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SAÚDE

Dia Mundial da Luta Contra a Aids: MS possui a 7ª maior taxa de detecção de casos do país

Em todo o Estado, tantos os testes para a detecção da doença, quanto o tratamento estão disponíveis no SUS
01/12/2020 12:17 - Gabrielle Tavares


Dia 1º de dezembro é realizado o Dia Mundial da Luta Contra a Aids, data criada como forma de despertar a necessidade da prevenção contra a doença. Mato Grosso do Sul possui a 7ª maior taxa de detecção de casos do país, com 24,2 casos por 100.000 habitantes.

A taxa nacional é de 17,8 casos por 100 000 habitantes. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), são mais de 11 mil pessoas vivendo com HIV em Mato Grosso do Sul.

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Em 2020, houve um declínio das notificações, foram 591 casos novos de HIV e 267 casos novos de Aids, totalizando 858 pessoas vivendo com HIV/Aids (PVHIV).

A diferença entre Aids e HIV, é que Aids é o estágio avançado da infecção pelo HIV, quando as células de defesa estão em número muito reduzido.

 
 

A maior parte da população que sofre com a doença no Estado são os homens. São 602, que representam 70% dos infectados, e 253 mulheres, com 30%.

A médica infectologista Rafaeli Cardoso Barbosa, explica que a doença causa uma deficiência no sistema imunológico do corpo humano, “no sistema de defesa contra os agentes que causam doenças. O vírus do HIV mata os linfócitos T CD4”.

É possível ter uma vida completamente normal após o diagnóstico de HIV, principalmente se o diagnóstico for precoce. Os medicamentos são modernos, com poucos efeitos colaterais e disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde.

“A pessoa vivendo com o HIV toma no geral 2 comprimidos uma vez ao dia, igual qualquer outra doença crônica em que precise tomar remédio todos os dias, hipertensão ou diabetes, por exemplo”, ressaltou a médica.

Ela também destaca que qualquer pessoa com vida sexual ativa, que não fez uso de preservativo, está sujeita a contrair o vírus.

“Todo mundo que em algum momento da vida fez sexo sem camisinha tem indicação de fazer o teste de HIV”.

Prevenção

A médica explica que, assim como o tratamento avançou, os métodos de prevenção também evoluíram.

“Hoje em dia a gente não fala mais da prevenção do HIV girar em torno do uso da camisinha. Temos a mandala da prevenção, que são várias ações que podemos tomar para evitar a doença e os danos por ela causados”.

 
 

A Profilaxia Pré-Exposição (PreP) é um medicamento usado para prevenir a Aids, que dever ser ingerido diariamente.“É como se fosse um anticoncepcional para prevenção do HIV”.

Também existe a Profilaxia Pós Exposição (PEP), usada para evitar o HIV em casos em que o paciente teve relação sexual de risco sem camisinha, ou que em que a camisinha estourou.

Em Mato Grosso do Sul, o CTA é a única unidade que oferece os medicamentos. Uma avaliação do risco de contágio do paciente é feita e, se necessário, prescrito o medicamento.  

De acordo com o manual de PreP, atualizado em 2018 pelo Ministério da Saúde, o grupo prioritário para tomar o medicamento são: gays e homens que fazem sexo com homens, pessoas trans, profissionais do sexo e casais onde um tem HIV e o outro não.

“Precisamos garantir que essas pessoas tenham acesso a essa prevenção”, reforçou a médica.

Tratamento da Aids em Campo Grande

Barbosa relata que o tratamento varia de acordo com o estágio da doença, se o diagnóstico foi precoce ou se o HIV já causou imunodeficiência grave no paciente.

Na Capital, tanto o tratamento, quanto as testagens, podem ser encontrados em Unidades Básicas de Saúde, no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), no Hospital Universitário (HU) e no Centro de Doenças Infecto-Parasitarias (CEDIP) do Nova Bahia.

“Existem vários tipos de teste, o teste rápido mais usado e mais disponível tem a capacidade de detectar a infecção em 4 semanas após o contato suspeito”, explicou a infectologista.

Os preservativos masculinos também podem ser retirados em qualquer unidade de saúde, sem restrição de quantidade e sem necessidade de identificação.

Só este ano, a SES distribuiu 77 mil testes e 2,6 milhões de camisinhas a todas as unidades de saúde de Mato Grosso do Sul.