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CHAPADÃO DO SUL

MP ingressa com ação e prefeitura desiste de retomar aulas

Decreto autorizou o funcionamento de séries do 1º ao 5º ano do ensino fundamental
03/06/2020 16:16 - Daiany Albuquerque


 

A Prefeitura de Chapadão do Sul liberou, no 28 de maio, por meio de decreto municipal, o retorno das aulas presenciais nas escolas particulares da cidade, para o funcionamento das séries do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. Entretanto, o Ministério Pública de Mato Grosso do Sul (MPMS), ingressou com ação civil pública para suspender os efeitos desta publicação, o que obrigou a administração a voltar atrás na decisão.

De acordo com o documento, o decreto teria sido publicado “ilegalmente”, já que a administração pública não consultou o Comitê Municipal de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus. “Ignorando o caráter consultivo e deliberativo deste, baseando-se unicamente nas ‘manifestações públicas de proprietários de estabelecimentos, professores e alunos’, não fazendo qualquer referência a estudos técnicos ou prospecções quanto à evolução da epidemia e à capacidade do sistema de saúde local”, declarou o órgão.

Segundo a promotora Fernanda Proença de Azambuja, enquanto o judiciário estava com aguardando resposta do município, houve uma reunião do Comitê Municipal. “Submetida a votação, a maioria entendeu pela inadequação do decreto, tendo o prefeito (João Carlos Krug) se comprometido a revogá-lo, o que fez na data de hoje”, relatou.

O MP levou em consideração a crescente de casos nos últimos dias na cidade e também em municípios vizinhos. “Os números de infectados voltaram a aumentar, havendo 28 casos confirmados e um suspeito. As cidades vizinhas, Costa Rica e Chapadão do Céu (GO), também estão registrando aumento constante de casos confirmados de Covid-19, o que também deve ser motivo de preocupação para os gestores de Chapadão do Sul”.

 

Felpuda


Nos bastidores, há quem garanta que a única salvação, de quem está com a corda no pescoço, é ele aceitar ser candidato a vice-prefeito em chapa de novato no partido. Vale dizer que isso nunca teria passado por sua cabeça, uma vez que foi eleito com, digamos, “caminhão de votos”. Se aceitar a imposição, pisaria na tábua de salvação; se recusar, poderá perder o mandato. Ah, o poder!