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Mesmo com nova iluminação de Led, Capital sofre com falta de luz

Parque Olímpico Ayrton Senna, no Aero Rancho, e parte da Avenida Manoel da Costa Lima, na região da Vila Piratininga, estão no escuro

Natália Olliver

01/07/2022 09:00

 

Mesmo após a troca de aproximadamente 80 mil lâmpadas de vapor de sódio por luminárias de Led em sete regiões de Campo Grande, alguns lugares da cidade padecem com a falta de energia elétrica em vias públicas. 

É o caso de parte da Avenida Manoel da Costa Lima e do Parque Olímpico Ayrton Senna.  

Ao todo, foram empenhados R$ 5,4 milhões na implementação das novas lâmpadas. A expectativa é de que até o fim deste ano mais de 30 mil lâmpadas de vapor de sódio sejam substituídas por luminárias de Led.  

Em tese, com a troca, a cidade conseguiria reduzir o consumo de energia elétrica e ampliar a cobertura de iluminação pública, uma vez que as lâmpadas de vapor de sódio possuem um prazo curto de funcionamento, que varia de 15 a 30 mil horas, sendo necessária a substituição após quatro anos. 

Um período curto quando comparado com as luminárias de Led, que podem durar até 50 mil horas, ou o equivalente a 12 anos de vida útil.  

De acordo o gerente de Iluminação Pública da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Eilonei Souza, com a implementação das lâmpadas de Led e, consequentemente, com a contenção do valor gasto em energia, a secretaria pretende expandir os serviços em toda a Capital até 2024.  

“Conseguimos reduzir em mais de 20% o consumo”, afirma o gerente. Entretanto, o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese, revela que ainda é cedo para falar em economia, pois, apesar da redução, também houve aumentos.

Apesar da perspectiva otimista, o trabalho parece se multiplicar e está longe de ser concluído, uma vez que problemas técnicos e roubos dos fios de cobre, utilizados na iluminação pública, estão cada vez mais frequentes e impedem que as vias continuem iluminadas.