Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

LOCOMOÇÃO

Mobilidade urbana de Campo Grande passará por revisão

Prefeitura lançou edital para elaborar novo Plano Diretor de Mobilidade, e readequar transporte
01/05/2020 11:00 - Daiany Albuquerque


 

A Prefeitura de Campo Grande deu início a revisão do Plano de Mobilidade Urbana da cidade, que deverá trazer a atualização das rotas do transporte coletivo e urbano, além de melhorias para os motoristas, como a necessidade de abertura de novas vias. Quando o projeto estiver pronto, ele será tomado como base para futuras licitações que melhorarão a trafegabilidade na Capital.

Em publicação no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), o município abriu seleção para empresa de consultoria em serviço técnico especializado para a revisão do Plano Diretor de Transporte e Mobilidade Urbana (PDTMU). A entrega das propostas será no dia 22 de maio, até as 17h.

Conforme o documento, a empresa será encarregada de: diagnosticar as condições de mobilidade, identificando os problemas enfrentados pelos munícipes; rever os itinerários do transporte coletivo visando propor deslocamentos eficientes, diminuir o tempo das viagens e fortalecer as centralidades urbanas; propor melhoria logística urbana, proporcionando condições adequadas na circulação de cargas e mercadoria; conhecer a evolução da situação da mobilidade urbana e projetar as tendências em diferentes cenários; definir metas e estratégias de ação em curto, médio e longo prazo; alimentar o banco de dados e informações relativas à mobilidade em plataforma do Sistema de Informações Geográficas (SIG); propor e instituir ferramentas de monitoramento, avaliação e controle das condições de mobilidade no município de Campo Grande.

“Essa reavaliação é necessária porque o antigo está vencido e ele precisa ser revisto depois de 10 anos. Esse documento é importante para definir novas vias de corredores de transporte”, declarou a coordenadora da Central de Projetos da prefeitura, Catiana Sabadin Zamarrenho.

O último projeto, que está em vigor atualmente, foi feito em 2015, na gestão do prefeito Gilmar Olarte. A previsão é de que a atualização fique pronta seja publicada em 2022. O contrato com a empresa responsável terá duração de 360 dias e após ele ser entregue ainda precisa ser avaliado pela Câmara Municipal.

O documento é importante para analisar a forma como o campo-grandense se desloca, quais os pontos de estrangulamento do transporte público e do sistema rodoviária e se há necessidade da implantação de novos terminais de ônibus.

O texto influirá diretamente nos próximos processos licitatórios relacionados ao setor. “A abertura de novos condomínios, a ampliação de bairros, o aumento da população, tudo isso influi na mobilidade urbana da cidade e é por isso que precisamos de um estudo que possa prever essas mudanças”.

A atualização é uma contrapartida do município por conta de contratação de financiamento junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Campo Grande se propõe a utilizar parte dos recursos para efetuar pagamentos de despesas elegíveis do Programa de Desenvolvimento Integrado  – Viva Campo Grande II.

Este será o primeiro projeto após a inauguração da nova 14 de Julho, que agora não faz mais parte do corredor de ônibus, além de ter perdido uma faixa de carros e os estacionamentos de ambos os lados. Alterações previstas no projeto Reviva Centro.

Seleção

O estudo deverá contemplar as conexões entre a área urbana da Capital e os distritos, Anhanduí e Rochedinho. As empresas interessadas deverão apresentar ofício com todos os dados e contatos dela, além de informações que demonstrem que estão “qualificadas para prestar os serviços”. A escolha, conforme a prefeitura, será baseada na experiência da candidata na elaboração de Plano de Mobilidade Urbana ou Plano de Transporte Coletivo Urbano, em cidades de porte igual ou superior ao de Campo Grande.

As selecionadas respeitarão os procedimentos estabelecidos pelo BID, sendo possível a participação de licitantes de todos os países elegíveis. “As listas curtas deverão conter seis empresas com ampla distribuição geográfica, sendo vedado mais que duas de cada país-membro do Banco”.  

Conforme o jornal Correio do Estado antecipou no ano passado, município pretende investir em torno de R$ 1,5 milhão no novo plano.

 

Felpuda


Embora faltem 26 dias para as eleições, a bolsa de apostas nos meios políticos já está em alta.

Dois nomes estão sendo apontados como favoritos para disputarem o segundo turno.

Isso acontecendo, há quem garanta que um deles receberia total apoio de antiga liderança e de todo o seu grupo, que hoje estão em lados opostos.

Vai longe o tempo em que o objetivo era tão somente o bem comum...