uma cadeira de vereador vêm apostando apenas nas redes sociais, esperançosos na conquistados votos suficientes para se elegerem. A maioria pede apoio financeiro para continuar mantendo suas respectivas páginas, frisando que não aceita dinheiro público ou de político, fazendo com que alguns se lembrem daquela famosa marchinha de carnaval: “Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...”. Como diria vovó: “Essa gente perdeu o rumo e o prumo”.