Cidades

Coroinha engravidou

Motéis onde padre se encontrou com coroinha de 16 anos podem ter alvarás cassados

Igreja Católica afastou padre que engravidou adolescente da função

RENAN NUCCI

02/10/2015 - 07h17
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A polícia busca identificar os motéis de Campo Grande onde o padre Jocerlei José Tavares se encontrava com a coroinha de 16 anos que ele engravidou. Segundo a delegada Daniela Kades, da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), os proprietários dos estabelecimentos correm o risco de perderem os alvarás por terem permitido a entrada da menor.

A delegada explica que, mesmo que eles não soubessem da presença da jovem no local, tinham o dever de fiscalizar a idade dos frequentadores e, por esta razão, devem responder judicialmente assim que forem qualificados. 

Durante depoimento,  a adolescente alegou que manteve relações sexuais por quatro vezes com o padre somente neste ano, todas em motéis. “Por enquanto ela ainda não divulgou o local (motel) exato onde seriam os encontros”, disse Kades.

As investigações buscam agora apurar se houve estupro ou não. De acordo com a delegada, se os encontros ocorreram em 2015 e de forma consentida, como afirma a coroinha, o caso será arquivado. No então, existe a informação de que desde os 11 anos ela frequentava a Paróquia Santa Rita de Cássia, no Bairro Universitário, onde o padre exercia a função de vigário paroquial. Aos 14, ela passou a atuar como coroinha e no último dia 21 de setembro descobriu que estava grávida de cinco meses, supostamente de Jocerlei. 

“A menina diz que está apaixonada pelo padre, que todos os encontros foram consentidos e que jamais sofreu qualquer tipo de ameaça. Se isso for comprovado, realmente não haverá crime para investigarmos. O que buscamos agora é saber se ela sofreu algum abuso ainda quando menor de 14 anos. Queremos saber se foi aliciada por ele, por exemplo. Se houver esta confirmação, daremos andamento a inquérito de estupro de vulnerável”, pontuou Kades. 
Por enquanto, apenas a vítima foi ouvida e a expectativa é a de que a mãe e a irmã dela prestem depoimento ainda nesta sexta-feira. 

AFASTADO

O padre membro da Arquidiocese de Campo Grande e da Província Nossa Senhora Conquistadora dos Padres e Irmãos Palotinos de Santa Maria (RS), estava viajando a trabalho e retornou quarta-feira a Campo Grande. 

Ele foi informado sobre a situação e foi oficialmente afastado do cargo. De acordo com a assessoria de imprensa da Arquidiocese, ele não ainda não foi intimado para depor e, depois que prestar esclarecimentos à polícia, deve voltar para o Rio Grande do Sul, onde será submetido às sanções da Província.

O CASO

No último dia 21, a adolescente foi levada pela mãe à Santa Casa, sob suspeita de problemas renais, já que estava com o corpo inchado. No local, a jovem disse imaginar que estava grávida de um desconhecido que supostamente teria lhe estuprado. Ela foi para a Depca, se recusou a falar, mas depois contou à mãe, diante de muita resistência, que se encontrava com o padre desde fevereiro de 2015, e que até então era virgem.

O caso foi denunciado à Depca e solicitado exame do IML (Instituo Médico Legal) para confirmação da gestão . A Arquidiocese da Capital divulgou em nota que Jocerlei deverá prestar toda assistência à jovem e ao bebê.

DIREITOS HUMANOS

Guajajara repudia fala de técnico do Palmeiras; Abel reconhece erro

Treinador fez declaração xenófoba após jogo contra Atlético Goianiense

13/07/2024 20h00

Foto: Frame / Canal Gov

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A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, disse neste sábado (13) que foi procurada pelo Palmeiras e informada sobre o pedido de desculpas do técnico Abel Ferreira. Na última quinta-feira (11), depois da vitória sobre o Atlético Clube Goianiense por 3 a 1, pelo Brasileirão, ele afirmou que o time paulista “não é uma equipe de índios”. A expressão foi usada como sinônimo de desorganização.

“A assessoria do Palmeiras entrou em contato com nosso gabinete para informar sobre o posicionamento do técnico Abel Ferreira, após sua fala. Importante o reconhecimento do erro e o pedido de desculpas às comunidades indígenas do Brasil”, escreveu Guajajara nas redes sociais.

O pedido de desculpas citado pela assessoria do clube foi postado nas redes sociais de Abel Ferreira na sexta-feira (12).

“Repudio toda e qualquer forma de preconceito e discriminação. Infelizmente, há expressões que continuamos a perpetuar sem que nos debrucemos sobre o seu conteúdo. Errei ao usar uma dessas expressões na coletiva de imprensa. Reconheço que palavras têm poder e impacto, independentemente da intenção. Devemos todos questionar, pensar e melhorar todos os dias. Peço desculpa a todos e, em especial, às comunidades indígenas”, escreveu o técnico.

Também na sexta-feira, a ministra escreveu que as falas de Abel Ferreira eram “inadmissíveis”, por revelar a permanência de estereótipos em relação aos povos indígenas.

“O técnico do Palmeiras errou, e muito, na sua declaração. Gostaria de convidá-lo a conhecer a história dos povos indígenas do Brasil. E também conhecer a história de colonização de Portugal, seu país de origem, em relação ao Brasil e como estamos trabalhando para rever isso”, escreveu.

Guajajara também citou os posicionamentos recentes do governo português, que em junho assinou Memorando de Entendimento com o Observatório do Racismo e Xenofobia do país, durante visita da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.

“O próprio presidente de Portugal, recentemente, admitiu que o país foi responsável por uma série de crimes contra escravos e indígenas no Brasil. Uma declaração muito importante porque o reconhecimento de tais crimes é o primeiro passo para ações concretas de reparação”.

“Seu posicionamento, naquele momento, trouxe para o debate público a relevância inadiável de avançarmos numa agenda de igualdade étnico racial como premissa para a cidadania, com o resgate, a preservação e a valorização da história e dos saberes da cultura afro-indígena do BR”, completou a ministra.

*Com informações da Agência Brasil

VÍRUS

Com caso em MS, Saúde recomenda atenção para casos de febre Oropouche no país

Estados e municípios devem intensificar vigilância para possibilidade de transmissão do vírus

13/07/2024 18h00

Sesau confirma que não há foco do mosquito Oropouche em MS

Sesau confirma que não há foco do mosquito Oropouche em MS Foto: Divulgação

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O Ministério da Saúde (MS) emitiu uma recomendação aos estados e os municípios para que intensifiquem a vigilância em saúde para a possibilidade de transmissão vertical do vírus Oropouche. Em Mato Grosso do Sul, apenas um caso foi registrado neste ano, em Campo Grande.

Conforme a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), o caso registrado no dia 12 de junho trata-se de uma mulher de 42 anos, que contraiu o vírus na cidade de Ilhéus, na Bahia, onde passava férias, no início de junho.

Desta forma, o caso foi tratado como alóctone, que é quando a doença é importada de outra localidade

Um dia após o registro do primeiro caso, a Sesau emitiu um comunicado informando que não há foco do mosquito transmissor na Capital até o momento.

Nesta semana, o Ministério da Saúde emitiu a recomendação de intensificação de vigilâmcia após o Instituto Evandro Chagas detectar presença do anticorpo do vírus em amostras de um caso de abortamento e quatro casos de microcefalia.

“Significa que o vírus é passado da gestante para o feto, mas não é possível afirmar que haja relação entre a infecção e o óbito e as malformações neurológicas”, disse o Ministério em nota divulgada na quinta-feira (11).

No documento, a pasta orienta que estados e municípios também intensifiquem a vigilância nos meses finais da gestação e no acompanhamento dos bebês de mulheres que tiveram infecções por dengue, Zika e Chikungunya ou febre de Oropouche.

O Ministério recomenda ainda coletas de amostras e preenchimento da ficha de notificação; que se alerte a população sobre medidas de proteção a gestantes, como evitar áreas com a presença de maruins (tipo de inseto) e mosquitos, instalar telas em portas e janelas, usar roupas que cubram a maior parte do corpo e aplicar repelente.

Segundo as informações, o serviço de detecção de casos de Oropouche foi ampliado para todo o país em 2023, após o Ministério da Saúde disponibilizar testes diagnósticos para toda a rede nacional de Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen).

Com isso, os casos, até então concentrados prioritariamente na Região Norte, passaram a ser identificados também em outras regiões do país.

“A descoberta reforça a eficiência da vigilância epidemiológica no SUS, principalmente em relação a possíveis transmissão vertical de doenças, fundamental para antecipar diagnósticos e proteger gestantes e recém-nascidos”, informou o ministério.

Febre Oropouche

A Febre do Oropouche é uma doença causada pelo  arbovírus Orthobunyavirus oropoucheense (OROV), que foi isolado pela primeira vez no Brasil em 1960. 

Desde então, casos isolados e surtos foram relatados no Brasil, principalmente, nos estados da região amazônica. Também já foram relatados casos e surtos em outros países das Américas Central e do Sul (Panamá, Argentina, Bolívia, Equador, Peru e Venezuela).

A transmissão é feita principalmente por mosquitos da espécie 'maruim' ou 'mosquito-pólvora.

Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no sangue do mosquito por alguns dias. Quando esse mosquito pica outra pessoa saudável, pode transmitir o vírus para ela.

Existem dois tipos de ciclos de transmissão da doença:

  • Ciclo Silvestre: Nesse ciclo, os animais como bichos-preguiça e macacos são os hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, é considerado o principal transmissor nesse ciclo.
  • Ciclo Urbano: Nesse ciclo, os humanos são os principais hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses também é o vetor principal.

Sintomas

Os sintomas da Febre do Oropouche são parecidos com os da dengue e da chikungunya: dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, além de tontura, dor na parte posterior dos olhos, calafrios, náuseas, vômitos.

Em cerca de 60% dos pacientes, algumas manifestações, como febre e dor de cabeça persistem por duas semanas

Não existe tratamento específico. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento da rede de saúde.

A prevenção é feita a partir da proteção contra os mosquitos transmissores.

* Com Agência Brasil

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