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Morre ex-presidente Carlos Andrés Pérez aos 88 anos

Morre ex-presidente Carlos Andrés Pérez aos 88 anos

ESTADÃO

26/12/2010 - 00h35
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O ex-presidente da Venezuela Carlos Andrés Pérez, que faleceu no sábado, 24, aos 88 anos em Miami de um enfarte, nacionalizou a indústria petrolífera e criou as empresas públicas de aço e alumínio, e foi o primeiro governante a ser reeleito e a não terminar um mandato ao ser cassado pelo Congresso.

Pérez nasceu em Rubio, um povoado situado na cordilheira andina, muito perto da fronteira colombiana, em 27 de outubro de 1922, e foi presidente da Venezuela em duas ocasiões: de 1974 a 1979 e de 1989 a 1993.

Décimo primeiro dos 12 filhos de um modesto cafeicultor de origem colombiana, em 1938 se incorporou ao Partido Democrático Nacional (PDN), criado no ano anterior pelo advogado e jornalista Rómulo Betancourt Bello e do qual depois surgiria Ação Democrática (AD).

Em 1946 foi eleito deputado da Assembleia do estado de Táchira e da Câmara dos Deputados do Congresso Nacional. Em novembro de 1948 foi detido junto a vários ministros do Governo constitucional de Rómulo Gallegos, e após permanecer um ano na prisão modelo de Caracas, em 1949 foi expulso do país.

Viajou para Curaçau e depois para Bogotá, mas em 1949 as autoridades colombianas o puseram na fronteira venezuelana, onde foi detido por ter conspirado da Colômbia contra o regime militar da Venezuela.

Posteriormente, foi expulso do país pelo Governo militar de Marcos Pérez Jiménez para o Panamá, e dali viajou para Cuba, onde estava asilado Rómulo Betancourt.

Derrubado em Cuba o Governo de Carlos Prio Socarrás, viajou à Costa Rica, onde seguiu os estudos de Direito e trabalhou como jornalista.

Em 1958, após a queda de Pérez Jiménez, retornou à Venezuela e se dedicou à reorganização de seu partido, o Ação Democrática.

Durante a segunda Presidência de Rómulo Betancourt (1959-1964), desempenhou o cargo de diretor-geral do Ministério de Relações Interiores e enfrentou os grupos guerrilheiros que, inspirados na revolução cubana, operavam no país.

Em 1973 foi o candidato do AD às eleições presidenciais, que ganhou por uma ampla margem.

Durante seu primeiro Governo, que começou em 1974 e terminou em março de 1979, nacionalizou a indústria petrolífera (1976), desenvolveu a indústria do alumínio e aumentou a produção de aço, tudo isso ao mesmo tempo em que caíam os índices de desemprego.

Impedido pela Constituição da Venezuela a aspirar a um novo mandato durante dez anos, em 1987 Pérez derrotou outros candidatos do AD e em 4 de dezembro de 1988 voltou a ganhar as eleições presidenciais para se transformar no primeiro venezuelano eleito em duas ocasiões como chefe de Estado.

Duas semanas após subir à Presidência, em 17 de fevereiro, assumiu um plano de austeridade muito rigoroso, propício pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que desencadeou no final do mês um levantamento popular.

A crise foi sufocada a sangue e fogo pelo Exército, que provocou centenas de mortos.

Em 4 de fevereiro de 1992 superou uma primeira tentativa de golpe de Estado liderado pelo então tenente-coronel Hugo Chávez, atual presidente venezuelano, e uma segunda tentativa do mesmo grupo de militares em 27 de novembro do mesmo ano.

Em 26 de maio de 1993, com sua popularidade muito debilitada, a Corte Suprema de Justiça ordenou seu processo por supostas irregularidades no manejo de fundos da verba secreta, um fato sem precedentes na história venezuelana.

Em agosto desse mesmo ano, Pérez foi cassado pelo Congresso, com o que se tornou o primeiro governante do período democrático, que começou em 1958, a não terminar um mandato.

Aos 18 de maio de 1994 a Corte Suprema de Justiça ordenou sua detenção preventiva e esse mesmo dia foi levado para a penitenciária do Junquito, a 20 quilômetros de Caracas.

Foi expulso do partido Ação Democrática (AD), o que pôs fim a 57 anos de militância, e em julho de 1994 passou à situação de prisão domiciliar.

Pérez voltou à cena política em março de 1997, quando apresentou seu novo partido, o Movimento de Abertura e Participação Nacional, mas em abril de 1998 um tribunal ordenou sua prisão domiciliar por novas acusações de enriquecimento ilícito supostamente cometido em seu segundo mandato.

Desta vez, Pérez e sua companheira, Cecilia Matos, foram acusados de ocultar dinheiro público em contas abertas em Nova York.

Devido a esse caso, Pérez saiu da Venezuela e viveu como foragido da justiça entre Miami, Nova York e República Dominicana.

Casou em 1948 com sua prima Blanca Rodríguez Rodríguez, com a qual teve 6 filhos. Posteriormente, se casou com Cecilia Mats, com quem tinha duas filhas.


 

Concursos

Campo Grande terá concurso de 2 mil vagas para cargos efetivos da Semed

Os cargos serão para setores administrativos com salários de R$ 1,9 mil

04/03/2024 18h45

Fotos: João Gabriel Vilalba

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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP) publicou ontem decreto que autoriza a realização de um concurso público para a contratação de mais de 2 mil profissionais para a Secretaria Municipal de Educação (Semed). Os cargos efetivos são para a atuação nos setores administrativos das escolas. Os salários chega a R$ 1,9 mil.

Segundo a prefeita, o pedido deste concurso para área da educação especial, já foi ato de protesto na Câmara de Vereadores em 2023. Na época, pais e responsáveis reclamavam sobre o déficit de profissionais na área da educação. 

Entre as vagas previstas estão as de Assistente de Educação Infantil, Assistente de Inclusão Escolar, Merendeiro, Assistente Administrativo II, Monitor de Alunos, Motorista de Transporte Escolar, entre outras.

Ainda de acordo com a prefeita, dois Projetos de Leis do Executivo foram encaminhados à Câmara Municipal, um para ampliação de vagas, e outro para a criação do cargo de Assistente de Educação Infantil (AEI).

O documento assinado na tarde de hoje (4), deve formalizar o certame, previsto para ocorrer ainda neste ano. A abertura deste concurso tem como público-alvo os 4,4 mil alunos da educação especial. A prefeita ainda relatou que será realizada uma seleção temporária de assistentes  de educação infantil. 

“Estamos hoje apresentando uma solução para área da educação. Desde de 2023 não havia concursos para este cargo, por isso estamos assinando esse decreto e vamos encaminhar a Câmara Municipal para apreciação dos pais com necessidade urgente para que consigamos atender o público-alvo da educação especial da Capital”, relatou Adriane Lopes.  

A solicitação foi entregue diretamente para o presidente da Câmara, Carlão (PSB). Em rápida entrevista, ele disse que caso o documento chegue à Casa Legislativa até amanhã (5), a votação será realizada na quinta-feira (7).

O decreto

Conforme o Decreto n. 15.848, publicado em edição extra do Diário Oficial de Campo Grande: “Fica autorizada a realização de Concurso Público de Provas para Cargos Efetivos no Quadro Permanente de Pessoal da Secretaria Municipal de Educação de Campo Grande – SEMED/2024, exceto cargos do grupo do magistério.
Cabe à Secretaria Municipal de Gestão, através de Comissão constituída para esse fim, executar os procedimentos referentes à realização do Concurso Público, conforme discriminado no art. 1º, observando os dispositivos da legislação vigente. Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação”.
 

 

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Campo Grande

Professor que teve entrada negada em escola será transferido para outra unidade pela SED

A Secretaria Estadual de Educação disse que irá investigar a conduta tomada pela direção da unidade escolar

04/03/2024 17h40

O professor disse que estava lotado em Bonito, revogou as aulas para vir lecionar em Campo Grande, convocado pelo CEESPI, no dia 1º de março Reprodução Arquivo

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Após o professor Fábio Oliveira Rodrigues, publicar um vídeo por meio de suas redes sociais, denunciando que não conseguiu assumir a vaga de convocado por ter a entrada proibida pelo diretor, a Secretaria de Educação (SED), informou que está apurando a conduta adotada pela direção da unidade, em Campo Grande.

"A SED informa que vai averiguar a conduta adotada pela direção da unidade escolar, uma vez que o processo seletivo gerou uma classificação dos profissionais para a lotação nas vagas conforme escolha dos aprovados. A pasta destaca, ainda, que o referido profissional foi atendido pela equipe responsável pelo processo e que já fez a opção pela lotação em outra unidade escolar, para o exercício da função na REE", diz a nota.

Entenda

O vídeo foi publicado nesta segunda-feira (4). Nele, o professor mostra a designação de atestado de vaga emitido pelo Centro Estadual de Educação Especial e Inclusiva (CEESPI), mas, quando tentou assumir o posto, foi impedido de adentrar na instituição de ensino.

Além disso, o professor disse que estava lotado em Bonito, revogou as aulas para vir lecionar em Campo Grande, convocado pelo CEESPI, no dia 1º de março. No mesmo dia, ele veio até a Capital e assinou o termo de atestado da vaga, assim como a ficha de designação.

"A designação é dizendo, escola, você é obrigado a alocar o professor no sistema para que ele receba pelo seu trabalho. Esse é a grosso modo. Eu cheguei aqui na segunda-feira, por volta de dez e meia da manhã, fui atendido pelo diretor da escola e pela coordenadora pedagógica. E os dois me atenderam e disseram, não queremos você aqui, não te quero aqui", disse o professor. 

Ainda, durante a conversa, o diretor teria dito que enviou um e-mail informando que não queria o profissional na escola. Diante da negativa, o educador solicitou acesso aos documentos e teve o pedido recusado. "Ele não me emitiu nenhum documento, também não elaborou ata, e eles têm que protocolar", explicou Flávio. 

Diante da recusa, o professor acionou a polícia e foi orientado a registrar um boletim de ocorrência. 

 

 

 

 

 

 

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