Cidades

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Ministro anuncia R$ 20 milhões de socorro à Capital

Ministro anuncia R$ 20 milhões de socorro à Capital

Redação

19/03/2010 - 04h03
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Campo Grande receberá R$ 20 milhões do governo federal para recuperar os estragos provocados pelo temporal do último dia 27 de fevereiro, especialmente na região da Avenida Ricardo Brandão e Rua Ceará. O anúncio foi feito ontem pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que veio participar da abertura da 72ª Exposição Agropecuária (Expogrande) em substituição à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. No início da tarde a ministra comunicou ao senador Delcídio do Amaral (PT) que não poderia vir a Campo Grande por problema de saúde da mãe dela, Dilma Jane. A verba, a fundo perdido, não precisará ser paga pela prefeitura ao governo federal e corresponde a 62% dos R$ 32 milhões que o prefeito Nelsinho Trad (PMDB) e a bancada federal reivindicaram em Brasília há duas semanas. Já está sendo preparada uma medida provisória para suplementar o orçamento do Ministério da Integração Regional na rubrica destinada a socorrer situações de emergência e calamidade pública. Segundo Paulo Bernardo, foram os técnicos da Coordenadoria Nacional de Defesa Civil que decidiram o valor do socorro financeiro à Capital. Eles determinaram e os técnicos da prefeitura tiveram de excluir do orçamento inicial obras de prevenção e controle de enchentes na região do Jardim dos Estados, como a construção de um piscinão. “O entendimento deles é que projetos desta natureza não podem ser caracterizados como típicos de uma situação de calamidade pública. Você faz prevenção antes da calamidade, não depois”, explicou o ministro. Ele admitiu a possibilidade de mais recursos serem liberados para Campo Grande através de outras dotações. Antes de participar da solenidade de abertura da Expogrande, o ministro acompanhado do governador André Puccinelli e do prefeito Nelsinho Trad, visitou as obras do projeto Imbirussu-Serradinho, que têm recursos do Fonplata e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

SAÚDE

SES descarta caso suspeito de Febre Oropouche em MS e confirma para Malária

Exame labotarial atualiza diagnóstico em paciente que viajou para o Pará no mês passado; Este é 3º caso da doença em 2024

21/07/2024 16h40

Foto Divulgação Ministério da Saúde

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Um mês após confirmar o primeiro caso de Febre Oropouche em uma paciente de 42 anos, a SES (Secretaria de Estado da Saúde), descartou o resultado, diante de novos exames laboratoriais divulgados nesta sexta-feira (19). 

As investigações foram realizadass depois da paciente relatar que havia viajado para o estado do Acre, área considerada endêmica para a transmissão da doença. Conforme o boletim, outro resultado de exame foi encaminahado Lacen-MS (Laboratório Central de Saúde Pública), que confirmou o diagnóstico para malária.

Em Mato Grosso do Sul, há registro de casos "importados" de malária (pessoas infectadas que vieram de outras localizações). Neste ano, o Estado tem 03 casos confirmados para doença, enquanto em 2023 foram registrados 16.

A SES afirma que as amostras com suspeita de arboviroses, normalmente encaminhadas para detecção de Zika (Z), Dengue (D), ou Chikungunya (C), são inicialmente testadas utilizando-se a técnica de RT-PCR, mesma utilizada para diagnóstico do Covid-19 e demais vírus respiratórios.

Caso as amostras testadas sejam negativas para Zika (Z), Dengue (D) ou Chikungunya (C), protocolo ZDC, a amostra então é submetida a uma segunda rodada de RT-PCR, na qual são testadas para a presença dos arbovírus Oroupouche e Mayaro.

Malária 

A doença é infecciosa e causada por um parasito do gênero Plasmodium, que é transmitido para humanos pela picada de fêmeas infectadas dos mosquitos Anopheles (mosquito-prego).

Estes mosquitos são mais abundantes nos horários crepusculares, ao entardecer e ao amanhecer. Todavia, são encontrados picando durante todo o período noturno.

Portanto, não é uma doença contagiosa, ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir malária diretamente a outra pessoa.

É considerado caso suspeito de malária toda pessoa residente em (ou que tenha se deslocado para) área onde haja possibilidade de transmissão, no período de 8 a 30 dias anterior à data dos primeiros sintomas, e que apresente febre, acompanhada ou não dos seguintes

Sintomas

  • cefaleia;
  • calafrios;
  • sudorese; 
  • cansaço; 
  • mialgia (dores musculares).

No Brasil, a maioria dos casos de malária se concentram na região amazônica, composta pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Na região extra-amazônica, composta pelas demais unidades federativas, apesar das poucas notificações, a doença não pode ser negligenciada.

Febre Oropouche

A Febre do Oropouche é uma doença causada por um arbovírus, que foi isolado pela primeira vez no Brasil em 1960. Desde então, casos isolados e surtos foram relatados no Brasil, principalmente, nos estados da região amazônica.

Também já foram relatados casos e surtos em outros países das Américas Central e do Sul (Panamá, Argentina, Bolívia, Equador, Peru e Venezuela). A transmissão é feita principalmente por mosquitos da espécie 'maruim' ou 'mosquito-pólvora.

Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no sangue do mosquito por alguns dias. Quando esse mosquito pica outra pessoa saudável, pode transmitir o vírus para ela. Existem dois tipos de ciclos de transmissão da doença:

  • Ciclo Silvestre: Nesse ciclo, os animais como bichos-preguiça e macacos são os hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, é considerado o principal transmissor nesse ciclo.
  • Ciclo Urbano: Nesse ciclo, os humanos são os principais hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses também é o vetor principal.

A SES ressalta a importância de procurar o serviço de saúde mais próximo quando há sintomas e histórico de viagem para estas regiões.

*Colaborou Glaucia Vaccari  - Com informações da assessoria 

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CLIMA

"Alerta Laranja" segue para todo MS com registro de 12% na umidade relativa do ar

Semana ensolarada promete temperaturas mais altas e baixa umidade em todo o território sul-matogrossense

21/07/2024 14h40

Hidratação é essencial para evitar problemas respiratórios e de pele

Hidratação é essencial para evitar problemas respiratórios e de pele Marcelo Victor | Correio do Estado

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Depois de duas semanas com temperaturas mais baixas o calor retorna em grande parte das cidades de Mato Grosso do sul. Conforme o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), os próximos dias devem registrar sol com poucas nuvens e tempo bastante seco, com previsão de umidade mínima em torno de 20%.

Ainda segundo o Inmet, o domingo (21) registrou mínima de 12% na umidade relativa do ar, o que coloca o Estado em situação de "Alerta Laranja". O alerta é uma classificação utilizada por instituições meteorológicas para indicar um nível de alarme significativo de condições meteorológicas adversas ou de risco para a população.

Geralmente, é o segundo nível mais alto em uma escala e pode representar um perigo moderado a alto para as pessoas e propriedades na área afetada. Por conta do tempo seco, há risco de incêndios florestais, além de problemas respiratórios e ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz.

Hidratação é essencial para evitar problemas respiratórios e de peleMapa mostra várias cidades de MS em alerta laranja - Foto: Divulgação Inmet

Recomendações

A OMS (Organização Mundial da Saúde) preconiza que o ideal é que a umidade do ar oscile entre 60% e 80%.

Com os dias mais secos, algumas doenças, principalmente respiratórias, podem se tornar mais frequentes. Recomenda-se:

  • ingerir bastante líquido ao longo do dia, ou seja, de 2,5 a 3 litros;
  • evitar atividades físicas, principalmente aquelas com exposição ao sol e nas horas mais quentes do dia;
  • hidratar a pele constantemente para evitar ressacamento de pele e/ou dermatites;
  • umidificar o ambiente com equipamentos eletrônicos ou, na ausência do mesmo, utilizar baldes, bacias e outros utensílios domésticos;

Para reduzir os impactos da baixa umidade do ar na saúde, a biomédica Patrícia Pacheco afirma que se manter bem hidratado é fundamental. Manter a higiene nasal também é fundamental para driblar a baixa umidade do ar.

“Além da lavagem nasal, é possível usar soluções salinas em formato de spray nasal para manter as vias nasais limpas e úmidas. Evitar o uso excessivo de descongestionantes nasais é importante, pois eles podem levar ao efeito rebote e piorar a congestão a longo prazo”, alerta a biomédica.

Patrícia Pacheco lembra que, se possível, deve-se evitar a exposição a ambientes com poluição excessiva, como fumaça de cigarro, produtos químicos irritantes e poluentes atmosféricos.

Esses fatores podem agravar problemas respiratórios e causar irritação nas vias aéreas. Para obter mais informações, basta entrar em contato com a Defesa Civil  pelo telefone 199 ou através do 193 - Corpo de Bombeiros. 

Hidratação é essencial para evitar problemas respiratórios e de peleTempo seco se reflete também no solo e nas culturas de produção de alimentos - Foto: Marcelo Victor | Correio do Estado 

Campo Grande 

A temperatura mínima prevista para Campo Grande nesta segunda-feira é de 17°C no início da manhã e a máxima pode atingir os 32°C ao longo do dia. 

De acordo com o Inmet, a umidade deve subir um pouco, algo em torno de 30%, porém, na quinta-feira, o tempo volta a ficar mais seco, com umidade mínima de 20% e termômetros marcando os 33ºC. 

Dourados e Sul do Estado 

Em Dourados, a semana inicia com valores que variam entre 14°C pela manhã e 28°C durante o dia. A umidade relativa continua abaixo dos 30% mas deve cair a partir de quarta e quinta-feira, com previsão de 20%.

Em Ponta Porã, na região sul fronteira, a mínima será de 13°C e a máxima de 27°C. Não há previsão de chuvas e o tempo permanece firme.

Bolsão 

O município de Paranaíba pode apresentar mínima de 19°C e máxima de 33°C nesta segunda-feira. Já Três Lagoas registra variação entre 16°C e 31°C e névoa seca nas primeiras horas do dia. Em ambas as cidades, o tempo seco ainda prevalece com mínima de 20% nos próximos dias. 

Norte

Em Coxim, o cenário é bem parecido com o de outros municípios. A segunda-feira terá mínima de 17°C e a máxima pode chegar aos 34°C, enquanto Camapuã varia entre 18°C e 34°C. A região deve continuar com a umidade bem abaixo do ideal, podendo registrar também mínima de 20%. 

Corumbá e Pantanal 

Na região pantaneira, Aquidauana e Corumbá registram máximas de 33°C nos horários mais quentes do dia, com mínimas respectivas de 13°C e 22°C. Apesar da baixa umidade, a mínima na região será de 40%, podendo reduzir para 20% até quinta-feira (25). 

Em Porto Murtinho, na região sudoeste, a mínima é de 19°C e a máxima de 33°C. De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), a atuação de um sistema de alta pressão atmosférica favorece o tempo quente e seco no Estado.

Além disso, as temperaturas mínimas permanecem mais amenas durante a noite e ao amanhecer, subindo ao longo do dia devido a presença de ar seco.

*Com informações da assessoria

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