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COVID-19

Militares usam mil litros para desinfectar Feira Central

Parceria da Prefeitura com a Marinha e o Exército resultou na limpeza da área
23/04/2020 09:43 - Daiany Albuquerque


 

Cerca de 50 militares da Marinha e do Exército Brasileiro fazem na manhã desta quinta-feira (23) a descontaminação de toda a área de Feira Central de Campo Grande. O processo consumirá cerca de mil litros de uma mistura que leva água, hipoclorito de sódio e álcool 70%, além de álcool isopropílico nas partes eletrônicas.

A descontaminação da área foi possível através de uma parceira entre a Prefeitura de Campo Grande e as Forças Armadas e é necessária em virtude da pandemia da Covid-19, o novo coronavírus. Segundo o tenente-coronel do Exército Sérgio Alves, o Comando Conjunto Oeste foi ativado no dia 20 de março deste ano e é composto por militares da Marinha, Exército e Aeronáutica. 

“Os trabalhos realizados, principalmente em Mato Grosso do Sul, passam pela intensificação da fiscalização na linha de fronteira, em apoio aos órgãos de segurança pública. Estamos também apoiando a repatriação de nacionais na fronteira com a Bolívia, além de inspeções navais de prevenção à população ribeirinha do Pantanal. Temos também o aéreo no transporte de equipamentos e proteção individual. São várias medidas que a gente tem tomado para poder mitigar os impactos dessa pandemia que está no momento assolando o país”, declarou o representante do Comando Militar do Oeste (CMO).

Na Freira Central, 32 militares trabalharam diretamente na ação e cerca de na segurança no entorno do local. Esses militares são especializados em combater quatro frentes: nuclear, química, abiológica e biológica. Todos utilizavam equipamentos necessários para essa atividade.

“Esse grupo de defesa já existia antes mesmo da pandemia, só que agora a gente está focando mais nessa parte biológica”, explicou o capitão de corveta Renato Silva, que é oficial de operações do 3º Batalhão de Operações Ribeirinhas da Marinha.

Conforme explicação de Silva, mil litros dessa mistura estava no caminhão e mais 11 bombas costais com os militares, cada uma contendo 20 litros do produto. “Eles vão levar esse material onde o caminhão não consegue chegar”, informou.

Para os militares, apesar da descontaminação feita nesta quarta, apenas o comportamento adequado de frequentadores e comerciantes irá manter o espaço desinfectado.

“O trabalho inicial de descontaminação do local vai dar o primeiro passo, que se complementa também com as medidas de prevenção tomadas pela população e também pela administração. A gente está deixando o local em condições de ser utilizado e a partir daí vai das medidas de prevenção”, declarou o representante do CMO.

De acordo com o capitão de corveta da Marinha, para manter o local livre da doença uma dica é limpar os banheiros com o hipoclorito de sódio e passar regularmente nas bancadas o álcool 70%, que é a área onde a população tem mais contato. 

 
 
 

OUTROS LOCAIS

Além da Freira Central, o Exército e Marinha já realizaram a desinfecção do Mercadão Municipal e da Santa Casa de Campo Grande, porém, a atividade também está sendo feita em outros municípios de Mato Grosso do Sul. 

“Esse trabalho de desinfecção nós temos também pessoal do Exército especializado, então nós estamos hoje trabalhando nesse tipo de descontaminação em cidades como Ponta Porã, Bela Vista e Dourados. Esse trabalho está sendo feito não só em locais públicos como em hospitais”, explicou o tenente-coronel.

Em Campo Grande a Prefeitura anunciou que a parceria também seria usada para a desinfecção das maiores feiras livres da cidade, porém, o CMO afirmou que ainda faltam acertar alguns detalhes. “Estamos fechando hoje essa primeira etapa com a feira central e qualquer atividade posterior vai depender de alguns acertos”, finalizou Alves. 

Felpuda


Alguns pré-candidatos que estão de olho em uma cadeira de vereador vêm apostando apenas nas redes sociais, esperançosos na conquistados votos suficientes para se elegerem. A maioria pede apoio financeiro para continuar mantendo suas respectivas páginas, frisando que não aceita dinheiro público ou de político, fazendo com que alguns se lembrem daquela famosa marchinha de carnaval: “Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...”. Como diria vovó: “Essa gente perdeu o rumo e o prumo”.