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COVID-19

Ministério Público do Estado investiga falta do kit entubação em Campo Grande

Hospitais enfrentam dificuldades para manter estoques de medicamentos regularizados desde o início de agosto
01/09/2020 10:44 - Adriel Mattos


O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu inquérito civil para apurar a falta dos medicamentos que compõem o chamado “kit entubação” em Campo Grande.

Foram intimados a prestar esclarecimentos José Mauro de Castro Filho e Geraldo Resende, secretários municipal e de estado de Saúde, respectivamente. A 76ª Promotoria de Justiça também intimou as diretorias da Santa Casa de Misericórdia e do Hospital Regional Rosa Pedrossian (HRMS).

O inquérito civil deriva um procedimento intitulado notícia de fato, que se originou de um comunicado da Sociedade de Anestesiologia, Reanimação e Dor do Estado (Saems).

O MP marcou para amanhã, quarta-feira (2), reunião entre as duas secretarias, os diretores dos hospitais e outras pessoas interessadas para discutir o assunto.

 
 

CRISE NA SAÚDE

Desde o início do mês de agosto, a falta dos medicamentos já preocupava hospitais da Capital, como noticiou o Correio do Estado na época.

No fim do mês, a Santa Casa suspendeu as cirurgias e restringiu do atendimento no pronto-socorro aos casos de urgência e emergência quando o kit entubação passou a estar em falta.

O hospital enfrenta dificuldades em manter os estoques adequados de materiais e medicamentos, “estando esses em níveis críticos”, informou por meio de nota.

O consumo dos estoques aumentou nos últimos meses, desde que a instituição passou a atuar como hospital retaguarda para pacientes com suspeita ou diagnosticados com a Covid-19.

No caso do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, a diretora-geral, Rosana Leite, informou que a entrega desses medicamentos tem sido feita quase que semanalmente, porque a empresa com a qual o contrato foi fechado não consegue entregar todos os remédios de uma vez só.

“Nós percebemos que o paciente de Covid-19 utiliza muito mais essa medicação por ser mais difícil de fazer a entubação. Pacientes que não são de Covid-19 usam menos. E eles também ficam mais tempo internados em leitos de UTI. A média de pacientes graves de casos que não são Covid-19 é de 7 a 10 dias, mas os de Covid são de 10 a 15 dias”, explicou.

Além da rede pública, os hospitais particulares também enfrentaram o mesmo problema. No El Kadri, que atende tanto pacientes pelo Sistema Único de Saúde quanto por convênio, os estoques conseguiram se regularizar recentemente.

 

Felpuda


Figurinha está trabalhando intensamente para tentar eleger a esposa como prefeita de município do interior.

Até aí, uma iniciativa elogiável. Uns e outros, porém, têm dito por aí que seria de bom tom ele não ensinar a ela, caso seja eleita, como tentar fraudar folha de frequência de servidores. 

Afinal, assim como ele foi flagrado em conversa a respeito com outro colega, não seria nada recomendável e poderia trazer sérias consequências. Só!