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Militares assumem controle de cidades afetadas por tremor

Militares assumem controle de cidades afetadas por tremor

Redação

03/03/2010 - 06h07
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Mais de 14 mil militares tomaram ontem o controle das cidades mais afetadas pelo terremoto de 8,8 graus que abalou o sul do Chile na madrugada de sábado, para conter a onda de saques. Mas a prefeita de Concepción, Jacqueline van Ryselbergher, disse que a situação se acalmou graças à organização dos moradores, que montaram barricadas e se armaram para conter os saques. De acordo com o governo, subiu para 795 o número de mortos pelo tremor. As autoridades ampliaram em mais duas horas o toque de recolher, que ontem passou a vigorar das 18h até o meio-dia de hoje. A presidente chilena, Michelle Bachelet, advertiu que se aplicará “o máximo rigor da lei” aos que cometerem delitos. O Exército tem ordens de atirar para matar em quem não respeitar o toque de recolher. Durante a noite de segunda-feira, pelo menos 60 pessoas foram detidas em tentativas de saques. Em diversos bairros residenciais de Concepción, a noite de segunda-feira e a madrugada de ontem foram de vigília, já que os moradores temiam as gangues que ameaçavam saquear casas. Esse era o caso do bairro Lonque, de classe média-alta, onde homens e mulheres com armas de caça e tacos de beisebol em punho passaram a fria noite atrás de barricadas erguidas para impedir a passagem de saqueadores. Alimentos O Governo do Chile instalou ontem uma ampla rede de distribuição de água, alimentos, cobertores, roupas e outros produtos de primeira necessidade para as vítimas do terremoto que atingiu o país no último sábado. O sistema de distribuição foi montado nos hospitais de campanha NOVA YORK A Nasa, a agência espacial americana, divulgou o que descreveu como as detalhadas imagens da Terra feitas até hoje. As imagens são composições batizadas de Blue Marble (“Mármore Azul”, em português) obtidas com a colagem de milhares de fotografias de satélite de regiões do planeta. Os astrônomos usaram fotografias tiradas do satélite Terra, que orbita a cerca de 700 km acima da superfície do planeta. As imagens são composições batizadas de Blue Marble (“Mármore Azul”, em português) NASA/DIVULGAÇÃO espalhados nas 30 regiões afetadas. Estradas e pontes do país foram destruídas, dificultando ainda mais o acesso às áreas mais atingidas pelos tremores de terra e os tsunamis. Por isso, o material será enviado às áreas mais isoladas do Chile por meio de aviões, duas fragatas e um barco da Marinha. As regiões mais afetadas são o sul e o centro do país. O governo do Chile calcula que aproximadamente 1,5 milhão de casas foram danificadas e 2 milhões de pessoas afetadas pelos tremores. O tremor teve epicentro no mar, a 59,4 km de profundidade, na região de Maule, no centro do país e a 300 km ao sul da capital, Santiago. Número de mortos O número de mortos, vítimas do terremoto de 8,8 graus na escala Richter, que abalou o Chile no sábado passado, chega a 795, afirmou a presidente Michelle Bachelet, ao visitar a cidade de Curicó, no sul do país. O Departamento Nacional de Emergência (Onemi, na sigla em espanhol) enviou à presidente o último balanço de 763 mortos, mas Bachelet o atualizou, pessoalmente, depois da confirmação de outros 32 falecidos. “Acabam de me informar que, em Maule, há 32 mortos”, afirmou. Com isso, o número de vítimas chega a 586 mortos na região de Maule, 92 em Biobio, 48 em O’Higgins, 38 na região metropolitana, 31 na região de Valparaíso e 13 em Araucania.

Cidades

Correios vetam vale-natal de R$ 2,5 mil a funcionários, enquanto aguardam decisão da Fazenda

O benefício de vale-natal faz parte do ACT firmado pela empresa e os trabalhadores da estatal, em 2024

05/12/2025 19h00

Foto: Emerson Nogueira/Futura Press/Estadão Conteúdo

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Em crise, os Correios decidiram não renovar este ano um benefício de vale-natal de R$ 2,5 mil aos seus funcionários, valor que foi pago em 2024, após Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A empresa comunicou seus funcionários sobre o não pagamento na noite de quarta-feira. Ao mesmo tempo, a estatal espera a avaliação da equipe econômica sobre os próximos passos nas negociações com os bancos.

O benefício de vale-natal faz parte do ACT firmado pela empresa e os trabalhadores da estatal, em 2024. Ele vem sendo renovado, enquanto a atual direção negocia novos termos, mas o benefício de Natal foi cancelado em função da crise e da necessidade de cortes de custos. A informação foi publicada pela Folha de S. Paulo e confirmada pelo Estadão.

Em paralelo, a empresa aguarda avaliação do Tesouro Nacional sobre o plano de recuperação, para poder voltar a negociar com os bancos um empréstimo na casa dos R$ 20 bilhões. A expectativa era de que isso fosse concluído ainda esta semana, mas o desfecho dessa análise deve ficar para a semana que vem.

Na terça-feira, o Tesouro informou à estatal que não dará aval a um empréstimo de R$ 20 bilhões caso as taxas de juros estejam acima de 120% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). A proposta dos bancos, segundo apurou o Estadão, foi de 136% do CDI. Ou seja: com essa taxa, a proposta foi recusada, dando início a uma nova rodada de negociação.

A equipe econômica estuda uma forma de dar um fôlego de curto prazo para a companhia, para que ela não negocie com os bancos sob forte pressão. Mas o desenho dessa ajuda ainda não foi definido.

Nesta quinta-feira, 4, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que se isso ocorrer com aportes do Tesouro, será dentro das regras fiscais.

Rombo bilionário

Os Correios correm para conseguir a liberação do empréstimo para lidar com uma crise financeira sem precedentes. De janeiro a setembro deste ano, a empresa teve prejuízo de R$ 6,05 bilhões, em uma combinação de queda de receitas com aumento de despesas.

Com o empréstimo, a empresa pretende quitar uma dívida de R$ 1,8 bilhão, além de financiar um programa de desligamento voluntário (PDV) e fazer investimentos para tentar recuperar espaço no mercado de encomendas e elaborar novas fontes de receitas.

A estatal também precisa regularizar pendências com fornecedores Isso é visto como crucial pela atual gestão para que a empresa recupere a performance no setor de entregas, a confiança de clientes e tenha aumento de receitas.

Cidades

Prefeita sanciona lei que dificulta emissão de atestado médico em Campo Grande

Lei pretende desestimular o uso indevido e fraudulento de atestado

05/12/2025 18h45

Foto: Reprodução

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A prefeita Adriane Lopes (PP) sancionou a o Projeto de Lei que endurece e dificulta o acesso a atestado médico aos pacientes da rede municipal de Saúde em Campo Grande.

O texto foi aprovado em regime de urgência e única discussão instituindo o Programa Atestado Responsável, com a finalidade de endurecer a emissão de atestados, proposta  dos vereadores Rafael Tavares e André Salineiro.

Segundo o texto aprovado, a emissão de atestados deverá ocorrer de forma criteriosa e ética, sendo prerrogativa exclusiva do médico, que decidirá sobre a necessidade e o período de afastamento do paciente.

Quando não houver justificativa médica para afastamento, poderá ser emitida apenas uma declaração de comparecimento, comprovando a presença do paciente na unidade de saúde. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não especifica sobre a apresentação deste documento para abonar  a falta no trabalho, ou seja, a empresa não tem a obrigação de pagar o salário do dia.

Conforme a lei, o programa “Atestado Responsável” tem objetivo de promover a emissão de atestados médicos de forma responsável e ética, priorizando as reais necessidades clínicas dos pacientes, contribuir para a redução da sobrecarga de atendimentos nas UPA’s e Postos de Saúde, direcionando os recursos para os casos de maior urgência e gravidade. 

Além disso, pretende desestimular o uso indevido e fraudulento de atestados para fins de justificação de ausências sem real necessidade de afastamento laboral, fortalecer a autonomia, a segurança e a responsabilidade do profissional médico na tomada de decisão clínica sobre a necessidade de afastamento do trabalho.

Conforme o texto, o intuito do programa é implementar medidas de controle, registro e transparência na emissão de atestados médicos incluindo o monitoramento da quantidade de documentos emitidos, identificação de padrões de uso e eventuais fraudes, de modo a permitir a avaliação contínua da política pública e seus ajustes futuros.

O que diz as regras da CLT?

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não especifica a declaração de comparecimento, exceto em situações específicas, prevista no Artigo 473, em que o trabalhador pode se ausentar sem prejuízo do salário para acompanhar a esposa ou companheira durante a gravidez até dois dias para consultas médicas e exames, ou para acompanhar um filho de até 6 anos em consulta médica, uma vez por ano.

Para outros tipos de consultas e exames, o abono de faltas não é previsto na lei e a aceitação do documento depende da política interna da empresa ou de acordos coletivos.

 

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