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Medicina da UFMS tem a 15ª maior nota de corte

Medicina da UFMS tem a 15ª maior nota de corte

ANAHI ZURUTUZA

13/01/2012 - 00h04
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O curso de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) tem a 15ª maior nota de corte das 30 instituições de ensino superior do Brasil que têm a graduação. Significa que dentre os cursos de Medicina do país, o oferecido pela UFMS é o 15º mais difícil para o candidato ser selecionado. Conforme divulgado ontem pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a menor nota dentre os, até então, classificados para estudar Medicina na federal é 783,51. No Brasil, a maior nota de corte é de inscrito da Universidade Federal Fluminense (UFF), 912,55.

O Direito da UFMS tem a segunda maior nota de corte dentre as graduações que a instituição oferece. No ranking das 55 universidades do país que têm as maiores notas de corte para o curso, a federal de Mato Grosso do Sul ocupa a 18ª posição. A UFF mais uma vez aparece no topo da lista, com nota 826,08. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a universidade do Rio de Janeiro oferece acréscimo de 20% na nota (um bônus) para os estudantes que fizeram o ensino médio em escola pública.

A nota de corte é a menor nota de candidato inscrito e, até aquele momento, classificado para o curso escolhido por ele. Por exemplo: a UFMS oferece pelo Sisu 60 vagas para Medicina, portanto 783,51 é a nota do candidato inscrito para a graduação que ocupava, até então, a 60ª vaga.

Inscrições
Terminou as 23h59min de ontem o prazo para os estudantes interessados em concorrer a vagas nas 95 universidades do país que selecionam candidatos por meio do Sisu. Hoje, será possível ter a real nota de corte para todos os 3.327 cursos disponíveis pelo sistema e o total de inscritos para cada curso, podendo ser calculada a concorrência por vaga.

Inscreveram-se para concorrer às 6.815 vagas oferecidas pelos três estabelecimentos de ensino superior do Mato Grosso do Sul que utilizam o Sisu como forma de seleção, 102.942 estudantes. No Estado, as universidades universidade Federal (UFMS), Estadual (UEMS) e no Instituto Federal de Educação (IFMS) disponibilizam juntos 149 cursos. No Brasil, o Sisu recebeu 3.259.093 inscrições.

Matrícula
No domingo, dia 15 de janeiro, o Sisu vai divulgar as listas de aprovados na 1ª chamada. O candidatos terão os dias 19 e 20 para fazer as matrículas. Na UFMS, o atendimento será das 7h as 11h e das 13h as 17h nas secretarias dos cursos. De acordo com a assessoria de imprensa da universidade, na segunda-feira a Comissão Permanente de Vestibular (Copeve) divulgará, no site www.copeve.ufms.br, a lista com a localização, telefones e horários para as matrículas para cada curso.

Para matricular-se na Universidade Estadal de Mato Grosso do Sul (Uems), os selecionados terão de procurar os campi da instituição das 12h as 18h. O Insituto Federal de Educação atenderá os estudantes das 9h as 11h, das 15h as 17h ou das 19h as 20h.

Reajuste

Deputados cobram reação contra aumento de até 43% no pedágio da BR-163

Parlamentares criticam reajuste proposto pela ANTT, questionam a repactuação da concessão e pedem atuação da bancada federal e do Governo do Estado

09/06/2026 16h14

Foto: Gerson Oliveira

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O anúncio de um possível reajuste de até 43% nas tarifas de pedágio da BR-163 em Mato Grosso do Sul provocou reação na Assembleia Legislativa nesta terça-feira (9).

Durante a sessão ordinária, deputados estaduais criticaram o aumento proposto para as praças administradas pela concessionária Motiva Pantanal, antiga CCR MSVia, e defenderam uma mobilização conjunta da bancada federal, do Governo do Estado e da União para rever os termos da concessão da rodovia.

A discussão ocorre após a área técnica da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) recomendar um reajuste médio de 41,63% nas tarifas cobradas ao longo da BR-163.

O percentual é superior ao pedido apresentado pela concessionária, que havia solicitado aumento médio de 39,3%. Caso a proposta seja confirmada, os maiores reajustes ocorrerão nas praças de São Gabriel do Oeste e Campo Grande, onde a elevação poderá chegar a 44% e 43%, respectivamente.

A BR-163 é o principal corredor rodoviário de Mato Grosso do Sul, ligando os municípios de Sonora, na divisa com Mato Grosso, a Mundo Novo, na fronteira com o Paraná. Ao todo, são 845,4 quilômetros concedidos à iniciativa privada e que atravessam 21 municípios do Estado.

Críticas à repactuação

O primeiro a abordar o tema na tribuna foi o deputado estadual Roberto Hashioka (Republicanos), que associou o reajuste à repactuação do contrato da concessão, homologada após a mudança de nome da empresa responsável pela rodovia.

Segundo ele, o novo modelo permitiu a manutenção de longos trechos em pista simples, mesmo após a renovação contratual.

“Agora vem o aumento que é um acinte à sociedade e a todos que transitam no mais importante eixo rodoviário de MS. Foi repactuado de forma meio nebulosa. Tem cerca de 1.500 acidentes por ano. De 2020 até hoje foram cerca de 350 vítimas fatais, fora os sequelados e feridos. Vidas que se perdem e a rodovia só tem expectativa de mais 2,3 quilômetros de duplicação. Ou seja, só tem 18% duplicado, vai ficar em torno de 22%. Poderíamos ter mais, mas ficaremos com 450 quilômetros de pista simples por mais 30 anos, porque na repactuação foi permitido isso”, afirmou.

O parlamentar também defendeu que o Estado realize estudos de fluxo de veículos para embasar uma eventual revisão do contrato.

“Pedi para que façam contagem da rodovia, para que, tendo os números, o Estado possa exigir a revisão desse contrato que só penaliza a sociedade. Não é possível que permaneçamos inertes. A população não merece esse desatino. A irresponsabilidade começou em 2013, quando ocorreu a licitação, e agora o capital não aceita prejuízo. Ganhou a licitação, enrolou e repactuou com outro nome. A partir de 2017 o pedágio já foi corrigido pelo IPCA, teve ano que foi 16%. Fica aqui registrado meu inconformismo”, declarou.

Reajuste é considerado excessivo

O deputado estadual Pedro Kemp (PT) também se posicionou contra a proposta de reajuste e afirmou que os investimentos previstos para a rodovia continuam abaixo das necessidades do Estado.

“Realmente é um absurdo esse reajuste no pedágio, sendo que as obras não contemplam a necessidade do Estado, inclusive do que foi pactuado. É revoltante”, disse.

Na mesma linha, o deputado estadual Pedro Caravina (PSDB) afirmou que, embora o tema esteja sob responsabilidade federal, pretende apoiar iniciativas que busquem reavaliar a medida.

“Temos a limitação como legisladores estaduais, por ser um assunto de âmbito federal, mas me somo nessa luta porque não dá para entender, não dá para aceitar. Nem o que está para ser duplicado iniciou, praticamente não tem obra sendo feita”, criticou.

Histórico da concessão

A concessão da BR-163 em Mato Grosso do Sul é alvo de questionamentos há anos devido ao atraso no cronograma de duplicação originalmente previsto.

Em meio às dificuldades financeiras enfrentadas pela antiga CCR MSVia, o contrato passou por um processo de repactuação, que resultou na permanência da concessionária na administração da rodovia sob novas condições.

O modelo foi alvo de críticas de órgãos de controle, incluindo o Tribunal de Contas da União (TCU), que apontou riscos na manutenção da empresa à frente da concessão. Entre os principais questionamentos estão a redução das metas de duplicação e a ampliação do prazo contratual.

Com a mudança para Motiva Pantanal, a concessionária assumiu novos compromissos de investimento e passou a ter a obrigação de prestar informações periódicas à Assembleia Legislativa sobre o andamento das obras e serviços executados na rodovia.

Enquanto o reajuste ainda depende de aprovação definitiva da ANTT, a possibilidade de aumento reacendeu o debate sobre o equilíbrio entre as tarifas cobradas dos usuários e os investimentos efetivamente realizados na principal rodovia federal de Mato Grosso do Sul.

pega o guarda-chuva e o casaco

MS entra em alerta para tempestades e chuvas chegam amanhã

Avanço de frente fria atrelado à formação de ciclones extratropicais favorecem a formação de tempestades com acumulados de até 100 milímetros diários

09/06/2026 16h05

Todos os municípios de MS estão em alerta para tempestade a partir da madrugada desta quarta-feira (10)

Todos os municípios de MS estão em alerta para tempestade a partir da madrugada desta quarta-feira (10) FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Todos os 79 municípios de Mato Grosso do Sul estão em alerta para tempestade a partir da meia noite desta quarta-feira (10), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). 

Isso significa que a chuva prevista para a próxima semana no Estado deve chegar a partir de amanhã, com possiblidade de acumulados de até 30 milímetros diários. 

Já nas regiões Sudoeste, Leste e Centro Norte do Estado, o alerta para tempestade é de grau laranja, ou seja, de perigo. Isso significa que 56 municípios dessas regiões estão com previsão de acumulados de chuva de até 100 milímetros diários, além de ventos intensos e queda de granizo. 

De acordo com o Inmet, essas condições trazem risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações e há risco de alagamentos em diversos trechos. 

A chegada das chuvas é consequência do avanço de uma frente fria aliado ao intenso transporte de calor e umidade juntamente com a atuação de áreas de baixa pressão atmosférica. 

Além disso, segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima do Estado (Cemtec), dois novos ciclones extratropicais devem se formar ao longo da semana, um entre a terça-feira (9) e a quarta-feira (10) e outro entre a quinta-feira (11) e a sexta-feira (12). 

Essas condições favorecem a formação de tempestades e chuvas intensas, além de eventual queda de granizo e queda na temperatura.

"Os maiores acumulados de chuvas acima de 40 mm/24h são previstos entre quarta (10) e quinta-feira (11), especialmente para as regiões central, sul, sudoeste, oeste, sudeste e leste do estado de Mato Grosso do Sul", afirmou o Cemtec em nota. 

Todos os municípios de MS estão em alerta para tempestade a partir da madrugada desta quarta-feira (10)Reprodução Inmet

Frente fria

A partir de quarta-feira, as pancadas de chuva derrubam as temperaturas, podendo chegar a máximas de 21ºC na quinta-feira em Campo Grande. 

Na Grande Dourados, a previsão se assemelha à da Capital. A partir de quarta-feira (10), são esperadas chuvas intensas na cidade, com acumulados chegando a 36 milímetros no dia e mínimas de 18ºC. 

Na quinta-feira (11), deve chover mais, com previsão de 43,7 milímetros de chuva. As mínimas chegam a 17ºC e a máxima não deve passar de 20ºC. 

Na região Sul do Estado, as temperaturas começam a cair a partir de hoje (9). Em Ponta Porã, a máxima fica em 25ºC e há chances de chuva rápida. 

A partir de quarta-feira (10), há possibilidade de chuvas fortes durante a manhã e a tarde, com acumulados chegando a 40,3 milímetros. Na quinta-feira (11), o volume de chuva pode chegar a 47,7 milímetros, com mínimas de 17ºC e máxima de 20ºC. 

Em Sidrolândia, o maior acumulado da semana está previsto para quinta-feira (11), quando deve chover 54,1 milímetros no dia. As temperaturas também caem, com mínimas de 18ºC e máximas de 22ºC. 

Na região do Bolsão também chove, mas com menos intensidade. Em Três Lagoas, o acumulado previsto para quarta-feira (10) é de 5,3 milímetros e, para quinta-feira (11), de 12,3 milímetros. As temperaturas caem durante a noite, com mínimas entre 18ºC e 19ºC e máximas chegando a 26ºC e 33ºC no próximo sábado. 

Daqui 15 dias

O frio deve continuar até a semana do dia dos namorados. Como de praxe, as comemorações de festas juninas marcadas para a semana do dia 15 de junho serão com temperaturas chegando a 9ºC no interior do Estado. 

As chuvas também continuam e são esperados novos acumulados superiores a 30 milímetros diários. 

Em 2026, o solstício de inverno no Hemisfério Sul, que marca o início do inverno, ocorre no dia 21 de junho, às 4h24, horário de Mato Grosso do Sul, fazendo com que a noite do dia 20 para 21 de junho seja a mais longa do ano.

Em Campo Grande, o inverno tem aproximadamente 2h30 a menos de sol, resultando em 10h53min de luz no dia. Em comparação, no início do verão, os dias duram 13h22min na Capital de MS. 

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