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COVID-19

Mortos no pico da pandemia dobrou com relação a outros anos na Itália

Estudo publicado pela revista Jama de Medicina Interna confirma o balanço que o vírus deixou no país
21/07/2020 01:00 - Estadão Conteúdo


As mortes na Itália atingiram o dobro do registrado em anos anteriores no mês de março, o pico da pandemia no país, segundo estudo publicado nesta segunda-feira (20) que destaca a sub-representação dos números relacionados ao coronavírus.

Esse estudo publicado pela revista Jama de Medicina Interna confirma o duro balanço que o vírus deixou na Itália no início da onda de infecções que atingiu a Europa.

O país não é o único a não estimar com precisão as mortes causadas pelo novo coronavírus. Uma análise do jornal The New York Time mostrou que Peru, Estados Unidos e Cidade do México também realizam contagens abaixo das reais.

Segundo esse estudo publicado pelo jornal americano no início do mês, o Peru encabeça a lista de países nos quais os dados sub-representam o balanço da crise, com uma sobremortalidade de 136% entre abril e junho.

Na Cidade do México, entre 30 de março e 28 de junho, esse parâmetro atingiu 126%. Em Nova York, o número de mortos triplicou na primavera, mas 22% dos mortos não foram incluídos nos saldos oficiais por falta de testes.

Para calcular o verdadeiro balanço da epidemia, especialistas em demografia e outros acadêmicos não se referem apenas a casos confirmados por testes, mas também usam estatísticas oficiais, atestados de óbito e comparam o total com números de anos anteriores.

Esse método é comumente usado para estimar saldos de gripe.

Com o aumento da disponibilidade de testes, a contagem de casos melhorou e, por exemplo, em Nova York, que durante vários meses foi o foco principal da pandemia nos EUA, a diferença entre o saldo oficial e o saldo real quase desapareceu.

Em 4 de abril, a Itália observou que registrou oficialmente mais de 15 mil mortes por covid-19. Nas estatísticas oficiais, entre 1º de março e 4 de abril, 41.329 pessoas morreram na Itália, em comparação com uma média de 20 mil nos cinco anos anteriores.

Isso representa um aumento na mortalidade de 104,5%, segundo os pesquisadores. Nesse período, os dados oficiais da covid-19 foram registrados no hospital e em uma minoria de residência de idosos, o que explica a sub-representação dos dados.

Na Lombardia, a região mais atingida, a sobremortalidade foi de 173% em relação aos anos anteriores e, para os homens, esse indicador atingiu 213%.

No domingo, a Itália registrou mais três mortes em decorrência da covid-19, no primeiro dia desde 21 de fevereiro, que a região da Lombardia não contabilizou óbitos.

O ministro da Saúde da Itália, Roberto Speranza, fez um alerta nas redes sociais no domingo, pedindo que as pessoas sigam respeitando as regras de prevenção impostas pelo governo, para evitar que o novo coronavírus volte a se propagar no país.

"Estamos no meio da batalha. É essencial continuar se comportando corretamente, com o uso da máscara, a distância de pelo menos um metros, lavagem frequente das mãos", escreveu.

Speranza é um dos integrantes do governo que defende o prolongamento do estado de emergência na Itália até o fim deste ano, no mínimo. O prazo do decreto vigora até 31 de julho, com o Parlamento sendo responsável pela decisão.

 
 

Felpuda


Ex-cabecinha coroada anda dizendo por aí ser o responsável por vários projetos para Campo Grande, executados posteriormente por sucessor. 

Ao fim de seus comentários, faz alerta para que o eleitor analise atentamente de como surgiram tais obras e arremata afirmando que não foi “como pó mágico de alguma boa fada madrinha. 

Houve muito suor nos corredores de Brasília”. Então, tá!...