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Morre Pernambuco do Pandeiro, um dos fundadores do Clube do Choro de Brasília

Morre Pernambuco do Pandeiro, um dos fundadores do Clube do Choro de Brasília

AGÊNCIA BRASIL

09/07/2011 - 16h35
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Morreu na madrugada de hoje (9), perto de fazer 87 anos, o percussionista e compositor Pernambuco do Pandeiro. Ele estava internado há uma semana e morreu em decorrência da falência múltipla de órgãos.

Em depoimento à Rádio Nacional, gravado em 2008, Inácio Pinheiro Sobrinho (nome de batismo) lembrou que faz parte da história de Brasília, onde chegou em 1959, a convite do presidente Juscelino Kubitschek, para tocar na Rádio Nacional.

Junto com outros músicos que eram funcionários públicos e foram transferidos para a capital, como Avena de Castro, Nilo Costa, Tio João, Hamilton Costa, Neuza França e Odete Ernest Dias, começaram as reuniões musicais nas próprias casas dos “chorões”.

Na década de 70, começaram as apresentações públicas. O então governador Elmo Serejo Farias assistiu a uma delas e cedeu as instalações de um antigo vestiário do Centro de Convenções para as reuniões dos músicos. A partir daí, foi fundado o Clube do Choro de Brasília no dia 09 de setembro de 1977.

Pernambuco do Pandeiro começou a carreira na década de 1940, no Rio de Janeiro, com apresentações na Rádio Clube Fluminense em Niterói e nas boates Dancing Brasil e Farolito.

Depois, passou a integrar o regional de César Farias, pai de Paulinho da Viola. Também tocou com Pixinguinha e Benedito Lacerda na Rádio Tupi. Na década de 50, criou seu próprio conjunto, quando lançou Hermeto Pascoal.

Percorreu vários países divulgando a música brasileira e tocou também no conjunto que acompanhava Waldir Azevedo. Ainda em Brasília, em 1982, apadrinhou e deu o nome à dupla Dois de Ouro, formada por Hamilton de Holanda – na época com seis anos de idade – e o irmão, Fernando César.

O velório será amanhã, no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília, a partir das 10h, na Capela 10. O enterro está marcado para as 15h30min.

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Procedimento para mudar cor dos olhos não é recomendado por médicos brasileiros

Especialista pontua que a córnea é uma região que não possui vasos sanguíneos, o que faz o sistema imunológico ser limitado e mais vulnerável a contaminações

04/03/2024 22h00

Reprodução: Flickr

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Com as novas tecnologias e procedimentos estéticos, é possível mudar praticamente tudo em nosso corpo, até mesmo a cor dos olhos. No entanto, nem todo tipo de modificação é indicada por médicos, ainda mais quando estamos falando de práticas invasivas.

Nas últimas semanas, circularam vídeos na internet de uma modelo brasileira que se submeteu a uma técnica cirúrgica chamada de ceratopigmentação, ou tatuagem da córnea, para ficar com os olhos azuis. Esse método é conhecido no meio oftalmológico para tratar esteticamente lesões na córnea de pacientes que não enxergam, para melhor a aparência ocular alterando a pigmentação da íris.

"Quando falamos em ceratopigmentação, existem algumas técnicas. A mais consagrada, que é mais utilizada aqui no Brasil, é a ceratopigmentação natural, que funciona como uma tatuagem na córnea. E como qualquer procedimento na córnea, quando você faz a tatuagem, você faz micro machucados que podem trazer dor, inflamação, além de ser uma porta de entrada para bactérias e fungos. O maior risco é a infecção mesmo, sendo a principal complicação", explica Emerson Fernandes e Castro, oftalmologista do Hospital Sírio-Libanês.

O especialista pontua que uma infecção na córnea pode ser muito grave, pois é uma região que não possui vasos sanguíneos, o que faz o sistema imunológico ser limitado, sendo mais vulnerável a contaminações. Dependendo da infecção, o paciente pode até perder a visão.

Leonardo Marculino, oftalmologista do Hospital Cema, que já realizou a ceratopigmentação utilizada no Brasil, esclarece que há também outra forma de realizar o procedimento, que envolve a aplicação de laser na íris para mudar a cor dos olhos.

"Esse procedimento não é feito em São Paulo, existem estudos pensando em passar a realizá-lo aqui, mas ainda não existe um método seguro para isso", pontua Marculino.

O médico cita que essa cirurgia pode acarretar diversos problemas oculares, incluindo o desenvolvimento de glaucoma, descompensação da córnea e até mesmo a necessidade de um transplante de córnea. Os riscos associados a essa técnica são consideráveis e podem resultar em complicações sérias para a saúde ocular.

"Depende do pigmento que você colocou, pode até ter restrição para fazer ressonância nuclear magnética. Tem algumas tintas que têm metais pesados como ferro, mesmo em algumas tatuagens, que podem trazer alterações no campo magnético e distorcer a imagem de quando você vai fazer uma ressonância", completa Emerson Fernandes e Castro.

NOVA TÉCNICA FRANCESA DE CIRURGIA REFRATIVA

O método de modificar a cor dos olhos que viralizou nas redes sociais é o utilizado pela clínica oftalmológica francesa New Vision, a única que realiza esse tipo de cirurgia na França. Segundo o site deles, lá é utilizado a técnica a laser FLAAK, que permite a ceratopigmentação para mudança de cor dos olhos e é compatível com cirurgias refrativas para correção da visão, como LASIK, PKR, implantes intraoculares, entre outros.

"Essa técnica FLAAK nada mais é do uma pigmentação assistida por laser, o mesmo utilizado para fazer cirurgia de miopia, que é muito sofisticada. Mas usar esse método para colorir o olho e a córnea, eu acho que tem muito problema", conta o o oftalmologista do Hospital Sírio-Libanês.

"Quando você tem um problema no fundo do olho, para o médico enxergar o fundo do olho, é preciso dilatar a pupila. Mas no caso desses pacientes, terá uma dificuldade em acessar esse fundo do olho, então se tiver algum problema, isso dificulta a análise. É muito complicado pigmentar a córnea, porque a gente não sabe no médio e longo prazo o que vai acontecer, então eu vejo isso com preocupação", explica

Em um recente estudo sobre esse método, realizado pelo departamento de oftalmologia do Boston Medical Center, avaliou a segurança e satisfação de pacientes submetidos ao laser para mudança de cor dos olhos. A maioria dos deles experimentou sintomas leves e transitórios após a cirurgia, que se resolveram completamente sem complicações graves.

Embora o FLAAK pareça ser uma opção segura e eficaz, segundo a análise, os pesquisadores deixam a ressalva de que é necessário estudos futuros com amostras maiores para uma avaliação mais abrangente de sua segurança e eficácia.

Especialistas brasileiros não recomendam tal procedimento para modificar a cor dos olhos saudáveis, já que pode trazer muitos problemas para a visão. O CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) recomenda a realização apenas em casos em que a córnea está comprometida. O CFM (Conselho Federal de Medicina) não autoriza o uso do método para fins estéticos em pacientes com a visão sadia.

Cidades

'Não há descriminalização de coisa alguma', diz Barroso sobre julgamento de drogas no STF

Corte decidirá sobre a quantidade de droga que será considerada para porte ou tráfico, não sobre a penalidade

04/03/2024 20h00

Carlos Moura/SCO/STF

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Em meio à retomada do julgamento sobre o porte de drogas para uso pessoal, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, afirmou que a corte vai decidir sobre a quantidade de droga que será considerada para porte ou tráfico, não sobre a penalidade.

Isso porque o Congresso, segundo o ministro, já teve a "decisão feliz" de não prever pena de prisão para usuários.

"Primeira coisa que eu espero é que a notícia seja dada de forma correta. Não há descriminalização de coisa alguma", disse Barroso nesta segunda-feira (4) em evento da PUC em São Paulo.

O ministro disse que atualmente cabe às forças de segurança decidirem se a pessoa encontrada com droga será considerada usuária ou traficante, o que ele considera um problema.

"Como ela não está na lei, quem faz essa definição é a polícia. E o que se verifica é que há um critério extremamente discriminatório. Dependendo do bairro, de classe média alta ou de periferia, a mesma quantidade recebe um tratamento diferente."

A afirmação de Barroso acontece a dois dias de o STF retomar, na quarta (6), o julgamento sobre o porte de drogas para uso pessoal.

"O que o Supremo quer fazer é ter uma regra que valha para todo mundo e que não seja definida pelo policial no ato da prisão. Portanto, não tem nada a ver com descriminalização, tem a ver com impedir uma injustiça e impedir a discriminação entre pessoas", disse o ministro.

O julgamento, iniciado em 2015, teve interrupções e voltou ao plenário da corte em agosto do ano passado, quando foi paralisado novamente por um pedido de vista (mais tempo para análise) do ministro André Mendonça, que deve ser o primeiro a votar na retomada.

A ação pede que seja declarado inconstitucional o artigo 28 da lei 11.343/2006, a Lei de Drogas, que considera crime adquirir, guardar e transportar entorpecentes para consumo pessoal e prevê penas como prestação de serviços à comunidade.

Votaram nesse sentido os ministros Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Edson Fachin, Rosa Weber (já aposentada) e Alexandre de Moraes.

O único que divergiu parcialmente foi o ministro Cristiano Zanin. Para ele, a conduta não deve ser descriminalizada, mas o usuário que estiver com até 25 g de maconha não poderá ser preso. Não houve deliberação sobre outras drogas.

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