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CORONAVÍRUS

Nas últimas 24 horas, MS bate recorde e registra mais oito mortes pela Covid-19

Todas as vítimas apresentavam comorbidades
23/06/2020 10:00 - Bruna Aquino, Gabrielle Tavares


A Secretaria de Estado de Saúde (SES) confirmou mais oito mortes por Covid-19 em Mato Grosso do Sul, considerado recorde em 24 horas. Com isso, o Estado contabiliza 55 vítimas da doença. 

Mesmo com esforços para achatar a curva no aumento de casos, a falta de isolamento social nas cidades maiores do Estado, como Campo Grande, por exemplo, é o principal fator no aumento de casos, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES). 

Para o secretário da pasta, Geraldo Resende, as últimas 24 horas foi recorde de mortes e também número de casos (quase 400 novos casos) e destacou que a população tem grande parcela por "estar pouco se lixando" para aquilo que as autoridades sanitárias estão informando no estado e no Brasil. 

"Nós vamos divulgar números horrorosos, vamos bater o recorde de mortes e de casos, infelizmente isso é o retrato da população que não faz de forma nenhuma seu dever mínimo que era ter contribuído para que essa doença não chegasse tão forte quanto chegou aqui", disse em entrevista a rádio CBN em Campo Grande. 

Situação que prejudica a estrutura e a falta de leitos, segundo Resende. " É uma taxa bastante preocupante, tendo em vista os esforços que fizemos desde janeiro, hoje parecem em vão, a medida que a taxa de isolamento social horrível que estamos tendo no Mato Grosso do Sul, está fazendo com que a doença se expanda de forma exponencial e acelerada, um quantitativo significativo desses pacientes que vão precisar de leitos que não temos o suficiente", contou. 

MORTES
A 50ª vítima da covid-19 é mulher, de 64 anos, residente em Dourados. Ela tinha diabetes e estava internada na UTI de um hospital privado de Dourados desde 9 de junho, ela faleceu na segunda-feira (22).  A segunda vítima foi um homem, de 50 anos, com nacionalidade boliviana, mas morava em Corumbá. Ele era hipertenso e sofria de obesidade. O paciente estava internado desde o dia 15 de junho e também faleceu na noite de segunda-feira (22).

Outra vítima que também morreu estava na linha de frente no combate ao inimigo invisível.  A mulher, de 44 anos, trabalhava como técnica de enfermagem em Corumbá. Ela era hipertensa, diabética e sofria de obesidade. Estava internada desde 15 e junho e não resistiu. 

Idoso de 86 anos, morador de Guia Lopes da Laguna era hipertenso foi a 53°. O paciente estava internado desde 18 de maio no Hospital regional de Mato Grosso do Sul e faleceu na segunda-feira.  

Outra idosa de 74 anos, residente de Dourados, foi internada na segunda-feira e faleceu na madrugada desta terça-feira. Teve diagnostico positivo para Covid-19 através de teste rápido.  

A vítima mais jovem nas últimas 24 horas, foi um rapaz de 29 anos, de Corumbá. Mesmo os idosos sendo um dos mais vulneráveis, a doença também atinge os que tem comorbidades. No caso, o jovem sofria de diabetes e estava internado desde 19 de junho, onde faleceu nesta terça-feira. 

Outras duas mortes confirmadas pelo secretário da pasta terão as informações divulgadas pelo boletim epidemiológico. 

DADOS
Mato Grosso do Sul registra bem mais que 5.391 casos do novo coronavírus, segundo levantamento de ontem (22). 

Do total de casos confirmados, 2.408 estão em isolamento domiciliar, 2.788 estão sem sintomas e já estão recuperados e 154 estão internados, sendo 98 em hospitais públicos e 56 em hospitais privados. Cinco pacientes internados são procedentes de fora do Estado e um paciente internado é de outro país.

A maior incidência da doença continua sendo Guia Lopes, com 253 casos, devido ao baixo número de habitantes. Mais 1.187 amostras aguardam análise no Lacen (Laboratório Central de Mato Grosso do Sul).

 

Felpuda


Figurinha carimbada ganhou o apelido de “biruta”, instrumento que indica direção do vento e, por isso, muda constantemente. Dizem que a boa vontade até existente ficou no passado, e as reclamações são muitas, mas muitas mesmo, diante das decisões que vem tomando a cada mudança de humor do eleitorado. Como bem escreveu o poetinha Vinicius de Moraes: “Se foi pra desfazer, por que é que fez?”.