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CLIMA

Mesmo com chuva, calor deve continuar durante a semana em Campo Grande

Previsão indica que as temperaturas permanecerão altas e Inmet alerta para risco à saúde
07/10/2020 10:00 - Naiane Mesquita


Apesar da chuva que ocorreu em Campo Grande na tarde desta terça-feira (6), o calor deve continuar durante a semana no Estado.

Segundo as estimativas do Instituto Nacional de Metereologia (Inmet), a temperatura máxima prevista para hoje é de 41 °C, enquanto a mínima fica em torno de 26°C. 

A umidade continua baixa, e a previsão indica uma oscilação entre 60% e 15%. Já no dia 8 de outubro, o calor pode ser ainda mais intenso, com máxima de 43°C e mínima de 27°C. Neste dia, a umidade deve seguir a sua tendência de queda, com mínima de 10%.

Em Corumbá, uma das cidades mais atingidas pelas queimadas no Pantanal, a temperatura máxima fica na casa dos 47°C, enquanto a mínima não ultrapassa os 28°C. 

Quem também deve manter o ritmo é Água Clara. A cidade, que foi eleita a mais quente do País por dois dias seguidos, continua com previsão de máxima para 45°C e mínima de 29°C.

Chuva

A chuva em Campo Grande ontem colocou um ponto final em 15 dias de estiagem. 

De acordo com a meteorologista do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e Clima de Mato Grosso do Sul), Franciane Rodrigues, pancadas de chuva devem ocorrer durante a semana.

A surpresa de ontem contrariou até dados do Instituto Nacional de Meteorologia, que previu chuva para Campo Grande a partir de sexta-feira, dia 9. A última vez que a Capital assistiu aos pingos foi em 22 de setembro.

 
 

Mesmo que 15 dias não seja um período significativo para a estiagem, a sensação de maior secura e calor se dá pelas queimadas no Pantanal. “As partículas presentes na fumaça são absorvedoras de radiação solar, assim, elevam ainda mais as temperaturas”, explica Franciane.

De acordo com o médico pediatra, alergista e imunologista Leandro Silva de Brito, o calor extremo pode causar diversos problemas, como perda de apetite, desidratação e quedas de pressão. 

“O tempo seco também pode causar problemas na pele, que são muito comuns nessa época do ano, devido à falta de hidratação da pele, principal órgão do corpo humano. Podem ocorrer rachaduras, lesões e infecções nessas lesões”, ressalta.

Queimadas em MS

O calor e o tempo seco ajudam o fogo a se espalhar nas áreas atingidas, tanto do Pantanal quanto nos municípios do Estado. 

De acordo com a atualização do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais do Departamento de Meteorologia da UFRJ, no Pantanal de MS, o fogo consumiu mais 409 mil hectares na última semana.

Dados registrados até sábado (3) indicam que nesse ano 26% do bioma foi atingido pelo fogo, o que corresponde a 3,977 milhões de hectares queimados.

Ainda segundo o levantamento, desse total, 2,160 milhões de área ficam no estado de Mato Grosso, enquanto 1,817 milhões de hectares são de Mato Grosso do Sul, região mais afetada na última semana.