Clique aqui e veja as últimas notícias!

CAMPO GRANDE

Ministério Público quer apurar protocolos de segurança contra Covid-19 em hospitais de Campo Grande

A 76ª Promotoria de Justiça da Saúde Pública abriu processo administrativo para verificar se os hospitais estão seguindo padrões de segurança
04/02/2021 10:35 - Gabrielle Tavares


O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou Procedimento Administrativo contra a Secretaria Municipal de Saúde Pública de Campo Grande (Sesau) para averiguar se os hospitais públicos e privados da Capital estão seguindo protocolos de biossegurança contra a Covid-19 adequados.

O processo nº 09.2021.00000317-5 foi aberto na 76ª Promotoria de Justiça da Saúde Pública da Comarca de Campo Grande e publicado pela promotora de justiça, Paula Silva Volpe. 

Será verificado se as unidades que possuem leitos Covid-19 estão realizando as precauções padrão e os protocolos específicos de isolamento de pacientes com suspeita, ou confirmação do coronavírus.

Últimas notícias

Além disso, o procedimento pretende averiguar se estão sendo atendidas as regras de liberação de velórios para óbitos de pacientes com diagnóstico positivo para a Covid-19.

Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, Santa Casa de Campo Grande, Unimed Campo Grande e Hospital Cassems são alguns das unidades que possuem leitos Covid-19 na Capital.

O processo está à disposição para consulta na Rua São Vicente de Paula, 180, Chácara Cachoeira, Campo Grande – MS.

Hospitais sem alvarás

Em outubro de 2020, o Correio do Estado publicou reportagem onde mostrava que os principais hospitais públicos de Campo Grande, Santa Casa, Hospital Universitário e Hospital Regional, funcionavam sem o alvará do Corpo de Bombeiros.

Em nota, o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul (CBMMS) alegou na época que “o grande impacto social que tal medida acarretaria para a saúde pública de Campo Grande e de todo Mato Grosso do Sul”.

Apesar da ausência dos documentos, o secretário de Saúde de Campo Grande (Sesau), José Mauro Filho, afirmou que havia fiscalização.

“Imagina fechar a Santa Casa hoje por falta de alvará. Não dá para os hospitais deixarem de funcionar, mas não é que a situação tenha sido abandonada e não está sendo cobrada, só está sendo ajustado para que tenha um meio termo”, disse.

Assine o Correio do Estado