O mês de janeiro deste ano foi trágico no trânsito de Campo Grande. Foram 12 mortes, o que representa aumento de 300% em relação ao mesmo período do ano passado, quando três pessoas morreram em acidentes automobilísticos na Capital, de acordo com a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran). As principais causas são imprudência e excesso de velocidade.
Conforme o Placar da Vida, que monitora a violência no trânsito no município, acidentes mataram sete motociclistas, três ciclistas e dois pedestres em janeiro deste ano. No mesmo período do ano passado, foram dois motociclistas (aumento de 250%) e um ciclista (200%). Já de pedestre não tinha ocorrido nenhuma morte em janeiro do ano passado.
Para o comandante da Companhia Independente de Polícia de Trânsito (Ciptran), tenente coronel Alírio Villasanti Romero, o crescimento assustador da violência no trânsito deve-se à má conduta dos motoristas. A principal causa das mortes é o excesso de velocidade.
Irresponsabilidade
Villasanti afirma que pessoas não habilitadas e jovens, na faixa etária de 18 a 25 anos, se envolvem mais em acidentes graves. Este é o caso do adolescente Christian da Silva Costa, 16, que morreu em outro acidente no final do mês passado no macro anel rodoviário de Campo Grande. Conforme a Polícia Civil, ele conduzia uma motocicleta, apesar de não ter carteira de motorista, e colidiu com outra moto ao realizar uma ultrapassagem.
Para mudar esses números, Villasanti afirma que só com conscientização dos motoristas, que devem respeitar as regras de trânsito. Para comprovar o desrespeito, ele cita que 13 morreram no ano passado em cruzamentos semaforizados, porque um dos envolvidos não respeitou a sinalização.


