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CORONAVÍRUS

Mortes por Covid-19 interromperam 2.347 histórias em Mato Grosso do Sul

Deputado, ex-secretária, jornalista e socorrista do Samu foram algumas das vítimas do ano passado
02/01/2021 11:34 - Thais Libni


Em um ano atípico para todos, vítimas foram feitas por meio da contaminação por Covid-19. Em Mato Grosso do Sul, 2020 foi encerrado com 134.750 casos confirmados da doença, com mais 989 novos contaminados presentes no boletim epidemiológico de ontem, que contabilizou dados até as 19h do dia 31 de dezembro.

O documento também registrou mais 18 mortes pela Covid-19.

O primeiro óbito registrado por consequência da doença ocorreu em 31 de março do ano passado: dona Eleuzi Silva Nascimento, que tinha 64 anos e vivia no município de Batayporã.

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A senhora dona de um belo sorriso foi a primeira grave vítima do vírus mortal no Estado, e não foi a última: no total, foram 2.347 pessoas que partiram, deixando esposas, maridos, irmãos, filhos, pais, amigos e sonhos.

A redação do Correio do Estado homenageia algumas das vítimas fatais da Covid-19 e presta todo seu apoio e condolências às famílias.

ALGUMAS HISTÓRIAS

Foi defendendo causas sociais e os direitos das mulheres que a jornalista Leyde Alves Pedroso se destacou na sociedade. 

Aos 52 anos, ela foi mais uma das pessoas que testaram positivo para o novo coronavírus, mas não teve a mesma sorte que muitos: seu caso foi grave e até uma campanha de doação de sangue foi organizada para ajudar, mas ela não resistiu às complicações da doença e faleceu no dia 29 de agosto de 2020.

A ex-secretária de Estado de Administração na gestão de André Puccinelli (MDB) Thie Higuchi Viegas, conhecida em Campo Grande como professora Thie, era exemplo de profissionalismo e competência. 

Usou todas as suas forças durante 54 dias na unidade de terapia intensiva (UTI) e nos deixou, aos 75 anos de idade, no dia 13 de setembro.

Gerci Alvez da Silva, de 57 anos, era motorista da ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), tinha de ser ágil para salvar vidas e trabalhou bravamente na linha de frente do combate ao coronavírus em Campo Grande. 

Contaminado pela doença, ficou internado por semanas, mas não resistiu e faleceu no dia 9 de novembro.

O sorriso fácil era a marca registrada em todos as fotos tiradas de Claudinea Amorim Barbosa, que viveu para a educação. Diretora do Instituto de Educação e Cultura e O Quintal Metropolitano, sua presença era querida por todos ali. Conscientemente ou inconscientemente, ela marcou a vida de diversos alunos que ali passaram. 

Em 2020, Claudinea foi infectada com o vírus, mas a batalha não foi nada fácil e ela se tornou saudade para aqueles que a amavam no dia 18 de dezembro. 

 
 

Francisco Maia, mais conhecido como Chico Maia, sentiu na pele a dor da perda que o vírus pode causar: em menos de 24 horas, o ex-presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul) perdeu a dona Maria Giselda e o senhor José Maia Costa, seus pais. 

Figuras de exemplo para a família, eram reconhecidos pelo filho como sendo generosos, honestos, trabalhadores e sábios. Eles não resistiram às complicações ocasionadas pelo coronavírus e faleceram em 12 de dezembro.

Wanderley Guenka tinha 63 anos e era odontólogo. Exercia cargo comissionado no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos desde 2019, após quase três décadas dedicadas à saúde em Mato Grosso do Sul, especialmente a indígena. 

Muito querido por familiares e amigos, seus esforços na profissão foram reconhecidos. Dono de um semblante simpático, Wanderley enfrentou seu maior desafio na saúde em 2020, quando foi contaminado pela Covid-19. Ele se esforçou, como sempre fez, mas em 29 de dezembro foi vencido pela doença.

Seu nome era Dulce Botelho, mas atendia por tia Dolly, fundadora do Colégio Alexander Fleming. Dulce tinha 79 anos de pura experiência e sabedoria, e seu charme era o carisma. Vítima da pandemia, foi internada na unidade de terapia intensiva, não resistiu às complicações e faleceu no dia 30 de dezembro.

Reconhecido no meio profissional, não existia um jornalista de Campo Grande ou região que não tivesse escutado o nome de Guilherme Villalba Zurutuza Filho. 

Guilherme era um avô coruja. Acometido pela Covid-19, teve de lutar pela vida. Segundo a família relata, ele lutou como um guerreiro, mas não conseguiu sobreviver. Agora ele olha lá de cima por filhos e netos.

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