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INACESSIBILIDADE

Moradores da Capital e interior ainda precisam lidar com a falta de acessibilidade

Apenas alguns pontos específicos da Capital, que foram modernizados, possuem transitabilidade correta
04/03/2021 10:43 - Naiara Camargo


Pessoas com deficiência (PcD) que andam pelas ruas de Campo Grande precisam conviver com a inacessibilidade. Deficientes visuais e deficientes físicos relatam enfrentar dificuldades diariamente nas vias da capital.

Indivíduos com deficiência visual precisam lidar com desníveis e buracos em ruas e calçadas, rampas inadequadas ou até mesmo inexistentes, travessias sem a devida sinalização e ausência de pisos táteis, guias, sistemas sonoros e placas em Braille.

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Já pessoas com deficiência física correm o risco de bater de frente com ruas e calçadas desniveladas e emburacadas, rampas indignas e falta de elevadores adequados.

A avenida Calógeras, entre a Maracaju e Dom Aquino, na região central da cidade, encontra-se em situação desonrosa para o público com deficiência.

Calçadas estão em péssimo estado, com buracos, rachaduras, desníveis e até vegetações nascendo. Algumas estão sem pisos táteis e esquinas não possuem rampas.

Mirella Ballatore Holland Tosta, artesã e aposentada, possui uma doença rara conhecida como “ossos de cristal”. É presidente da Associação de Mulheres com Deficiência de Mato Grosso do Sul (AMDEFMS). Além disso, luta em defesa da acessibilidade e direitos.

Ela conta que já caiu no Centro da Capital, em uma calçada irregular na Rui Barbosa entre a Sete de Setembro e Quinze de Novembro, há cerca de 25 anos. “Eu já era cuidadosa e, desde então, fiquei mais cuidadosa ainda”, narra.

Além disso, revela que uma rampa pode ser mais arriscada do que um degrau. “Mal feita, com inclinação errada e com declive errado. Não pode ser qualquer tipo de rampa” .

Ballatore pontua que a acessibilidade, seja em Campo Grande, no interior ou no resto do país, não é pontual e sim uma regra. “Avançamos muito em Campo Grande, mas ainda há muito a ser feito, tanto pelos órgãos públicos, quanto pela sociedade civil. Estamos lutando e estamos avançando. Mas é uma luta constante”, complementa.