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LEITOS COVID-19

Com saúde em colapso, Ministério Público aciona Estado e prefeitura da Capital na Justiça

Campo Grande deve abrir 30 novos leitos de UTI para tratamento de Covid-19 em até cinco dias
16/12/2020 19:15 - Ana Karla Flores


Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (16), a promotora de Justiça da Saúde, Filomena Aparecida Depolito Fluminhan afirmou que poderes públicos da Capital e do Estado devem abrir 30 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para o tratamento de Covid-19 em cinco dias.  

De acordo com a promotora do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a ação foi realizada devido ao colapso nos hospitais que tratam a doença em Campo Grande que não possuem mais leitos disponíveis. 

Fluminhan explica que as medidas restritivas adotadas pelo município não estão sendo suficientes para combater o Coronavírus.

“Hoje nós temos 182 leitos de UTI Covid adulto. Entendemos que há necessidade de ampliação emergencial no prazo de cinco dias, pois não podemos permitir que pacientes fiquem no corredor do hospital”, detalha.

Além da abertura de leitos, Fluminhan explica que sempre que a taxa de ocupação de leitos de UTI do Estado atingirem 85% devem ser ampliados mais 10% do total de leitos destinados apenas para o tratamento da Covid-19.  

Segundo a promotora, o MPMS decidiu abrir ação após vistoria feita no Hospital Regional, referência no tratamento da doença, e em outros três hospitais que têm convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS) em Campo Grande. 

Em todos os hospitais a situação era de superlotação, com mais de 90% dos leitos para Covid-19 ocupados.  

“Preocupados que as medidas restritivas não estão sendo suficientes, as internações aumentaram consideravelmente, a taxa de transmissão está 50% maior que foi no pico em agosto, precisamos de medidas suficientes de poderes públicos, que devem prover esses leitos UTI SUS que sejam suficientes para o atendimento da população”, relata.  

De acordo com Fluminhan, a ação foi ajuizada ontem (15) e ainda var ser apreciada pelo judiciário.

Medidas de restrição

A promotora ainda destaca a recusa do Município e do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 em adotar medidas mais rígidas para tentar frear a proliferação do vírus na Capital. 

Em reunião realizada no dia 14, o MPMS propôs que todos os eventos fossem proibidos, que o toque de recolher começasse a partir das 21h, e não 22h, e que ficasse proibida a venda de bebidas alcoólicas até o próximo dia 15.  

As medidas foram aceitas apenas pela Defensoria Pública e pelo Ministério do Trabalho, os demais setores de serviços presentes, o Comitê e o gestor da Capital recusaram as mudanças.