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Mulher de 24 anos diz ter sido estuprada em festa de réveillon no DF

Mulher de 24 anos diz ter sido estuprada em festa de réveillon no DF

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Uma mulher de 24 anos afirmou, em uma rede social, ter sido estuprada em uma festa de réveillon realizada em Brasília, no Distrito Federal. A jovem relata que foi violentada por um segurança contratado pela organização da festa. Ele prestou depoimento à Delegacia da Mulher, na Asa Norte, e afirma que teve relações sexuais com a vítima, mas que 'o ato foi consentido'.

Em seu perfil em uma rede social, a jovem afirma que o crime aconteceu durante a festa "The Box – Reveião", no dia 31 de dezembro, realizada no clube Acadêmicos da Asa Norte. Ela diz que estava acompanhada de amigos quando foi retirada da festa por um funcionário da segurança. Segundo ela, após o suposto crime ela retornou para a festa para reencontrar os amigos e eles saíram do local apenas na manhã seguinte

Ela afirma que dançava perto da entrada do clube, pouco depois da meia noite, na companhia de um amigo quando foi abordada por um segurança da festa. Segundo a jovem relata, o homem expulsou somente ela do local da festa.

De acordo com o relato, o homem a levou para trás de um carro estacionado em meio à mata que cerca o prédio da escola de samba. Segundo a jovem, ele a virou de costas sobre o carro e a violentou. Segundo ela, após cometer o crime o suspeito ainda chamou outro segurança para também violentar a vítima. No relato ela conta que perguntou ao segundo segurança o porquê de aquilo estar acontecendo e o segundo segurança teria se recusado a violentá-la.

"Eu fui estuprada por quem deveria assegurar minha segurança. Eu tive medo, não reagi (poderia ter sido pior se reagisse, eu poderia apanhar, poderia demorar mais...), só queria que acabasse logo", afirma a jovem no relato publicado no último sábado (2).

 A jovem afirma que prestou queixa à polícia na tarde do dia 1º de janeiro, após contar para seus pais. A vítima registrou ocorrência na Delegacia da Mulher, na Asa Norte, onde prestou depoimento.

Após registrar a ocorrência, a vítima passou por perícia no Instituto Médico Legal (IML) e foi encaminhada ao pronto socorro do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) na Asa Sul. No hospital a vítima afirma ter realizado outros exames e recebido medicação preventiva para o HIV.

A médica Ana Carolina Silva atendeu a vítima e afirma que a medida é padrão para casos de violência sexual. "Ela foi orientada para seguir os procedimentos do Projeto Violeta e recebeu medicamentos para evitar gravidez ou contração de DSTs", disse.

A reportagem tentou contato com a organização do evento, mas não obteve respostas. Os organizadores da festa publicaram uma nota em uma rede social em que afirmam ter "prestado toda a assistência à vítima" durante o atendimento na Delegacia da Mulher. "Antes de ir a delegacia entramos em contato com a vítima para dispor também a ela toda documentação necessária", afirmaram. Sobre o crime, a organização qualificou como "um comportamento inaceitável".

O G1 ligou para o proprietário da empresa que fazia a segurança do evento. De acordo com o relato da vítima ele é o suspeito de ter praticado o estupro. O suspeito, de 33 anos, afirmou que teve relações sexuais com a vítima, mas que não cometeu estupro. "Eu sou casado, tenho dois filhos e tive uma atitude impensada no calor do momento por ter sido seduzido. Foi tudo consentido", afirmou. Segundo ele, havia sete seguranças presentes ao evento – seis homens e uma mulher – e o proprietário prestou depoimento à polícia para "dar sua versão da história e esclarecer a participação da empresa no caso".

De acordo com o suspeito, ele compareceu à Delegacia da Mulher na madrugada deste domingo (3) para "dar sua versão da história". "Fomos à delegacia ontem e só saímos de lá às 3h da manhã. Agora vamos esperar a intimação da polícia. Nada disso foi forçado, nada disso foi violência", afirmou.

SEGUNDO DO DIA

Incêndio de grandes proporções atinge borracharia na Capital

Devido ao material queimado, fumaça espessa se formou e pôde ser vista de longe; É o segundo grande incêndio registrado na Capital nesta quinta

20/06/2024 19h13

Incêndio atingiu borracharia no início desta noite

Incêndio atingiu borracharia no início desta noite Foto: Reprodução

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Uma borracharia localizada na Avenida Mascarenhas de Moraes foi atingida por incêndio de grandes proporções na noite desta quinta-feira (20), em Campo Grande. 

O local, que fica no bairro Coronel Antonino, estava fechado quando o fogo começou e logo as chamas se alastraram e, devido também ao fato de pneus queimarem, uma espessa fumaça preta pode ser vista de longe.

Equipes do Corpo de Bombeiros estão no local e trabalham no combate ao fogo. Ainda não há informações sobre o que ocasionou o incêndio e, até a publicação desta reportagem, a informação é de que não há vítimas.

 

É o segundo grande incêndio registrado na Capital nesta quinta-feira. Pela manhã, um incêndio de grandes proporções atingiu a antiga fábrica de refrigerantes da Frutilla. O imóvel, às margens do anel viário, entre as saídas para São Paulo e Sidrolândia, é utilizado como depósito de um grande volume de material reciclável. 

O forte vento levava a densa fumaça preta para o lado contrário ao da pista durante toda a manhã. As chamas atingiram parte da vegetação vizinha ao imóvel, mas a atuação dos bombeiros conseguir conter as chamas.

Estiagem

Campo Grande não registra chuva significativa desde 24 de maio e a umidade do ar das últimas duas semanas tem ficado abaixo de 30%, especialmente durante a tarde.

Este cenário de estiagem facilita a propagação do fogo.

Retorno

Professores e técnicos suspendem greve e aceitam proposta do governo federal

Servidores da UFMS e IFMS, anunciaram fim da greve, nesta quinta-feira (20), por meio de live e aguardam autorização do Sindicato Nacional para o retorno de atividades

20/06/2024 18h30

As respectivas instituições aguardam resposta dos sindicatos Nacionais que definirão o aval para data do retorno de calendário

As respectivas instituições aguardam resposta dos sindicatos Nacionais que definirão o aval para data do retorno de calendário Imagem Arquivo

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Professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e servidores do Instituto Federal (IFMS), entraram em acordo pelo encerramento da greve. O retorno será oficializado assim que o Sindicato Nacional de ambas as categorias informarem a data do retorno do calendário acadêmico. 

Com greve deflagrada no dia 1° de maio, professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, estimaram o retorno para julho. Ao todo foram 9 semanas de paralisação. A decisão do prazo para as datas de saída de greve serão definidas pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior.

"Estamos estão aguardando na segunda-feira receber esse comunicado do âmbito do Sindicato Nacional, com as datas indicativas para saída de greve", apontou a  presidente da Seção Sindical dos Docentes da UFMS, Mariuza Aparecida.

Em live, transmitida nesta quinta-feira (20), a presidente da Seção Sindical dos Docentes da UFMS, a Adufms, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, explicou que em 2022, durante o processo de transição do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apresentaram as questões das perdas salariais dos Servidores Públicos Federais.

"Após assumir o governo anunciou um reajuste de 9% que passou a ser efetivado a partir de maio de 2023. A partir de então, várias conversas foram sendo realizadas e propostas apresentadas. Por fim, uma organização unificada de servidores públicos federais foi se afunilando as perdas de cada categoria".

 

Greve

A princípio, segundo informou Mariuza, a educação iniciou uma discussão em cima dos últimos seis anos, apontando para uma defasagem de 27%. 

Com isso, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, em parceria com o Sindicato Nacional que representa os servidores (docentes e técnicos), apresentaram ao governo Federal uma proposta de 22.71%, dividida em três vezes. 

Como contraproposta, o governo apresentou 4,6% em 2025 e 4,6% em 2026. Proposta inicial foi rejeitada em todas as Assembleias. Buscando uma saída, durante o Congresso do Sindicato Nacional, o governo expôs suas dificuldades em atender as categorias.

No dia 27 de maio, a categoria protocolou uma proposta em que cobrava ao menos a reposição do Índice de preços ao consumidor (IPCA), de 3.69, a ser pago ainda em 2024. 

"Infelizmente não conseguimos avançar nesta pauta, mas avançamos em várias outras, como a questão do que chamamos de 'revogaço' que é a revogação de diversas normas, dentre elas aquela que suspendeu a promoção e progressão dos professores durante a pandemia", destacou Mariuza.

"No âmbito dos Institutos Federais, a obrigatoriedade da assinatura de ponto no âmbito da pesquisa e extensão externa, tem uma série de garantias que conseguimos avançar".

Entenda como ficou o reajuste dos auxílios e recomposição:

Para o ano de 2024

  • Auxílio-alimentação
  • Saúde complementar 
  • Creche

Para 2025

  • 1º de maio, 9% de recomposição salarial;

2026

  • Recomposição a partir de 1º de abril de 3,6%

Muito embora, não tenham conseguido alcançar todas as reivindicações, Mariuza acredita que houve um avanço, por isso, no dia 18 de junho, optaram pela saída coletiva da greve.

A partir de então, conforme os ritos, a Seção Sindical dos Docentes da UFMS, irá encaminhar a decisão para, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, que definirá qual será o período de saída coletiva de greve.

Instituto Federal 

Os docentes e técnicos administrativos do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), acataram a proposta apresentada às categorias pelo governo Federal, e informou que apesar do resultado da votação ter sido favorável ao retorno das aulas, nãosignifica o fim da greve iniciada no dia 3 de abril. 

"A decisão será definida na plenária nacional do sindicato, que será realizada nesta sexta-feira e sábado, 21 e 22 de junho", informou o IFMS.

A recomendação aos estudantes dos dez campi, no Estado, é que sigam os comunicados que serão emitidos por meio do site da instituição (www.ifms.edu.br/greve), ou por telefone. 

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