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Muçulmanos reclamam de islamofobia e associação ao terror nos EUA

Muçulmanos reclamam de islamofobia e associação ao terror nos EUA

FOLHAPRESS

01/12/2015 - 07h29
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O taxista Khaled Mohamed, 49, pegou uma passageira em Manhattan que pediu que ele a levasse para Nova Jersey, aguardasse três horas e a trouxesse de volta. Enquanto a esperava, ele tirou um cochilo. Acordou com três viaturas de polícia o revistando.

"Não sou terrorista", reagiu. "O policial disse que tinha certeza disso, mas precisava checar todas as denúncias", lembra Mohamed.

Egípcio, residente em Nova York há 20 anos, o taxista orientou a mulher e os filhos a voltarem para o país natal depois que crianças atiraram pedras neles em um parquinho. À época, após os atentados de 11 de Setembro, Mohamed decidiu ficar nos Estados Unidos para ganhar a vida. Hoje, teme voltar para o Egito, devido ao terrorismo em seu país.

Ele vive em um limbo, sem se sentir em casa em lugar nenhum. "Do fundo do coração, você não consegue esquecer o que fizeram com você."

Sempre depois de atentados como os da semana passada, em Paris, muçulmanos nos Estados Unidos temem uma escalada de agressões. Centros comunitários instruem os membros a evitarem acessórios que identifiquem sua religião, como lenços e véus, para as mulheres, e barbas longas, para os homens.

Mas atos de ódio religioso recrudescem, ainda assim. Três dias depois dos ataques na capital francesa, uma mesquita próxima a Austin, no Texas, amanheceu com a entrada coberta de fezes e páginas rasgadas do Alcorão, segundo denunciou o Cair (Centro de Relações Americano-Islâmicas, na sigla em inglês).

SEM REVIDE

Nesses momentos, a comunidade muçulmana tende a se fechar. "A orientação é que não revidem, não respondam", diz o xeique Saad Jallah. Diretor do Centro Islâmico de Nova York, ele só começou a entrevista depois de a reportagem assinar um termo se comprometendo a não depreciar a instituição, que inclui a mesquita mais antiga da cidade.


Jallah acha que a difamação da religião acaba por propagandeá-la. "Quando a a rede CNN diz coisas ruins sobre o islã, as pessoas ficam curiosas. Porque, claro, não são estúpidas de confiar."

Apesar de representar 0,9% da população americana (ante 1,9% de judeus e 70,6% cristãos), segundo o instituto Pew, os muçulmanos são a comunidade que cresce mais rápido no mundo. "Acredito que os responsáveis por difundir o islã aqui são Alá, os canais de televisão e alguns colegas muçulmanos", diz o xeique.

Associar a religião ao terrorismo é um equívoco e faz parte de uma agenda obscura, em sua opinião. "Apesar do nome, o Estado Islâmico não é muçulmano", diz. "Se foi possível derrubar Saddam Hussein no Iraque, levaria um dia ou menos para acabar com o EI. Mas tem algo por trás."

"Se o chamamos de Daesh [o nome do EI em árabe], eles não gostam. Chamam a si mesmos de Isis [Estado Islâmico do Iraque e do Levante]. De onde tiraram esse nome? No Iraque se fala inglês? Na Síria, se fala inglês?", questiona o religioso.

Cidades

Gravidez infantil: Assembleia obriga cartórios a comunicar casos ao Ministério Público

Aprovado em 2ª votação na ALEMS, o Projeto de Lei obriga maternidades e cartórios a informar o Ministério Público Estadual sobre menores de idade que derem à luz

19/06/2024 17h15

Devido a uma nova emenda o projeto passará por uma outra votação

Devido a uma nova emenda o projeto passará por uma outra votação Marcello Casal Jr. /Agência Brasil

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Foi aprovado em 2ª votação o Projeto de Lei (PL) que obriga Cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais, no âmbito do Estado, a comunicar o Ministério Público Estadual o nascimento de bebês, gestados por crianças menores de 14 anos.

O PL, do deputado Pedrossian Neto (PSD), prevê que seja feita a comunicação tanto da parte da maternidade quanto dos cartórios, sobre parto de meninas menores de 14 anos, que derem à luz, ainda que tenham engravidado de um adolescente da mesma idade. 

Com o intuito que o Ministério Público Estadual, tome medidas legais e cabíveis, verificando inclusive se a criança foi vítima de abuso infantil. Segundo levantado pelo Correio do Estado, passa a ser mais uma ferramenta para proteção da infância e adolescência

Em fevereiro, de 2024, quando apresentou o Projeto de Lei, Pedrossian Neto, explicou que a lei sozinha não conseguirá evitar crimes de abuso sexual contra menores de idade, ou de pedofilia, contudo passa a ser mais uma proteção fornecida pelo Estado às crianças.

"Esse projeto é de suma importância e na realidade ele cria um instrumento de controle da sociedade para que a gente possa combater um problema que ocorre no Brasil e no Mato Grosso do Sul, que é a questão do estupro de menores, o abuso exploração sexual de crianças e adolescentes e também o crime de pedofilia", disse o deputado e complementou: 

"Ao colocar a obrigatoriedade dos cartórios de registro de informar ao Ministério Público Estadual, a ocorrência de bebês nascidos de pais ou mães menores de 14 anos, criamos mais uma regra, uma rotina, dentro dos órgãos de controle de proteção da criança para a gente apurar a ocorrência desse crime porque muitas vezes está acontecendo e não é levado ao conhecimento do Ministério Público, enfim, não temos às vezes nem estatística correta de tudo que está acontecento. Naturalmente que ele não resolve o problema, mas é mais um passo em direção a uma infância mais protegida".

Objetivos do projeto

  • Informar o MPE de eventuais situações contra crianças;
  • Adotar medidas legais para oferecer proteção ao menor de idade;
  • Combater crimes de estupro de vulnerável e abuso cometido contra crianças e adolescentes.

A comunicação deve ser feita de maneira sigilosa sem expor a criança ou o adolescente. Cabe ao cartório enviar uma cópia da certidão de nascimento por meio eletrônico. 

Segundo o texto, o MPE deve ser comunicado até o 10º dia do mês seguinte ao registro de nascimento. Com envio de cópia do registro de nascimento, juntamente com declaração de nascido vivo (DNV)

  • Declaração de Nascido Vivo (DNV), documento essencial para o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) no Brasil. Esta declaração padronizada é crucial para monitorar estatísticas vitais como o número de nascimentos, cuidados pré-natais, gestação e parto, fornecendo insights cruciais sobre a saúde materno-infantil em todo o país.

Uma emenda acrescentada ao Projeto permite que a informação seja encaminhada por meio eletrônico.

“podendo a entidade associativa representante dos registradores civis de pessoas naturais do Estado formalizar instrumento adequado com o órgão citado para remessa dos arquivos por meio centralizado”.

Em decorrência da emenda o projeto será submetido por votação de redação final e caso seja aprovado irá para apreciação do governador Eduardo Riedel (PSDB).

O texto é baseado no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que defende prioridade no desenvolvimento de políticas públicas para proteção da infância e adolescência.

Em MS, 79.66% das vítimas de estupro são menores de idade

Dados da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) mostram que, no Estado, a maioria das vítimas de estupro são menores de idade.

Até maio de 2024, foram registradas 974 ocorrências de estupro em delegacias de Mato Grosso do Sul. Destas vítimas, 452 possuíam idade inferior a 11 anos (46.37%) e 324 possuíam idade entre 12 e 17 anos (33.29%).

Somados, os números são ainda mais alarmantes, e correspondem a 79.66% dos registros dentro dos cinco meses do ano.

Em 2023, a Sejusp registrou 2.658 casos de estupro em todo o Estado, sendo 1.261 das vítimas crianças de até 11 anos, e 850 de adolescentes entre 12 e 17 anos - números que indicam que 79,4% das vítimas eram menores de idade.

 

** Colaborou Alanis Netto

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Corumbá

Cães desnutridos e abandonados em imóvel são resgatados pela Polícia Civil

Os animais foram resgatados e levados para uma ONG de proteção animal, onde receberão os cuidados veterinários necessários.

19/06/2024 17h00

Local estava sujo e os animais estavam visivelmente famintos e desnutridos.

Local estava sujo e os animais estavam visivelmente famintos e desnutridos. Divulgação/ Polícia Civil

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Dois cães adultos e um filhote foram resgatados pela Polícia Civil na tarde desta quarta-feira (19), após denúncias de que os animais estavam sem alimentação e água em uma residência abandonada no Bairro Guatós, em Corumbá, a 427 quilômetros de Campo Grande.

Conforme informações da polícia, o caso chegou até eles após uma denúncia anônima. De acordo com relatos, o dono da residência havia sido dispensado do serviço há uma semana e foi embora do local. Desde então, os animais estavam abandonados, sem alimentação e água.

Os policiais entraram em contato com o ex-proprietário, que se comprometeu a buscá-los, mas não retornou ao local nem forneceu mais informações. Uma equipe da 1ª Delegacia de Polícia Civil foi até o local e, ao chegar na residência abandonada, encontrou os dois cães adultos no quintal e um filhote trancado dentro do imóvel.

Os animais estavam visivelmente famintos e desnutridos, com ossos aparentes, falhas no pelo, infestação de parasitas, anemia e desidratação. O ambiente estava repleto de entulhos e fezes, criando um cenário de extrema negligência.

Aos policiais, testemunhas relataram que na residência, as festas eram frequentes e os cães raramente recebiam alimentação adequada. Mesmo após repetidas cobranças para que cuidasse melhor dos animais, o ex-locatário insistia que os alimentava, apesar da magreza extrema dos cães ser evidente.

Os três cachorros foram resgatados e levados para uma ONG de proteção animal, onde receberão os cuidados veterinários necessários. Assim que estiverem saudáveis, serão disponibilizados para adoção.

Os animais foram encaminhados para uma ONG e receberão cuidados necessários Os animais foram encaminhados para uma ONG e receberão cuidados necessários/ Polícia Civil- Divulgação 


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