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PANDEMIA

Metade das mortes por Covid-19 em Mato Grosso do Sul ocorreu em agosto

Mês contabilizou 452 óbitos no Estado e 211 em Campo Grande, a metade do que o novo coronavírus vitimou em mais de cinco meses de pandemia aqui
01/09/2020 09:00 - Daiany Albuquerque, Eduardo Miranda


Agosto foi o mês mais letal da pandemia da Covid-19 em Mato Grosso do Sul e, principalmente, em Campo Grande, epicentro da doença no Estado. 

Mais da metade das mortes registradas por conta do novo coronavírus em MS e também na Capital foram nesses 31 dias.

Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostram que até a segunda-feira (31) 862 pessoas vieram a óbito por conta da Covid-19 em Mato Grosso do Sul, e 452 mortes ocorreram apenas em agosto, ou seja, 52% do total dos últimos 5 meses por causa da doença.

Já na Capital, foram contabilizados 355 mortes pelo novo coronavírus até ontem, das quais 211 foram registradas no mês passado, representando 59% do total de episódios no município.

Esse número de Campo Grande também mostra um aumento de 59% em relação ao mês de julho, quando foram 132 mortes computadas na cidade. 

No Estado todo haviam sido registrados 320 óbitos no mês anterior, aumento de 41% em relação ao acontecido em agosto.

Esses dados podem ser ainda maiores, já que esse número computa apenas as mortes ocorridas até as 19h de domingo (30) e a SES ressalta que nem todas as investigações de mortes são encerradas no decorrer do mês, em razão da demora na entrega do resultado por conta da quantidade de exames feitos diariamente.

Letalidade

A média móvel de mortes – estimativa feita com os dados de mortes ocorridas no dia e em seis anteriores e dividida por sete – em Mato Grosso do Sul ontem era de 13,1. 

Na Capital, era de 7,1. E a taxa de letalidade no Estado fechou o mês em 1,8.

“É preciso dizer que em um mês nós dobramos essa taxa de letalidade. Todo mundo que nos acompanha sabe que por muito tempo nós ficamos com uma taxa de letalidade menor que 1%. 

É uma taxa que entendemos alta, e é preciso trabalhar, o que estamos fazendo, inclusive identificando os municípios com mais alta taxa de letalidade”, declarou o secretário de Saúde do Estado, Geraldo Resende.

Segundo ele, para ajudar nessa tarefa, essa semana deverá ocorrer uma reunião com o coordenador nacional do Médicos sem Fronteiras, organização não-governamental, sem fins lucrativos, que leva assistência médica para regiões carentes em todo o mundo.

Desde o mês passado há uma equipe da organização atuando com as comunidades indígenas da região de Aquidauana, e o objetivo é expandir esse trabalho. 

“Eles se colocaram à disposição da Secretaria de Saúde do Estado para nos ajudar, inclusive, a qualificar as equipes de saúde dos municípios, principalmente no tocante à assistência dos pacientes que necessitam de tratamento em leitos de [unidades de terapia intensiva] UTIs”, disse Resende.

Ainda conforme o secretário, a ideia seria levar esse apoio para Jardim e Corumbá, além das próprias equipes de Aquidauana. “Com isso, esperamos inverter esse alto grau de letalidade”.

 
 

Boletim

Matéria de segunda-feira do Correio do Estado mostrou que apesar de Mato Grosso do Sul ter entrado em estabilidade em relação ao número de casos e mortes em razão do novo coronavírus, é um patamar alto para o tamanho do estado.

Há 36 dias a média móvel diária da região está acima de 10 óbitos por causa da Covid-19, e os casos variam de 800 a quase 900 por dia.

Ontem, conforme boletim epidemiológico divulgado pela SES, 11 mortes foram contabilizadas em 24 horas, das quais 10 eram de Campo Grande. 

Em relação aos casos, foram 415 novos – o Estado já soma 48.937 episódios –, sendo 249 na Capital.

O secretário, porém, destacou que o número pode ter sido baixo em função de no fim de semana as equipes de saúde dos municípios trabalharem em número reduzido.

Do total de casos, mais de 41 mil pessoas já se recuperaram da Covid-19, no entanto, 7.009 pessoas ainda estão em tratamento, entres o número de hospitalizados e isolados em suas residências.

 

Felpuda


Casal de políticos muito conhecido a-do-ra cargos públicos, e, assim, “um puxa o outro” na maratona política, que inclui disputa de mandatos, direção de órgãos e até mesmo nomeações com prerrogativa de não ter de bater ponto. A nova empreitada agora é conquistar uma das prefeituras do interior. Em caso de derrota, é quase certo que os nomes de ambos deverão aparecer no Diário Oficial antes mesmo do fim deste ano.