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ESTUDO

MS participa de protocolo de testes de medicamentos contra covid-19

Ensaio clínico foi proposto pela OMS e no Brasil está sendo coordenado pela Fiocruz
31/03/2020 10:05 - Thiago Gomes


 

Dois hospitais de Mato Grosso do Sul – o Regional e o Universitário, de Campo Grande – devem participar do ensaio clínico Solidarity (Solidariedade), promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e que pretende investigar a eficácia de pelo menos quatro tratamentos medicamentosos para o novo coronavírus (Covid-19).  

O protocolo será implementado em 12 estados brasileiros, com o apoio do Ministério da Saúde e sob a coordenação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Pelas recomendações da OMS, apenas pacientes que estiverem internados em hospitais poderão participar do estudo e ainda assim terão de assinar um termo de consentimento.

Segundo as informações da Fiocruz, nesse tipo de estudo, uma comissão central terá acesso a todos os dados e fará análises durante todo o processo, evitando que os pacientes sejam expostos a drogas ineficazes ou com toxicidade elevada.  

Pelo planejamento do Ministério da Saúde e Fiocruz, o estudo será implementado em 18 hospitais de 12 unidades da Federação: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Bahia, Pernambuco, Fortaleza, Pará, Amazonas e Distrito Federal, com o apoio do Departamento de Ciência e Tecnologia do ministério.

MEDICAMENTOS

Inicialmente, será testada a eficácia de pelo menos quatro medicamentos para o tratamento da Covid-19: a Cloroquina, o Remdesivir, a combinação de Liponavir e Ritonavir, isolado ou combinado com o Interferon Beta-1a. Apesar das quatro linhas de tratamento, uma das premissas do estudo é de que ele seja adaptável, ou seja, caso surjam novas evidências, as linhas podem ser adequadas, com descontinuação de drogas que se mostrem ineficaz e incorporação de medicamentos que venham a se mostrar promissores.

Conforme a Fiocruz, o Solidarity é uma conjugação de esforços em todo o mundo, para dar uma resposta rápida sobre que medicamentos são eficazes no tratamento da Covid-19 e quais são ineficazes e não devem ser usados. A resposta a essas perguntas exige que milhares de pacientes participem dos testes das drogas. Para alcançar o número necessário mais rapidamente, a OMS está conjugando o esforço de muitos países. Os primeiros quadros respiratórios provocados pela Covid-19 foram reportados às autoridades internacionais em 31 de dezembro de 2019.  

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, informou que o trabalho na fundação será coordenado pela Vice-presidência de Produção e Inovação em Saúde (VPPIS/Fiocruz) e vai envolver o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), na área de pesquisa clínica, e o Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), que tem expertise em análise dessas terapias em laboratório.

COMPRA

O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) anunciou a compra de 4.050 comprimidos de Hidroxicloroquina, solicitada pela Comissão de Controle de Infecção. O Ministério da Saúde autorizou o envio de 5 mil comprimidos de Difosfato de Cloroquina (150 mg) para a Secretaria de Saúde.  

O medicamento deverá ser testado em pacientes com quadro mais grave de coronavírus. O ministério fará a distribuição de 3,4 milhões de unidades dos medicamentos Cloroquina e Hidroxicloroquina para uso em pacientes graves da Covid-19.

 

Felpuda


Figurinha carimbada ganhou o apelido de “biruta”, instrumento que indica direção do vento e, por isso, muda constantemente. Dizem que a boa vontade até existente ficou no passado, e as reclamações são muitas, mas muitas mesmo, diante das decisões que vem tomando a cada mudança de humor do eleitorado. Como bem escreveu o poetinha Vinicius de Moraes: “Se foi pra desfazer, por que é que fez?”.