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VACINAÇÃO COVID-19

Mulher com 100 anos é primeira idosa a ser vacinada contra Covid-19 em Campo Grande

Vacinação do grupo prioritário de idosos com 80 anos ou mais iniciou hoje na Capital
01/02/2021 16:10 - Ana Karla Flores


Amelia Martins, de 100 anos, foi a primeira a chegar na Clínica da Família do bairro Portal Caiobá para receber a vacina contra Covid-19. A imunização do público alvo de 80 anos ou mais teve início nesta segunda-feira (1) para com demanda espontânea nas unidades de saúde disponíveis.  

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O filho de Amélia, Gregório dos Santos, de 74 anos, relata que é uma grande alegria ver a mãe sendo vacinada depois de um ano de muito cuidado e isolamento. 

“Para mim é a melhor alegria da minha vida ver minha mãe vacinando com 100 anos, e ainda sendo a primeira. Espero que ela consiga tomar ainda a segunda dose, que é a melhor coisa que tem na vida para mim e para ela”, detalha.  

Segundo Santos, a mãe possui Alzheimer e descobriu que iria ser vacinada quando chegou na Clínica da Família e ficou ansiosa para receber o imunizante. 

“Quando a gente saiu falamos que ela ia passear, e só explicamos quando chegamos aqui que ela ia tomar a vacina do Covid. É um alívio agora porque eu me preocupei bastante com ela e agora fico um pouco mais tranquilo”, relata.

Santos explica que durante o ano a família toda teve muito cuidado para não ser infectado com o Coronavírus, todos ficaram em quarentena e não deixaram a mãe sair de casa e receber visitas. 

“Esse ano a gente não saiu de casa, a gente sempre ia à igreja, mas agora não fomos mais e ainda bem que ela ficou tranquila. Ela nunca ficou perto de muita gente, então falei para ela que ela só vai poder ir à igreja de novo quando tomar a segunda vacina”, diz.  

Olga Bueno da Silva, de 99 anos, foi a segunda a ser vacinada e estava ansiosa para chegar sua vez. Silva é da aldeia indígena Buriti em Sidrolândia e quis tomar vacina para ser exemplo para outros indígenas que estão com medo do imunizante. 

Maria Lemes, filha de Olga, explica que a família não mora mais na aldeia, no entanto, antes da pandemia faziam visitas sempre que podiam. 

“O pessoal da aldeia não quer tomar, e ficamos muito preocupados com isso. Minha mãe quer ser um exemplo para eles, porque a gente mora aqui, mas ainda tem contato com eles e estamos mandando fotos dela, temos parente lá. Acredito que vai ajudar e ser muito importante”, detalha.

Lemes relata que a imunização é um alívio devido à dificuldade em cuidar da mãe durante o ano e o medo constante em ser infectada com a Covid-19. 

“É um privilégio, agradeço a deus e a ciência, porque a gente vai ter um pouco mais de tranquilidade, porque estamos com muita dificuldade de estar com ela. Foi muito complicado esse ano, sem liberdade e sempre com medo. Ela estava querendo tomar, no começo ela ficou um pouco com medo, mas depois abriu a mente e decidiu vir”.