Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

PANDEMIA

Média móvel de mortes por Covid-19 está acima de 10 em MS há 35 dias

Estado alcançou a estabilidade de casos e óbitos, mas números diários são considerados muito altos e um arrefecimento da pandemia ainda parece distante
31/08/2020 08:00 - Daiany Albuquerque


Mato Grosso do Sul está há 35 dias seguidos com média móvel de mortes acima de 10, de acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES). A média móvel é feita contabilizando não apenas os casos registrados nas últimas 24 horas, mas os mais recentes com os dos seis dias anteriores, dividindo o resultado por sete.

Essa ferramenta é utilizada para conseguir entender a tendência da pandemia, não levando em consideração apenas as oscilações entre dias de semana e fins de semana. O resultado seria uma leitura mais verídica da situação da cidade, Estado ou País.  

Por exemplo, a última vez que Mato Grosso do Sul contabilizou menos de 10 mortes em 24 horas ocorreu no dia 15 de agosto, mas na média móvel foi no dia 25 de julho, com 9,7.

Atualmente, o Estado está na considerada estabilidade de casos confirmados e mortes, entretanto, isso se deu em um patamar ainda alto, segundo as autoridades de saúde.  

Para o secretário Estadual de Saúde, Geraldo Resende, a manutenção dessa taxa faz com que o Estado permaneça em alerta para a doença, que ainda não mostrou queda na região.

“Se nós não diminuirmos o número de casos, que cada dia aponta para uma estabilização em um patamar alto, a média de quase 900 casos por dia, nós vamos continuar com esse número de óbitos, porque uma parcela significativa desses casos novos vai necessitar de leitos clínicos e de leitos de [unidades de terapia intensiva] UTIs. Uma parcela daqueles que necessitam de leitos de UTI, seus estados de saúde vão ser bastante críticos, principalmente naqueles que têm comorbidades, e uma parcela vai a óbito”, declarou o secretário durante transmissão ao vivo pelas redes sociais do governo.

 
 

DADOS

Segundo Resende, é necessário que se reduza o número de casos tanto em Campo Grande, epicentro da doença em Mato Grosso do Sul, mas também no interior do Estado, como em Corumbá. 

“Nós não vamos ter um cenário diferente do que vem sendo apresentado e que está virando rotina. Nós precisamos diminuir esse número de casos. Como fazer isso? Simplesmente fazendo aquilo que estamos indicando desde o começo das nossas lives, o monitoramento rigoroso dos casos após o recebimento do teste”, salientou.

De acordo com dados da SES, analisados pelo Correio do Estado, a média móvel de casos no Estado nesta última semana se manteve estável, com um leve aumento. De 809 no dia 23, passou para 867 ontem (30). Já em relação às mortes, a quantidade seguiu quase a mesma no período: de 13,9 para 13,6.

Em Campo Grande, houve uma variação positiva em relação aos casos, mas negativa no número de mortes. A média móvel passou de 401 episódios no dia 23 para 387 ontem, e de 6,1 em relação às mortes no período para 7 neste domingo.

SERVIÇO DE SAÚDE

Para o médico infectologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Julio Croda, essa estabilização em um patamar alto de casos é perigosa, pois pode sobrecarregar o sistema de saúde.

“Risco é estar muito próximo dos 100% [de ocupação de leitos]. Está acima de 80%, qualquer pequena variação na transmissão para cima pode esgotar o serviço de saúde”, avalia o pesquisador, que também é professor na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

Conforme Croda, atualmente o Estado não mostra indicador de queda no número de casos e há uma “aumento da positividade nos exames e na letalidade”.

O isolamento social, que poderia ajudar a reduzir o número de casos, continua baixíssimo no Estado e, principalmente na Capital – na sexta-feira a cidade teve índice de 34,6%, sendo a capital do País em pior situação, e Mato Grosso do Sul com 35,7%, é apenas o 21º estado em distanciamento.  

Com isso, o pesquisador acredita que o motivo para essa estabilização está nas medidas de prevenção e higiene pessoal. “O uso de máscara, distanciamento, lavagem de mãos, as pessoas tendem a relaxar com o tempo. Em algum momento vai ter imunidade coletiva, mas só depois que a curva começar a cair”, avaliou.

 
 

Felpuda


Figurinha está trabalhando intensamente para tentar eleger a esposa como prefeita de município do interior.

Até aí, uma iniciativa elogiável. Uns e outros, porém, têm dito por aí que seria de bom tom ele não ensinar a ela, caso seja eleita, como tentar fraudar folha de frequência de servidores. 

Afinal, assim como ele foi flagrado em conversa a respeito com outro colega, não seria nada recomendável e poderia trazer sérias consequências. Só!