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PERTO DO NATAL

Mortes por Covid-19 em Mato Grosso do Sul estão no maior patamar da pandemia

Ontem foram confirmados mais 26 óbitos e média móvel está em 18,3 nos últimos sete dias
22/12/2020 09:30 - Daiany Albuquerque


Mato Grosso do Sul chegou ao maior patamar de média de mortes por Covid-19 desde o primeiro caso registrado no Estado, em março deste ano. 

Com os 26 óbitos apresentados no boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), a média móvel chegou a 18,3 nos últimos sete dias.

“Nossa média móvel subiu como nunca, 18,3 nos últimos sete dias. Se esse número não te assusta, não sei o que irá assustar”, declarou a secretária-adjunta de Saúde do Estado, Crhistinne Maymone, durante transmissão para apresentação dos dados do novo coronavírus.

Geraldo Resende, secretário estadual de saúde, alertou que, além do aumento das mortes, a ocupação de leitos continua alta e que as vagas podem não ser suficientes se o número de pacientes continuar aumentando.  

“Os jovens continuam saindo, fumando narguilé, tomando tereré, e vão ser responsáveis pela morte dos seus familiares. Vai chegar no momento que não vai ter mais leitos para essas pessoas, disse o secretário. 

"De agora para frente, se não houver uma resposta coletiva da população e de quem precisa pedir medidas mais rígidas, que são os prefeitos, vamos chegar no colapso da nossa rede de saúde nos próximos dias”, completou Resende.

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BOLETIM

Do total de mortes apresentadas ontem, 15 foram em Campo Grande, cidade mais afetada pela pandemia no Estado e que já perdeu 938 moradores desde o início. 

Outras quatro vítimas eram de Dourados, além de dois de Aquidauana e um em Batayporã, Dois Irmãos do Buriti, Maracaju, Bonito e Aral Moreira.

Nesta segunda, conforme dados do boletim epidemiológico, 658 pessoas estavam internadas com Covid-19 em Mato Grosso do Sul. Esse número, porém, não leva em consideração os dados de pessoas que também estão internadas com suspeita da doença.

“Eu me sindo inconformado com esses números, com a pouca colaboração das pessoas às medidas de distanciamento. O que nós estamos colhendo é o que plantamos e certamente vai ser um número expressivo nesse final de ano e em janeiro”, continuou o titular da SES.

Entre os internados, 362 estavam em leitos clínicos (222 na rede pública e 140 na rede privada) e 296 em vagas de unidade de terapia intensiva (209 na rede pública e 87 na privada).

Ontem, o Estado confirmou mais 726 episódios da doença e agora são 122.187 casos registrados desde o início da pandemia. A média móvel dos últimos sete dias é de 1.172,3. Desse total, 2.077 pessoas morreram em decorrência da doença em Mato Grosso do Sul.

COLAPSO

De acordo com dados do programa Mais Saúde, do governo do Estado, dos leitos críticos destinados aos pacientes mais graves em Campo Grande, poucos ainda estavam vagos e a ocupação era acima de 90% na maioria dos hospitais, públicos e privados.

A prefeitura e o governo se comprometeram a abrir até o dia 31 de dezembro mais 30 vagas em UTIs na Capital, que está na macrorregião com a maior ocupação de leitos do Estado. Segundo dados de ontem do governo do Estado, a região tinha 111% de lotação. 

Esse valor é resultado do acréscimo de leitos ainda não pactuados com o governo federal, mas que foram abertos por causa da grande demanda que a cidade enfrenta.

Do porcentual em uso, 59% eram ocupados por casos confirmados da Covid-19 e outros 4% por suspeitos da doença. As outras enfermidades eram responsáveis por 48% das internações na macrorregião.

Dourados também vive um momento complicado, com 90% das vagas no Sistema Único de Saúde (SUS) preenchidas, e a maioria por casos confirmados ou suspeitas do novo coronavírus (32% e 14%, respectivamente. As outras doenças são responsáveis por 44% das vagas.

Por causa dessa situação, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul ingressou com uma ação civil pública pedindo que as gestões municipal e estadual criassem 30 vagas em cinco dias, mas uma reunião na sexta-feira selou o acordo e estendeu o prazo.