Cidades

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Morador de rua detido em confronto é liberado após vaquinha para pagar fiança

Morador de rua detido em confronto é liberado após vaquinha para pagar fiança

Agência Brasil

18/06/2013 - 16h30
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Um morador de rua detido durante o confronto entre policiais e manifestantes em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) ontem (17) foi liberado após o pagamento da fiança de R$ 700. Os advogados que se ofereceram para a defender os detidos organizaram uma "vaquinha" e até pediram dinheiro a pessoas que passavam na rua para completar o valor.
"Eu estava saindo de onde eu moro, na Praça XV, e vi a polícia botando o pessoal para correr, e eu me assustei também. Quando eles me viram correndo, deram um tiro, eu me abaixei. Aí eles me algemaram e me trouxeram para cá", disse Nilton dos Santos, 23 anos, que vai responder por formação de quadrilha.

O delegado adjunto da 5ª Delegacia de Polícia, Antonio Ferreira Bonfim Filho, disse que os presos foram flagrados cometendo crimes. Ainda segundo ele, apesar de responderem pelo que foram autuados, a investigação pode desqualificar as acusações em um segundo momento. Três presos, acusados de furto qualificado no fim da passeata, foram transferidos para o Complexo Penitenciário de Gericinó, antigo Complexo de Bangu. Entre eles, há uma mulher. Como foram acusados de crime inafiançável, não puderam ser libertados como dez detidos, que pagaram fiança.

Para o advogado Rodrigo Montego, da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ), as prisões foram feitas de forma arbitrária. "Ele [Nilton dos Santos] mostra isso, um morador de rua que não conhece ninguém e não tem relação com nenhum dos universitários que foram presos". Ainda segundo Montego, nenhum dos universitários se conhecia. Após o confronto, eles foram detidos em pontos diferentes da cidade, inclusive em pontos de ônibus e fazendo registros dos danos.

A Agência Brasil entrou em contato com a Polícia Militar (PM) e aguarda posicionamento do órgão. Por meio de nota atualizada na manhã de hoje, a PM do Rio se limitou a informar que cinco policiais foram feridos nos ataques à Assembleia Legislativa.

A passeata realizada ontem (17) no Rio reuniu 100 mil manifestantes, segundo a PM, que atravessaram, de forma pacífica, a Avenida Rio Branco, da Candelária à Cinelândia. Parte deles se dirigiu à Alerj e um grupo de menos de 100 pessoas queimou carros, causou danos a estabelecimentos comerciais vizinhos e pichou o Paço Imperial. O prédio da Assembleia Legislativa foi o mais depredado.

CAMPO GRANDE

Operação fecha lojas com produtos falsificados de grandes marcas

A ação tem como foco fiscalizar os estabelecimentos que comercializam eletrônicos de marcas como Apple e Samsung. As lojas ficam na rua 14 de julho, entre a 15 de novembro e a Avenida Afonso Pena

09/06/2026 12h00

Este é o segundo dia consecutivo que o Procon e a Decon fiscalizam as lojas no centro de Campo Grande

Este é o segundo dia consecutivo que o Procon e a Decon fiscalizam as lojas no centro de Campo Grande Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

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Uma operação interditou duas lojas, na rua 14 de julho, entre a 15 de novembro e Avenida Afonso Pena, na região central de Campo Grande. O foco da ação é a fiscalização de eletrônicos, jogos, ferramentas das marcas Apple, JBL, Samsung, Motorola, Playstation, Makita, Nintendo, Pop Mart, Stanley e SanDisk. 

Durante a manhã desta terça-feira (9), os peritos criminais documentaram a exposição à venda desses produtos, por causa do indício de falsificação. Os itens foram apreendidos por representação das marcas. Uma das lojas se chama Mega Variedades Atacado e Varejo e a outra, que fica quase ao lado, nem nome possui na fachada.

A operação foi realizada pelo Procon, Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon), Polícia Científica e representantes das marcas que denunciaram as vendas de produtos falsos.

O Procon notificou uma das lojas por descumprir regras do código de defesa do consumidor, indícios de contrafação dos materiais apreendidos e ausência de preços em alguns produtos. Após a apreensão, todos os itens serão encaminhados para Receita Federal. 

No caso dos autos de infração do Procon, as empresas têm 20 dias para apresentarem defesa.

De acordo com o delegado da Decon, Wilton Vilas Boas, foram as próprias empresas que se sentiram prejudicadas com a venda dos produtos falsificados, então denunciaram os estabelecimentos ao Procon.

"As operações são feitas de forma pontual. Vários equipamentos de celular, capas e outros produtos falsificados foram apreendidos. São vários locais, isso é muito cultural, então a gente faz na medida do possível e todos os locais vão ser fiscalizados", disse o delegado.

Este é o segundo dia consecutivo que o Procon e a Decon fiscalizam as lojas no centro de Campo Grande
Delegado titular da Decon, Wilton Vilas Boas / Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

Vilas Boas afirma que, com a venda de produtos falsificados, ocorre a sonegação de imposto, causando concorrência desleal.  "As marcas é que investem em uma tecnologia para fazer um produto de qualidade e a maioria desses produtos apreendidos não tem qualidade nenhuma e é um risco para a população também". 

As investigações continuam para apurar a origem desses produtos e quem são os fornecedores. Além das mercadorias ilegais, a fiscalização também verificou que há risco de incêndio, então o Corpo de Bombeiros será acionado para verificar esta situação.

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POLÍTICA

Carlão propõe o fim da reeleição para presidência da Câmara de Campo Grande

Vereador afirma que pretende discutir mudança no regimento interno para impedir reconduções consecutivas ao comando do Legislativo a partir da próxima legislatura

09/06/2026 11h15

Vereador Carlão defende retomada de regra que impede reeleições consecutivas para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande.

Vereador Carlão defende retomada de regra que impede reeleições consecutivas para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande. Marcelo Victor

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O vereador Carlão afirmou que pretende defender o fim da reeleição para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande a partir da próxima legislatura. A declaração foi dada na manhã desta terça-feira (9), durante coletiva de imprensa. 

Segundo o parlamentar, a proposta ainda será discutida com os demais vereadores e partidos.

"Estou com a ideia de colocar em mesa a apreciação dos novos partidos para não ter mais a reeleição. Vou tentar convencer o Papy também, porque daí vai alternar”, afirmou.

Carlão destacou que a eventual mudança nã afetaria o atual presidente da Câmara, vereador Papy, que continua apto a disputar a recondução ao cargo. 

“Na próxima legislatura, o presidente pode ser uma vez, aí outra vez já tem que ser outra pessoa”, declarou.

O vereador lembrou ainda que já presidiu a Câmara por dois mandatos consecutivos e defendeu a alternância de poder como forma de ampliar a participação na condução do Legislativo Municipal 

Durante a coletiva de imprensa, Carlão afirmou que a proposta busca resgatar uma regra existente quando ingressou na Câmara, em 2009. "Eram 21 vereadores e o presidente não poderia ser reeleito", recordou. 

Apesar da defesa da mudança, o parlamentar avaliou que a antecipação da eleição da Mesa Diretora para outubro não deve alterar o cenário atual. Segundo ele, a gestão de Papy tem aprovação entre os vereadores e a tendência é de manutenção da composição que hoje comanda a Casa.

A eleição para definir a Mesa Diretora da Câmara Municipal para o próximo biênio deve ocorrer entre outubro e dezembro deste ano, conforme determinação judicial que anulou a escolha realizada antecipadamente em julho do ano passado.

 

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