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PANDEMIA

Marcos Trad anuncia que irá recolher moradores de rua por conta do coronavírus

SAS havia informado anteriormente que tirá-los da rua feria a constituição federal
24/03/2020 18:15 - Fábio Oruê


 

Vulneráveis ao novo coronavírus, as pessoas em situação de rua serão recolhidas, em Campo Grande, conforme anunciou, na tarde de hoje (24), o prefeito Marcos Trad, durante transmissão em sua página no Facebook. A Secretaria Municipal de Assistência Social havia informado ao Correio do Estado ontem que não iria retirá-los das ruas, somente acompanhá-los.

“A partir de amanhã, nós vamos trazer uma notícia muito positiva, de atenção, carinho e cuidado para, de uma vez por todas, tirar das ruas aqueles que optaram por viver nelas”, disse o prefeito, que não deu detalhes de como será o processo de remoção. 

Os pormenores devem sair em um decreto publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) ou anunciada na próxima transmissão, que deve acontecer na tarde desta quarta-feira. 

A situação dos moradores de rua foi questionada desde o salto do número de casos confirmados e ainda em investigação do novo coronavírus e do toque de recolher decretado pela prefeitura.

 
 

MUDANÇA 

Como publicou o Correio do Estado na segunda-feira, a SAS informou que não poderia removê-los porque é uma escolha de cada pessoa ali, conforme assegurado no artigo 5º da Constituição Federal, que “garante a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”.

Apesar de não internar ou retirar da rua essas pessoas, a pasta elaborou um plano de ação e trabalha de forma contínua e diariamente nos locais de concentração de pessoas em situação de rua, priorizando a saúde dos mesmos.

Nas ruas é possível encontrar quem teme o coronavírus e precisa de ajuda. “Ouvi falar que está matando bastante gente [...] Mas estou acostumada”, disse uma moradora de rua, de 37 anos, que se disse conformada com a situação que vive. 

Parceiro dela, de 41 anos, também se adaptou com a vida na rua. “É só mais uma doença, se fosse para morrer eu já tinha morrido”, disse ele.

 

Felpuda


Comentários ouvidos pela “rádio peão”, em ondas curtas, são de que figurinha só ganharia apoio dos colegas caso pessoa agregada fosse “curtir a aposentadoria” de uma vez por todas. Como seu acordo político acabou naufragando nesta campanha, agora dito-cujo estaria querendo recuar e não ceder o lugar. 

Isso até poderia acontecer, se não fosse a sua, digamos, eminência parda. Afe!